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Cientista desafia evolucionistas em aposta de 10 mil dólares

sexta-feira, 29 de março de 2013 0 comentários

Do Golspel +, 28.03.2013.


O debate entre cientistas adeptos da Teoria da Evolução e os fiéis adeptos ao relato criacionista do Gênesis pode ter um capítulo singular na história do embate, devido à proposta de um defensor da história apresentada na Bíblia.
O doutor Joseph Mastropaolo, especialista em criacionismo, resolveu desafiar qualquer defensor da tese da evolução perante a um tribunal, e ofertou ainda, US$ 10 mil como recompensa caso saia vencedor.
No desafio proposto por Mastropaolo, que é Ph.D. emcinesiologia – ciência que estuda os movimentos do corpo humano – o defensor de que o ser humano é fruto de uma evolução de espécies terá que refutar sua interpretação do Gênesis perante a um juiz no tribunal de Santa Ana, na Califórnia.
Entretanto, o desafiante deverá depositar outros US$ 10 mil numa conta judicial, para que assim, ao final do julgamento do embate entre o evolucionista e o criacionista, o vencedor possa resgatar os US$ 20 mil no total.
Além do juiz, o “julgamento do Gênesis” como vem sendo chamado pela mídia norte-americana, deverá ter ainda um repórter especializado em cobrir processos judiciais e um oficial de justiça. Os custos judiciais para o julgamento será custeado pela parte vencedora, de acordo com a proposta do Dr. Mastropaolo.
De acordo com informações do Christian Post, o Dr. Mastropaolo acredita que esse “julgamento do Gênesis” poderá abrir uma nova perspectiva a respeito da discussão sobre o tema: “”Os evolucionistas depois, poderiam ler a transcrição [do julgamento] e fazer sua tese ser mais bem embasada, para numa próxima vez, poderem argumentar melhor”, afirmou, confiante.
“Podemos ler a transcrição e não ter que passar pelo mesmo processo mais e mais e mais uma vez sem qualquer deixar-se, sem qualquer resolução”, sugeriu, como forma de obter objetividade na discussão, sem necessitar voltar a pontos já debatidos.
O desafio de Mastropaolo para que a Teoria da Evolução apresente argumentos sólidos contra o relato de Gênesis foi feito a evolucionistas, teístas, ateus, agnósticos e outros: “Esta é a sua chance de brilhar. Você está disposto a participar de uma competição para provar seu ponto de que a Bíblia está errada e que evoluímos? Você poderia ir para casa com US$ 20 mil se você ganhar!”, diz o anúncio.
Como as regras do concurso afirmam, este debate é legalmente classificado como um mini julgamento, o que significa que é um tipo particular, voluntário e informal de resolução alternativa de litígios que não carrega nenhuma base legal e não tem nenhuma ligação com os governos estaduais ou federal.
Mastropaolo afirmou ainda que acredita que qualquer evolucionista que aceite o debate não pode provar definitivamente que uma interpretação não literal do Gênesis é mais científica do que uma interpretação literal: “Eles [os evolucionistas] não são estúpidos, eles são brilhantes, mas são brilhantes o suficiente para saber que não há evidências científicas de que possam vencer um mini julgamento”, afirmou.
Notícia original pode ser lida em http://noticias.gospelmais.com.br/cientista-us-10-mil-provar-genesis-errado-51967.html 
Meu Comentário: Sou totalmente contra a esse tipo de desafio ou aposta. Primeiro, porque apostar sobre crenças é algo simplesmente descabido. Crença tem a ver com os valores que as pessoas nutrem em sua vida decorrentes, inclusive, da história familiar. É inconcebível pensar que isso se torne objeto de aposta. 
Além disso, a questão do criacionismo e do evolucionismo é muito mais filosófica do que se imagina. Não se trata de um embate entre ciência e religião como muitos imaginam e sobre isso escrevem e falam. Lendo alguns livros, especialmente Por que a ciência não consegue enterrar Deus , do matemático John Lennox, consigo compreender que a controvérsia se dá muito mais em relação ao teísmo e ao ateísmo ou materialismo.
E isso tem a ver com crenças e valores. E não necessariamente com aspectos de exatidão matemática, evolução biológica, etc. Lennox, que eu cito, mostra que há muita margem dentro de diferentes áreas do conhecimento humano para não se descartar a atuação de Deus e Sua importância na condução do mundo natural. A argumentação evolucionista com o viés ateísta pode ser impactante, bem estruturada por uma coordenada ação de marketing e até crível para muitos cientistas e leigos, mas há forte argumentação contrária da parte de quem crê em Deus como agente de permanente contato com Sua criação.
Sou contra a aposta e o desafio, mas sugiro que as pessoas, antes de se posicionarem ao lado do ateísmo "científico", leiam mais a respeito de diversas evidências de uma criação planejada. Pode ser que o relato de Gênesis não tenha tanta força de marketing como os discursos dos líderes dos movimentos evolucionistas modernos, mas sua argumentação é bastante razoável à luz de uma sincera comparação com astronomia, geologia, biologia, física e matemática. 

Pesquisa indica que jovens conseguem conciliar ciência e religião

domingo, 29 de abril de 2012 0 comentários

Jornal O Estado de S.Paulo, 29.04.2012.


A maioria dos jovens brasileiros vive em paz com suas crenças religiosas e a ciência da teoria evolutiva. Tem fé em Deus e, ao mesmo tempo, concorda com as premissas estabelecidas por Charles Darwin mais de 150 anos atrás, de que todas as espécies da Terra - incluindo o homem - evoluíram de um ancestral comum por meio da seleção natural. É o que sugere uma pesquisa realizada com mais de 2,3 mil alunos do ensino médio no País, coordenada pelo professor Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Futuro? Uma interpretação mais elástica das doutrinas religiosas e mais sensível à ciência
A conclusão flui de um questionário sobre religião e ciência respondido por estudantes de escolas públicas e privadas de todas as regiões do País, com média de 15 anos de idade. A base de dados e a metodologia usadas na pesquisa foram as mesmas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), segundo Bizzo, para garantir que os resultados fossem estatisticamente representativos da população estudantil brasileira. “É o primeiro dado com representatividade nacional sobre esse assunto para esta faixa etária”, diz o educador, que apresentou os dados pela primeira vez neste mês, em uma conferência na Itália.

“Ainda vamos fracionar e analisar mais profundamente as estatísticas, mas já dá para perceber que os alunos religiosos brasileiros são bem menos fundamentalistas do que se esperava”, avalia Bizzo, que também é formado em Biologia e tem livros e trabalhos publicados sobre a história da teoria evolutiva. “É surpreendente. Algo que sugere que no futuro teremos uma população com uma interpretação mais elástica das doutrinas religiosas e mais sensível à ciência.”

Aos 15 anos, diz Bizzo, os jovens estão passando por uma fase de definição moral, em que consolidam suas opiniões sobre temas fundamentais relacionados à ética e à moralidade. “É um período crucial. Dificilmente os conceitos de certo e errado mudam depois disso.”

O questionário apresentava aos alunos 23 perguntas ou afirmações com as quais eles podiam concordar ou discordar em diferentes níveis. Mais de 70% disseram que se consideram pessoas religiosas e acreditam nas doutrinas de sua religião (52% católicos e 29% evangélicos, principalmente, além de 7,5% sem religião). Ao mesmo tempo, mais de 70% disseram que a religião não os impede de aceitar a evolução biológica; e 58%, que sua fé não contradiz as teorias científicas atuais. Cerca de 64% concordaram que “as espécies atuais de animais e plantas se originaram de outras espécies do passado”.

Só quando a evolução se aplica ao homem e à origem da vida, as respostas ficam divididas. Há um empate técnico, em 43%, entre aqueles que concordam e discordam que a vida surgiu naturalmente na Terra por meio de “reações químicas que transformaram compostos inorgânicos em orgânicos”. E também entre os que concordam (44%) e discordam (45%) que “o ser humano se originou da mesma forma como as demais espécies biológicas”.

Sensibilidade. Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que nenhuma das respostas que seriam consideradas fundamentalistas, do ponto de vista religioso, ultrapassam a casa dos 29%, porcentagem de entrevistados que se declararam evangélicos (denominação em que a rejeição à teoria evolutiva costuma ser mais forte). Apenas em dois casos elas ultrapassam 20%: entre os alunos que “discordam totalmente” que o ser humano se originou da mesma forma que as outras espécies (24%) e que os primeiros seres humanos viveram no ambiente africano (26%).

“A porcentagem dos que rejeitam completamente a origem biológica do homem é menor que a de evangélicos da amostra, o que é uma surpresa, já que os evangélicos no Brasil costumam ser os mais fundamentalistas na interpretação do relato bíblico”, avalia Bizzo. “A teoria evolutiva é talvez a coisa mais difícil de ser aceita do ponto de vista moral pelos religiosos. Mesmo assim, os dados mostram que a juventude brasileira é sensível aos produtos da ciência.”

Divulgada em 1859, com a publicação de A Origem das Espécies, a teoria evolutiva de Charles Darwin propõe que todos os seres vivos têm uma ancestralidade comum, e que as espécies evoluem e se diversificam por meio de processos de seleção natural puramente biológicos, sem a necessidade de intervenção divina ou de forças sobrenaturais - um conceito amplamente confirmado pela ciência desde então.

Apesar de ser frequentemente (e erroneamente) resumida como “a lei do mais forte”, a teoria evolutiva é muito mais complexa que isso. A Origem das Espécies tinha 500 páginas, e Darwin ainda considerava isso muito pouco para explicá-la. Desde então, com o surgimento da genética e o desenvolvimento de várias outras linhas de pesquisa evolutiva, a complexidade da teoria só aumentou, dificultando ainda mais sua compreensão - e, possivelmente, sua aceitação - pelo público leigo.

“O problema é que a maioria dos estudantes - ainda mais com 15 anos - não tem muita clareza sobre o que está envolvido na teoria darwiniana. Com isso há o potencial de surgirem respostas contraditórias”, avalia o físico e teólogo Eduardo Cruz, professor do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Isso não tem a ver com a qualidade da pesquisa, mas com a pouca compreensão de temas tanto científicos quanto teológicos. Além do que, quando se trata de perguntas que envolvem a intimidade das pessoas, as respostas nem sempre são confiáveis. É como perguntar a rapazes de 15 anos se ainda são virgens.”

Aceitação. Uma pesquisa nacional realizada pelo Datafolha em 2010, com 4.158 pessoas acima de 16 anos, indicou que 59% dos brasileiros acreditam que o homem é fruto de um processo evolutivo que levou milhões de anos, porém guiado por uma divindade inteligente. Só 8% acreditam que o homem evoluiu sem interferência divina. Os dados também mostram que a aceitação da teoria evolutiva cresce de acordo com a renda e a escolaridade das pessoas - o que pode ou não estar relacionado a uma melhor compreensão da teoria.

“Há uma discussão se a aceitação depende do entendimento, e uma análise mais precisa será realizada, mas uma análise superficial dos dados não encontrou essa correlação”, afirma Bizzo sobre sua pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Faculdade de Educação da USP. “Há indícios de que a compreensão básica seja acessível a todos e que a decisão de concordar que a espécie humana surgiu como todas as demais não depende de estudos aprofundados na escola.”

Para a filósofa e educadora Roseli Fischmann, os resultados da pesquisa são “compatíveis com a capacidade dos jovens de viver o mundo de descoberta da ciência sem abalar sua fé”.

“A fé, se bem sustentada, não é ameaçada pelo conhecimento científico”, diz Roseli, coordenadora da Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista e professora da USP. “Sozinhas, nem a ciência nem a religião garantem que o ser humano seja bom e que o bem comum seja alcançado. É preciso a presença da ética, do respeito a todo ser humano, da consciência da responsabilidade individual na construção do bem comum.”

Pensar de forma analítica reduz fé em Deus, diz estudo

Pensar de maneira mais analítica induz as pessoas a acreditar menos em Deus, segundo um estudo publicado na edição passada da revista Science. Os pesquisadores, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, submeteram cerca de 180 alunos de graduação a uma bateria de testes e questionários e descobriram que, ao forçar os estudantes a pensar de forma mais analítica sobre algum assunto, esse raciocínio influenciava a sua fé, tornando-os menos religiosos.

Acredita-se que o cérebro humano tem dois “modus operandi” para processar informações e tomar decisões: um mais intuitivo e outro mais analítico. Os resultados do estudo sugerem que a religiosidade flui do modo intuitivo e perde força à medida que as pessoas são forçadas a pensar de modo mais analítico.

Em um dos testes aplicados, os alunos eram apresentados com problemas matemáticos que tinham uma resposta intuitiva errada e uma resposta analítica correta. Depois, respondiam a um questionário sobre sua fé e religiosidade. Os alunos que resolviam os problemas de forma analítica relatavam acreditar menos em Deus. / H.E.

Nota: Essa conciliação é, na verdade, um atestado de que a fé é solapada pela argumentação científica convencional defendida por vários profissionais de diversas áreas do conhecimento humano hoje. É muito interessante constatar que nas escolas públicas, especialmente no Brasil, a qualidade do ensino de ciências é questionável e fica complicado querer extrair da mente de um jovem mal formado no Ensino Médio uma visão abrangente e consistente sobre conciliação entre ciência e religião. 
A ciência explicada e apresentada a ele é, via de regra, unicamente sob o ponto de vista evolucionista salvo raríssimas exceções. Por outro lado, sua visão de religião é exclusivamente fundamentada no ensino tradicional com forte ênfase católica apostólica romana. E como se bem sabe, até mesmo por pesquisas, há cientistas que evocam estudos capazes de fazer alusão a uma criação inteligente e não sucessivos processos evolutivos. E, ao mesmo tempo, há diferentes pontos de vista religiosos, especialmente com grande enfoque no conteúdo bíblico, que diferem de maneira contundente dos dogmas advogados pelo catolicismo predominante.
Se essas distorções fossem corrigidas, então poderíamos falar em uma conciliação de ciência e religião como algo real e interessante. Sugiro que o leitor leia, também, a segunda reportagem relacionada essa primeira em que um cientista criacionista é ouvido e dá sua opinião - http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,biologos-querem-reforcar-ensino-da-evolucao,866626,0.htm?reload=y, o doutor Marcos Eberlin. 

Geólogo defende criacionismo no Globo Ciência

domingo, 15 de abril de 2012 0 comentários

Site do Globo Ciência, 14.02.2012.


Na nova temporada do Globo Ciência, especialistas respondem às perguntas dos espectadores. O primeiro programa de 2012, traz respostas à questão levantada por Elizangela Queiroz, do Rio de Janeiro, que quis saber: “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”. O assunto tem tudo a ver com as teorias do criacionismo e do evolucionismo. Para os criacionistas, que acreditam que Deus é o criador de todos os seres, é claro que a galinha veio primeiro. Mas, para os estudiosos da evolução, que defendem que os seres vivos compartilham ancestrais comuns, foi o ovo que veio primeiro. A brincadeira é, na verdade, uma forma divertida de explicar conceitos fundamentais que nos ajudam a entender o que somos e para onde vamos. E essa discussão entre os adeptos das duas teorias é bem acirrada. O geólogo Nahor Neves de Souza Junior, da Universidade Adventista de São Paulo (Unasp), defensor do criacionismo, reconhece que a capacidade humana de produção de conhecimento é espantosa, e que eles nunca quiseram usar apenas Deus para a explicar a origem da vida.

“Não ficamos de braços cruzados, dizendo que Deus criou tudo. Eu vejo um robô, por
exemplo, e fico impressionado com a inteligência humana. Mas acho que às vezes
as explicações dadas pelos evolucionistas carecem de detalhes mais abrangentes.
Então antes do Big Bang não tinha nada? A vida surgiu do nada? Tendo em vista isso,
só posso pensar que ou há uma divinização da natureza, ou existe Deus por trás da
criação”, ressalta.
Já Mario de Pinna, professor titular do Museu de Zoologia da Universidade de Paulo (USP)  questiona, de cara, o termo “evolucionismo”. “Existe teoria da evolução. Temos algumas controvérsias em relação a mecanismos específicos do processo, mas não quanto à evolução em si. Não adotamos a ideia de que a vida surgiu do nada, e sim que houve uma transformação. Não é mágica. As aves são resultado da transformação de certos tipos de dinossauros, que punham ovos. Não há embate científico com o criacionismo, porque ele não existe como campo de pesquisa independente, tem apenas motivações sociopolíticas com ideias que já foram refutadas há muito tempo", diz o professor, explicando também que a ideia de seleção natural como mecanismo propulsor da evolução biológica é talvez a contribuição mais emblemática de Charles Darwin:

"A ideia é tão simples que poderia ter sido elaborada centenas, ou mesmo milhares, de anos antes. A seleção natural consiste na reprodução diferencial de indivíduos no decorrer das
gerações, com consequentes mudanças na frequência de características herdáveis (ou frequências gênicas) no decorrer do tempo. A variabilidade das populações fornece a matéria-prima sobre a qual a seleção atua, e variabilidade nova é suprida por mutações que ocorrem constantemente. Na época de Darwin e dos outros idealizadores da seleção natural, claro, não se conhecia quase nada sobre genética ou mecanismos de herança. Sabia-se, contudo, que a maioria das características dos seres vivos era herdável".

Em muitas ocasiões, os criacionistas são criticados por não apresentarem evidências científicas, o que o professor Nahor contesta. “Eu sou geólogo, tenho evidências científicas sim. Quando vejo os fósseis, é inevitável compará-los a um cemitério – eles se harmonizam com a narrativa bíblica do dilúvio. Minhas convicções criacionistas só aumentaram com o conhecimento científico, não diminuíram”, garante.
A ideia de um grande dilúvio planetário é somente um mito para o professor Mario de Pinna e para a maioria da comunidade científica. Segundo ele, é impossível entender nossa posição no mundo sem a perspectiva evolutiva. “A evolução sempre foi a melhor explicação para os fatos sobre os seres vivos. A elaboração de uma teoria evolutiva consistente durante os últimos 150 anos nos permitiu entender uma imensa gama de fenômenos biológicos. Descobertas revolucionárias, como a estrutura do DNA, somente confirmaram a perspectiva evolutiva. A organização em diferentes planos, do morfológico ao molecular, não deixa dúvidas de que as similaridades são herdadas de ancestrais comuns. O homem é um tipo de macaco, assim como é um tipo de mamífero, um tipo de vertebrado etc. A teoria evolutiva é a realização mais extraordinária da única espécie que conseguiu desvendar sua própria história”, diz.

Entenda mais a respeito da controvérsia em reportagem veiculada em 17 de junho de 2011 no programa NT Repórter, da TV Novo Tempo.



Nota: Embora a reportagem escrita tenha ouvido um pesquisador científico criacionista, nos vídeos apresentados o "representante" do conceito criacionista ouvido foi um padre, ou seja, um religioso que, ao que parece, não estuda o assunto profundamente, mas fez praticamente uma descrição de como surgiu a controvérsia com o evolucionismo. É interessante, por outro lado, a abordagem da TV sobre a controvérsia, pois, ao menos, deu voz na parte escrita ao pensamento criacionista ao contrário de outras publicações que fazem questão de não dar espaço ao contraditório como é uma das premissas básicas da apuração jornalística.
Importante a argumentação do geólogo Nahor, uma vez que apresenta pesquisas embasadas em estudos e não apenas opinião religiosa.

Resgate: geólogo criacionista debate controvérsia entre criacionismo e evolucionismo na Globo News

sexta-feira, 24 de junho de 2011 0 comentários

É bom retomar entrevista da qual participou o doutor em geologia e criacionista Nahor Neves Jr., em 2009, no programa Entre Aspas, da Globo News, apresentado por Monica Waldvogel. Apesar da nítida visão evolucionista da apresentadora e mediadora, Dr. Nahor deixou claros os conceitos em que os escritos bíblicos e a ciência convergem. É importante que se veja essa entrevista dividida em três vídeos.








http://www.revistaadventista.com.br/cpbreader.cpb?ed=2068&s=304751664 - Artigo completo do Dr. Nahor na Revista Adventista - Dezembro de 2010

Reportagem de TV esclarece controvérsia entre criacionismo e evolucionismo

quinta-feira, 23 de junho de 2011 0 comentários

A controvérsia entre criacionismo e evolucionismo é antiga, mas permanece. O que eu pude perceber, ao realizar a reportagem abaixo juntamente com minha colega Márcia Ebinger, foi que há falta de conhecimento generalizado por parte das pessoas. Por muitos não saberem exatamente qual é o raciocínio criacionista e nem o evolucionista, acabam ou tendo uma argumentação inconsistente ou mesmo uma descrença. Vale a pena ver a reportagem, veiculada há alguns dias no programa NT Repórter, da TV Novo Tempo.

Sociedade Criacionista questiona pesquisa mundial sobre crença em Deus

terça-feira, 3 de maio de 2011 0 comentários

Do Portal Adventista, 02.05.2011.

Desde a semana passada, tem repercutido no mundo pesquisa divulgada pela empresa Ipsos para a agência de notícias Reuters. A pesquisa ouviu 18.829 adultos e concluiu que 51% dos entrevistados "definitivamente acreditam em uma 'entidade divina' comparados com os 18% que não acreditam e 17% que não tem certeza". O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados.
Criação X evolução - Ainda de acordo com o levantamento, entre os entrevistados no mundo todo, 28% se definiram como criacionistas, acreditam que os seres humanos foram criados por uma força espiritual como o Deus em que acreditam e não acreditam que a origem do homem viesse da evolução de outras espécies como os macacos. Nesta categoria, o Brasil está em quinto lugar, com 47% dos entrevistados, à frente dos Estados Unidos (40%). Em primeiro lugar está a Arábia Saudita, com 75%, seguida pela Turquia, com 60%, Indonésia em terceiro (57%) e África do Sul em quarto lugar, com 56%.
Por outro lado, 41% dos entrevistados no universo pesquisado pela Ipsos se consideram evolucionistas, acreditam que os seres humanos são fruto de um lento processo de evolução a partir de espécies menos evoluídas como macacos. Entre os evolucionistas, a Suécia está em primeiro lugar, com 68% dos entrevistados. A Alemanha vem em segundo, com 65%, seguida pela China, com 64%, e a Bélgica em quarto lugar, com 61% dos pesquisados.
Para o presidente da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), doutor Ruy Vieira, “lendo a notícia fico impressionado sobre como podem ser tratados os dados obtidos a partir de uma enquete que ouviu menos de 20 mil pessoas, para tirar conclusões sobre assuntos complexos que envolvem um ‘universo’ (estatístico) de cerca de 7 bilhões de pessoas que povoam o planeta hoje. Essa amostra corresponde a menos de um décimo de milésimo de 1% da população mundial”, comenta.
Conforme Vieira, com relação ao assunto criação x evolução, o Brasil foi apresentado como ocupando o 5º lugar, apesar de ocupar o 3º com relação à crença em Deus, o que por si só, na sua avaliação, desqualifica a coerência dos dados (ou das próprias questões feitas), pois para o presidente da SCB fica evidente que o Deus da enquete não coincide com o Deus Criador da revelação bíblica. “Esse tipo de metodologia (ou de falta dela) nos remete à falácia da propaganda enganosa referente ao grau de identidade de 99% entre o genoma dos chimpanzés e o dos seres humanos”. Um artigo interessante sobre este assunto pode ser lido gratuitamente no boletim Ciência das Origens, nº 13, disponível gratuitamente no site da Sociedade Criacionista Brasileira, especificamente o artigo “São os Chimpanzés 99,4% idênticos aos seres humanos?


Nota: Realmente é complicado, através desta pesquisa, criar uma relação direta entre crença e a discussão entre criação e evolução, até porque muitos dos entrevistados talvez nem saibam exatamente o que significam estes dois conceitos. Se a pesquisa pedisse aos entrevistados que definissem o que é criação e o que é evolução, por exemplo, certamente as respostas seriam evasivas e distantes dos que os estudiosos entendem destas duas maneiras de se explicar a origem do universo e da vida. Faltam profissionais capacitados em escolas públicas e privadas para ensinar sobre criacionismo e evolucionismo. As tentativas até agora são inócuas  neste sentido e os dois posicionamentos não são bem entendidos e consequentemente a mídia não dá um espaço equilibrado entre as duas visões e nem no meio acadêmico isso ocorre.

 
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