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Empresas aceitam vigilância dos EUA: o que pode estar por trás?

domingo, 9 de junho de 2013 1 comentários

Da Folha de São Paulo, 09.06.2013.

As maiores companhias de internet reagiram mal quando autoridades do governo dos Estados Unidos foram ao Vale do Silício, na Califórnia, lhes cobrar meios facilitados para acessar dados de usuários, como parte de um programa de monitoramento. No fim, porém, a maioria cooperou ao menos um pouco com a Casa Branca.
Dentre as grandes empresas, o Twitter se recusou a colaborar, mas outras foram mais receptivas. De acordo com participantes dessas negociações, a lista das que aceitaram conversar inclui Google, Microsoft, Yahoo, Facebook, AOL, Apple e Paltalk. Elas foram legalmente requisitadas a compartilhar seus dados com base na Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisa, em inglês).
Repassar informações em cumprimento à Fisa é uma obrigação legal, mas facilitar o trabalho do governo em obter dados não o é. Por isso, o Twitter pôde se recusar a cooperar de forma mais ampla.
Em pelo menos dois casos, no Google e Facebook, uma das propostas discutidas era criar uma versão digital dos escritórios onde as empresas guardam suas informações sigilosas, geralmente em grandes servidores. Por meio desses portais, o governo pediria os dados e as companhias os forneceriam.
Esses episódios se chocam com a posição oficial das empresas. "O governo americano não tem acesso direto ou uma porta dos fundos' para obter informação armazenada em nossos servidores", disse o executivo-chefe do Google, Larry Page, em uma nota divulgada anteontem. "Nós fornecemos dados de usuários ao governo apenas em cumprimento à lei".
Comunicados de Facebook, Microsoft, Yahoo, Apple, AOL e Paltalk seguiam o mesmo argumento. Mas, em vez de uma "porta dos fundos" para acessar os servidores, as companhias foram essencialmente requisitadas a fazer uma caixa postal fechada e dar a chave ao governo, segundo os envolvidos nas negociações. O Facebook, por exemplo, elaborou um sistema nesse formato para o pedido e a coleta de dados por parte das autoridades.
A existência dessas negociações revela como as companhias de internet, cada vez mais no centro da vida privada dos cidadãos, se relacionam com agências de espionagem, interessadas em seu vasto acervo de e-mails, vídeos, conversas on-line, fotos e conteúdos de pesquisa. O diálogo ilustra a forma intrínseca como governo e empresas de tecnologia trabalham juntos.
As negociações se estenderam nos últimos meses. O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, foi ao Vale do Silício para se reunir com executivos do Facebook, do Google, da Microsoft e da Intel.
Apesar de que o propósito oficial fosse discutir o futuro da internet, as conversas também abordaram como as companhias poderiam colaborar com o governo em seu esforço de coletar dados para operações de inteligência.
Cada uma das nove companhias que tiveram suas bases de dados interceptadas pelo governo afirmou que não tinha conhecimento de um programa da Casa Branca destinado a tal tarefa.
VIGILÂNCIA EM ALTA
Os pedidos com base na Fisa podem variar de solicitações sobre um usuário específico a uma vasta gama de dados, como um acervo de pesquisas sobre um determinado termo em mecanismos de busca. No ano passado, o governo fez 1.856 requerimentos amparados nessa lei, um aumento de 6% em relação a 2011.
Num caso recente, a Agência Nacional de Segurança (NSA) se valeu da Fisa para enviar um agente à sede de uma empresa de tecnologia para monitorar um suspeito de um ciberataque, de acordo com um advogado da companhia. O oficial instalou um programa do governo nos servidores e trabalhou no escritório por várias semanas, transferindo informações para um laptop da NSA.


Meu Comentário - Esse precedente aberto nos EUA é sintomático. No momento em que oficialmente se noticia que um governo consegue acesso a dados dos cidadãos, acende um alerta para o controle sobre a vida e o próprio direito à individualidade. Não se trata apenas de se falar sobre questões relacionadas à segurança nacional, mas do uso político dessas informações. Quem pode garantir que o governo norte-americano e outros - que depois podem aproveitar esse exemplo e também solicitar o mesmo- utilizarão os dados exclusivamente para finalidades de identificar criminosos?
O risco de se dar acesso irrestrito aos governos de dados de pessoas físicas é a intenção que pode nortear essa vigilância. Ninguém estará a salvo de interesses comerciais, ideológicos e até religiosos para se fazer uma devassa nos dados online que, em primeira instância, deveriam pertencer apenas a quem é dono dos perfis e contas de e-mails e redes sociais. Evidentemente que, na hipótese de suspeitas fundamentadas de crimes, não deve haver impedimentos legais para se buscar essas informações. 
Mas será que o bom senso vai prevalecer? Quem vai controlar isso?
Hoje há perseguições realizadas por motivos comerciais, ideológicos e religiosos em todo o mundo. Quem tem acesso a dados estratégicos pode, com muita facilidade, impedir que um determinado grupo de pessoas, por exemplo, continue a se reunir em liberdade por não ter necessariamente o mesmo pensamento do governo vigente. E o pior: isso poderá ser feito em nome do combate ao terrorismo e em favor da segurança nacional.
Uma das premissas do ser humano, inclusive, amparada biblicamente, é a liberdade de crer ou não crer e do livre pensamento. Esse passo dado nos EUA é um risco indireto para essa liberdade. 

Seriado deve distorcer visão bíblica dos apóstolos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 1 comentários

Do site Gospel Prime, 14.02.2013.


Estreia hoje (14/2) nos Estados Unidos a série “Zero Hour” que, segundo informações divulgadas, pretende mexer com alguns conceitos bíblicos. Será exibido pela rede ABC, a mesma que no ano passado lançou as séries “GCB” e “666 Park Avenue”. Acusadas de ridicularizar os cristãos, ambas foram canceladas por causa da baixa audiência.
O novo “drama de mistério” tem o roteiro de Paul Scheuring, criador de “Prison Break”. A história envolve os 12 novos apóstolos de Jesus Cristo e sua batalha contra o que seria o “anticristo”.
O início da série mostra como um jornalista cético acaba conhecendo um dos maiores segredos da história. Ele fará uma perigosa jornada ao redor do mundo, onde poderá coletar provas sobre a existência desses novos apóstolos em nossos dias.
O personagem principal é Hank Foley (Anthony Edwards), que edita a revista “Modern Skeptic”, dedicada a questionar a tudo e a todos. Curiosamente, ele frequenta uma igreja católica. White Vincent (Michael Nyqvist), será o grande vilão por trás da conspiração que começou durante a segunda Guerra Mundial. Ele é um dos assassinos mais perigosos do mundo, estando envolvido com vários governos e religiões, mas mantém um aspecto demoníaco, indicando que ele pode ser o Anticristo ou algo similar.
Quando Laila (Jacinda Barrett), a esposa de Hank, é sequestrada, ele descobre um mapa escondido em um relógio. Esse mapa o leva a diferentes lugares do mundo onde vai descobrindo com a  agente do FBI Deck (Carmen Ejogo), como a ordem Rosacruz recriou os 12 apóstolos de Jesus Cristo para salvar o mundo.
Segundo as primeiras informações divulgadas, a série promete ser polêmica, seguindo a trilha do que os livros e filmes “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios” causaram entre os cristãos alguns anos atrás. Ainda não há data de estreia prevista para o Brasil, mas certamente não deve demorar.
Hank representa o homem moderno, um cético que questiona tudo que não pode ser explicado racionalmente, alguém cujo lema seria “a lógica é o caminho certo”. Não está claro, ainda, como a ordem (ou seita) Rosacruz se encaixa no processo de salvação da humanidade, mas elementos do mundo sobrenatural devem fazer parte da trama que envolve nazistas, a descoberta da vida eterna e o possível triunfo do mal sobre o bem na Terra.
Meu comentário - Lamentavelmente se trata de mais uma investida da indústria do entretenimento barato e sem comprometimento com conteúdo (especialmente bíblico e histórico) para ganhar audiência e chamar a atenção de uma audiência com pouca base para crítica. Na linha dos filmes inspirados na obra do oportunista Dan Brown, essa série é mais uma demonstração de que o interesse da mídia em geral (incluindo o cinema) não é o de levar as pessoas a conhecerem mais sobre a Bíblia Sagrada ou fortalecerem sua fé.
A intenção é criar mistério e tornar os assuntos das Sagradas Escrituras questionáveis, irrazoáveis ou simplesmente lendários. Com isso, atrai-se a atenção da curiosidade alheia e não se ensinam mais valores e nem princípios. Além disso, a contextualização histórica também é geralmente desprezada e fatos destituídos de coerência histórica mesmo são apresentados como verdades incontestáveis.
Esses supostos "segredos" que uma organização aqui ou ali escondem não passam de desvios para que as pessoas creiam cada vez menos na Bíblia e sequer considerem a gama enorme de evidências de sua historicidade e relevância moral e espiritual para a sociedade hoje. 
Se vão gastar dinheiro com filmes, que pelo menos o façam com base no registro bíblico e busquem bons livros que aprofundem a narrativa dos evangelhos, por exemplo, para não inventar enredos que são absolutamente fictícios, mas acabam vendidos como resgates históricos.

O jeito como vemos Deus nos massacres

domingo, 16 de dezembro de 2012 1 comentários

Por Felipe Lemos.


Todas as possíveis discussões serão feitas nos próximos meses em torno da brutal tragédia ocorrida em Connecticut, nos Estados Unidos. Um jovem atirou e matou quase 30 pessoas em um colégio, sendo a maioria crianças com seis ou sete anos de idade apenas. Matou, ainda, a própria mãe, que era professora no estabelecimento de ensino. Comentários e comentaristas repercutirão o tema por muito tempo ainda com diferentes desdobramentos e pontos de vista.
Vai se falar de tudo: do perfil psicológico do atirador, da insegurança em escolas norte-americanas, da facilidade para se adquirir armas nos EUA, da proximidade do fim do mundo e de acontecimentos horríveis como esse, dos motivos que puderam levar a essa tragédia, etc. Tudo será objeto de análise de especialistas e gente de todo o mundo tentando encontrar alguma explicação para o que ocorreu e infelizmente de vez em quando ocorre em outros lugares, inclusive no Brasil.
Quero refletir sobre como percebemos o papel de Deus nesse tipo de massacre. Não estou falando da atuação em si de Deus, mas da maneira como nós vemos o Seu papel. Há pelo menos três conceitos. O primeiro é o defendido pelo descrente em Deus. Daquele que não enxerga uma ação divina sobrenatural no mundo e que, portanto, considera que nesse episódio simplesmente há uma boa argumentação racional que não inclui Deus ou um poder maior do que o dos homens. Deus, para esses pensadores, é um constante ausente na trajetória dos seres vivos e na história do mundo.
O segundo conceito provém dos que creem em Deus e atribuem a Ele os massacres protagonizados pelos seres humanos, as catástrofes climáticas, enfim, tudo o que de ruim acontece. Para esses, a culpa inevitavelmente é de Deus. Ele tem o controle de todas as coisas e, por isso, é responsável, também, por aquilo que não dá certo e causa sofrimento. Na conta de Deus, como entendem os que advogam essa ideia, são creditados todos os infortúnios do planeta. Veem a Deus como causador de problemas e benesses.
E finalmente tem o grupo que defende a terceira via possível para digerir mentalmente os massacres como o de Connecticut. Creem que Deus observa tudo e que, apesar de saber do impacto que uma tragédia dessas acarreta sobre familiares e toda a sociedade, permitiu por alguma razão que isso ocorresse no momento e da maneira como agora sabemos que foi.
Mas eu pergunto: quem está certo? Quem defende a ideia mais apropriada, mais plausível, mais coerente?
Não me atrevo a responder porque respeito o direito de cada um pensar como bem entende. Ainda mais diante de uma situação como essa que é extrema e profundamente dolorosa de perda. Mas eu acredito na terceira tese.
Entendo que Deus existe e vê esse massacre como tantos outros na história de um mundo de incrível. Com um olhar de amor e misericórdia, mas com a capacidade de ver muito mais além do que as lágrimas de familiares agora conseguem expressar. Creio que Deus não ignora a dor e nem o pesar sentidos e é de Sua índole consolar os que choram. A revelação bíblica assegura esse perfil. Ao mesmo tempo, Ele sabe o futuro por ser onisciente. Os tiros disparados, a tentantiva de alguns sobreviverem, as professoras que fizeram o que foi possível para salvar alunos, enfim, a atmosfera que envolveu o episódio, tudo isso Ele acompanhou. Nada escapou de Sua atenção que, imagino, é infalível e total.
Só que creio em um aspecto que talvez seja difícil para quem sofre agora entender. Não estou vivendo isso, portanto, falo com o conforto de quem está de fora como mero analista. Mais um, aliás, para a tarefa. Creio que Deus tem planos mais longínquos do que os nossos mesmo. Enxergamos o pequeno mundo ao nosso redor, que nossos olhos permitem visualizar.
“Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor em Isaías capítulo 55 e versículo 8. É duro absorver profundamente o sentido dessas palavras e pensar que nossos pensamentos ou planos ou ideias não são exatamente aquilo que Deus tem em mente. E que os pensamentos Dele são diferentes e, acrescento, melhores do que os nossos pelo simples motivo de que Ele conhece muito mais. Sabe de nossa estrutura física, psicológica e espiritual e dos tempos hoje e no futuro.
Provavelmente isso não consiga atenuar as perdas que todos temos. É, contudo, mais alentador pensar não em um Deus ausente ou tirano, mas em um Deus que – sim, é verdade, deixou que algo de ruim ocorresse – mas que tem consciência plena de que aquilo, por incrível que pareça, não aconteceu sem que Ele soubesse. E o fato de Ele saber e ter um caráter essencialmente de amor pode conforta mais do que a indiferença ou a tirania pura e simples.

Número de protestantes cai nos Estados Unidos, diz estudo

sábado, 20 de outubro de 2012 0 comentários



Portal UOL, 15.10.2012.
Pela primeira vez desde que pesquisadores começaram a estudar a identidade religiosa dos americanos, menos da metade dos pesquisados disseram ser protestantes, uma queda acentuada em comparação a 50 anos atrás, quando as igrejas protestantes reivindicavam a lealdade de mais de dois terços da população.
Um novo estudo, divulgado pelo Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública na terça-feira, 9 de outubro, revelou que não foram apenas protestantes liberais, como metodistas ou episcopais, que abandonaram sua fé, mas também os mais conservadores. As perdas ocorreram entre os protestantes brancos, mas não entre os protestantes afro-americanos ou de outras minorias, segundo o estudo.
Esta é uma mudança significativa em comparação ao cenário de apenas cinco anos atrás, quando os adultos que diziam não ter religião representavam cerca de 15% da população. Além disso, trata-se de uma mudança sísmica em comparação a 50 anos atrás, quando cerca de 7% dos adultos americanos disseram não ter filiação religiosa.Quando eles desistem da religião, ao invés de de mudarem de igreja, eles se juntam às fileiras crescentes que não se identificam com nenhuma religião. Quase 1 em cada 5 americanos, ou 19,6% , disseram que são ateus, agnósticos ou "neutros".
Agora, mais de um terço dos americanos com idades entre 18 e 22 não possuem qualquer filiação religiosa. Estes jovens irão substituir as gerações mais velhas que estiveram muito mais envolvidas com a religião ao longo de suas vidas.
"Nós realmente não havíamos presenciado nada como isso antes", disse Gregory A. Smith, um pesquisador sênior do Fórum Pew. "Mesmo quando os baby boomers envelheceram, no início dos anos 1970, havia metade da probabilidade de terem uma ligação religiosa do que os jovens de hoje."
Os "neutros", como são chamados pelos pesquisadores, hoje compõem o segundo maior agrupamento religioso da nação. O maior grupo é o dos católicos, que compõem cerca de 22% da população. Seus números se mantêm, principalmente porque um afluxo de imigrantes substituiu 14% dos católicos que foram criados na igreja e a abandonaram nos últimos cinco anos, disse Smith.
O relatório Pew oferece várias teorias para explicar o surgimento dos não religiosos. Uma das teorias é a de que os jovens adultos ficaram desiludidos com a religião organizada quando as igrejas protestantes evangélicas e católicas tornaram-se ativas em causas políticas conservadoras, como a oposição ao homossexualismo e ao aborto.O aumento de pessoas que afirmam não pertencer a uma religião é susceptível de ter consequências políticas, disse Phil Zuckerman, professor de sociologia e estudos seculares na Faculdade Pitzer, na região do Sul da Califórnia.
Outra teoria é a de que a mudança reflete uma tendência mais ampla de não participar mais da vida social local e comunitária, o fenômeno apelidado de "Bowling Alone" (jogando boliche sozinho, em tradução literal), de Robert D. Putnam, professor de políticas públicas da Universidade de Harvard.
Outra explicação é que os Estados Unidos estão simplesmente seguindo a tendência de secularização já vista em muitos países economicamente desenvolvidos, como Austrália e Canadá, e alguns na Europa. Esta teoria postula que pessoas que são saudáveis e financeiramente seguras têm menos necessidade existencial para uma religião.
Os Estados Unidos sempre foram a grande exceção desta tendência secularizante, e não está claro se os americanos estão necessariamente tendendo em direção ao modelo europeu.
O relatório Pew descobriu que, mesmo entre os americanos que alegaram não ter religião, poucos se qualificaram como sendo puramente seculares. Dois terços disseram ainda acreditar em Deus, e um quinto disse rezar todos os dias. Apenas 12% do grupo sem filiação religiosa disseram ser ateus e 17% agnósticos.
A Reverenda Eileen W. Lindner, que vem narrando as estatísticas religiosas durante anos como editora do Anuário de Igrejas americanas e canadenses, observou essa complexidade.
Ela disse, "Muitas pessoas irão ler este estudo e dizer: 'Isso é terrível! O que está acontecendo com a nossa cultura?' Eu, como cientista social e pastora, pediria cautela."
"Muitos jovens não participam muito dos cultos, mas se fazemos um projeto de missão, eles normalmente comparecem", disse Lindner. "Eles administram as cozinhas, eles constroem as casas no projeto Habitat para a Humanidade".
Eles podem até não comparecerem nos domingos, disse ela, mas não abandonaram a sua fé.
Meu comentário: esse resultado de pesquisa é bastante significativo e me faz pensar em vários aspectos do que realmente está ocorrendo com a religião cristã de uma maneira geral no mundo. Aqui, falando de EUA, podemos ver que o protestantismo, que sempre foi a marca norte-americana, está perdendo estatisticamente sua força. Isso não é exatamente uma novidade, mas a tendência de secularização, apontada pela reportagem como uma possível razão, é preocupante da mesma maneira. A reverenda, que comentou os dados, disse que é preciso cautela na avaliação, pois as pessoas não estão indo à igreja, mas se envolvem em projetos sociais. 
Bem, essa é, segundo muitos estudiosos sobre igrejas, uma evidência de secularização. Ou seja, a igreja e a própria religião se reduzem unicamente a um espaço de convivência social. Claro que o envolvimento em projetos sociais e de solidariedade são importantes, mas a religião pressupõe um relacionamento com Deus que implica uma mudança completa e total na maneira de ser segundo o que ensina a Bíblia Sagrada. Vai além de apenas se engajar em uma outra ação em favor das pessoas. Tem a ver com relacionamento e comprometimento efetivo com Cristo para salvação espiritual. 
Se os EUA, nação reconhecida como berço do protestantismo desde a época medieval, começa a deixar suas raízes ainda que gradativamente, um novo tipo de orientação espiritual e religiosa deve ocupar esse espaço na vida dos cidadãos porque algum tipo de contato com o sobrenatural se faz necessário na vida humana. E infelizmente não parece ser a religião bíblica, o que realmente me preocupa e que provavelmente será o que veremos em pouco tempo. 
Creio na religião que aponta para os ensinamentos bíblicos tais como estão descritos ali e que essa religião implica necessariamente uma comunhão real com um Deus real e ativo que não está distante e nem envolto em mistérios, sofismas e teorias incompreensíveis, mas que atua para salvar o ser humano. 

Obama declara apoio ao casamento gay (o que significa isso?)

quinta-feira, 10 de maio de 2012 2 comentários

Folha de S.Paulo, 10.05.2012.

O presidente Barack Obama disse que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É o primeiro presidente a declarar, durante o mandato, a chancela ao casamento gay, tema que despontou durante a campanha presidencial.  "Para mim, pessoalmente, é importante avançar e afirmar que eu acho que casais do mesmo sexo deveriam poder se casar", disse em entrevista à rede ABC News.

Quando fazia campanha para o Senado, em 1996, Obama declarou apoio à legalização do casamento gay. Depois, passou a se dizer favorável apenas à união civil. Na sua administração, entretanto, legislou favoravelmente aos gays, por exemplo, quando baniu a política "Não Pergunte, Não Conte", que proibia discriminação nas Forças Armadas, mas barrava o acesso militar aos que assumiam a opção sexual.

Nos últimos dois anos, Obama deu declarações vagas sobre o assunto. Ele dizia que ainda estava amadurecendo a opinião sobre o tema. No domingo, o vice-presidente Joe Biden declarou-se favorável ao casamento gay.

Apesar do apoio declarado ontem, Obama disse que a legislação sobre o tema deve ser de responsabilidade dos Estados, e não da Federação.

Nesta terça-feira, a Carolina do Norte aprovou uma emenda constitucional para banir uniões civis e casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Os organizadores da campanha de Obama divulgaram comunicado dizendo que a decisão era desapontadora.

O apoio do democrata ao casamento gay reorienta o foco da campanha presidencial para um tema social. Obama disputa a reeleição em novembro e seu rival republicano provavelmente será o ex-governador Mitt Romney.

O debate sobre o casamento gay já havia ganhado força na semana passada, quando Richard Grenell, um assessor gay republicano especializado em política externa, pediu demissão após ser aconselhado a não participar de um evento de campanha.

Romney ontem voltou a afirmar que se opõe tanto ao casamento gay quanto à união civil de pessoas do mesmo sexo. Disse que apoia direitos como visitação hospitalar dos parceiros.

Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, defendeu a declaração de Obama. "Nenhum presidente americano alguma vez apoiou uma grande expansão de direitos civis que não fosse no final das contas adotada pelo povo americano. Tenho certeza de que essa não será exceção."

Grupos gays comemoraram a decisão de Obama. Segundo eles, as palavras do presidente serão celebradas por gerações inteiras. Gays são considerados doadores importantes para a campanha do democrata.

Nota: A declaração do presidente norte-americano é um indicativo de alguns aspectos bastante significativos:


1.Historicamente protestante em sua origem, os Estados Unidos da América sempre mantiveram, por força da predominância da fé dos cristãos egressos da Europa que fugiram da perseguição religiosa medieval, conceitos bíblicos como parâmetro morais da população. E entre esses conceitos estava incluída a não aceitação do homossexualismo. A afirmação de Barack Obama é, portanto, mais do que uma quebra de paradigma, contudo a prova de que a influência religiosa tradicional sobre a qual foram fundados os EUA está enfraquecida e que abriu definitivamente espaço para opiniões preocupadas muito mais em se adaptar ao pensamento corrente.
2. É evidente o interesse de Barack Obama, frente a uma situação financeira desfavorável e a uma certa fragilização do país frente a outras nações mundiais nesse momento, melhorar seu índice de aprovação perante a opinião dos estadunidenses. E levantar publicamente a bandeira pró-homossexualismo definitivamente é algo que está na moda e pode ajudá-lo a alavancar popularidade. 
3. Biblicamente, fica evidente, especialmente nas palavras de Jesus nos evangelhos, que ao passar dos anos chega o tempo que consideramos finais (e acredito que seja os quais estejamos vivendo). Nesse tempo, a moralidade e o apego a princípios como casamento, honestidade e solidariedade está bem reduzido e homossexualismo, em vez de ser encarado sob a perspectiva bíblica, é visto como uma prática saudável e que todos devem aceitar e apoiar. 
Mais uma vez friso, como já o fiz em outros comentários, a Bíblia não rejeita pessoas, mas práticas pecaminosas. Admito que a maioria das igrejas cristãs não possui uma habilidade para lidar com pessoas homossexuais e que procuram seus templos em busca de ajuda, mas a aprovação do homossexualismo também não pode ser compartilhada se o critério for a Bíblia Sagrada.

Sistema de vigilância global: qual o objetivo?

quinta-feira, 26 de abril de 2012 0 comentários


Artigo assinado por Valério Cruz Brittos e Jéssica M. G. Finger que são, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos; e graduanda do Curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda na mesma instituição.



Em 2000, parte do Parlamento Europeu esteve reunido para discutir e votar a favor da realização de um relatório que procurava analisar e compreender uma prática que vinha sendo realizada por alguns países ao redor do globo, desde o final da Segunda Guerra Mundial, de captura de dados planetariamente. O chamado sistema Echelon de escuta e vigilância global fora aí pela primeira vez alvo de especulações de fontes oficiais. O estímulo para a investigação vinha da constatação, cada vez mais segura, de que cinco países – Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia – estavam utilizando sistemas de interceptação de satélite para não somente apurar dados militares e de segurança nacional, mas, muito provavelmente, para ter vantagem econômica sobre outros países ou empresas, assim como coletar qualquer espécie de informação que lhes fosse útil, inclusive de civis.
Isto remete à questão dos dados captados por um sistema midiático que se espalha em todos os cantos e sobre tudo. Nessa situação, muitos deputados nem mesmo se mostravam inteirados a respeito da existência de tal sistema, situação que não surpreende, visto que o sistema é operado por agências de inteligência e seguridade, permanecendo no quadro dos assuntos escusos dos governos envolvidos. O panorama, contudo, não pareceu mudar muito, mais de 10 anos depois. Os governos não têm interesse de propagação desse conhecimento e muitos cidadãos são céticos ao depararem com essa possível realidade, indagando-se de que maneira o sistema poderia, de fato, interferir em sua vida privada. Não obstante, muitos ignoram que a simples existência de um sistema dessa natureza, utilizado também em escuta e vigilância de civis, já estará interferindo em seus direitos de privacidade e democracia.
As estações de monitoração
Diversas estações terrestres equipadas e construídas para tal fim compõem o sistema Echelon. São pelo menos 11 estações reconhecidas e expostas no relatório da União Europeia, mas é grande a probabilidade de existirem outros postos que operam com a mesma finalidade. Elas estão construídas e posicionadas de forma estratégica ao longo de quatro continentes – Europa, América, Ásia e Oceania –, visando a facilitar a comunicação com os diversos satélites que orbitam a exosfera, compondo um quadro de monitoração de alcance global. Estas estações estão, desde 1980, equipadas com antenas capazes de captar sinais de comunicação via Intelsat. Trata-se do primeiro sistema mundial de comunicação por satélite que pode interceptar qualquer espécie de informação que trafegue no globo, seja por meio da internet, do rádio, de e-mails, telefones, fax ou telex. Ou seja: o sistema não trabalha apenas para a monitoração de satélites, mas também de cabos e ondas de rádio.
Sendo a massa de comunicações efetuadas diariamente ao redor do globo gigantesca, o esforço necessário para filtragem da informação deve ser proporcional. Dessa maneira, mecanismos e sistemas de busca foram desenvolvidos para otimizar o trabalho. Nicky Hager, jornalista neozelandês que estudou o sistema e relatou sua pesquisa no livro Secret Power, New Zealand's Role in the International Spy Network(ainda sem tradução para o português), conta que o sistema Echelon trabalha segundo uma lógica de filtragem que seleciona mensagens que contenham palavras-chave pré-determinadas, que compõem o chamado Echelon Dictionary. As palavras podem tanto ser nomes e localidades, quanto assuntos específicos ou qualquer outra questão que seja do interesse dos grupos que operam o sistema.
Dessa maneira, tarefas são distribuídas entre as estações de monitoração. Há certos postos que interceptam satélites específicos, o que depende de suas posições geográficas. Por exemplo, uma estação de Waihopai, na Nova Zelândia, monitora satélites Intelsat localizados sobre o Pacífico, e outra de Sugar Grove, nos EUA, intercepta comunicações que estão sobre o Atlântico. Contudo, palavras-chave de interesse exclusivo de algum dos países, mesmo que a interceptação seja feita em estação fora de seu território, não serão reveladas às estações que a interceptarem. Destarte, é possível afirmar que o modus operandi é engendrado de forma a ser quase automático, visto que é todo processado e realizado através de computadores, mantendo o sigilo absoluto de tudo o que é procurado e encontrado.
Atividades, comportamento e preferências
Agora vem a pergunta: isso é legal, se todos têm direito à privacidade, em Estados que prezam pela democracia e a liberdade de expressão? O que a Constituição europeia aponta é que, em relação à circulação livre de dados e à proteção da privacidade no setor das telecomunicações, não é aplicado em caso de tratamento de informações ou atividades que tangem a defesa e segurança pública, incluindo o bem-estar econômico do Estado. Ou seja, constitucionalmente o Echelon não infringe as leis de direito, se aplicado a situações de segurança de Estado, uma definição por si só controversa. Sabe-se, contudo, que são os mesmos satélites que carregam informações de interesse do Estado, de empresas e companhias de natureza econômica competitiva e de civis que utilizam qualquer plataforma de comunicação tecnológica, estando a sua interceptação a alguns cliques de distância.
Como saber, então, se a utilização do sistema é, de fato, voltada apenas para a segurança? Utilizada de maneira irregular, essa tecnologia pode pôr em perigo a liberdade que cada indivíduo tem de se expressar e se posicionar contra ideias pré-estabelecidas, ou de fomentar qualquer espécie de movimentação que aja contra a “máquina”, pois todos os seus movimentos passariam a ser vigiados e as transgressões, punidas. Seria mais uma engrenagem da sociedade disciplinar que rastreia, detecta, castiga e corrige. Essa discussão também traz à tona questionamentos a respeito da tecnologia em geral, que estão presentes de forma massiva e modeladora nas sociedades atuais. O nível de exposição que possibilitam é gigantesco, facilitando o rastreamento de atividades, padrões de comportamento e preferências gerais. A questão é que os mecanismos estão dispostos. Só resta saber exatamente para que.
Nota: Sistemas de vigilância global não são novidade, pois há vários anos esse tipo de tecnologia tem interessado a muitos governantes por motivos nunca totalmente esclarecidos. O que parece curioso é que sorrateiramente esses sistemas são testados atualmente pelos governantes com a ideia de centralizar informações e, de alguma maneira, armazenar informações dos cidadãos. Mas com que intenção? Essa é a mesma pergunta que as articulistas acima fizeram?
O comprometimento da direito à privacidade abre um precedente enorme para outras perdas de liberdade, o que inclui certamente a de crença ou expressão religiosa. Até que ponto se pode pensar que uma crença é verdadeiramente livre se os cidadãos que professam determinado pensamento religioso têm seus diálogos e conceitos monitorados por serviços oficiais? 
Recebi alguns e-mail sobre um vídeo a respeito de um suposto microchip obrigatório que o governo dos Estados Unidos estaria querendo lançar em março de 2013 com a finalidade de monitorar as pessoas que utilizam o sistema de saúde público. Há alguns documentos que parecem aludir a isso, mas, como não concluí minha pesquisa mais aprofundada acerca desse material, não irei publicar nada mais a respeito. Se for um instrumento para controle é igualmente perigoso, pois pode, no médio prazo, servir de instrumento para um controle sobre o que pensam e fazem as pessoas, incluindo no campo religioso.
Jesus advertiu profeticamente que haveria perseguições a cristãos que fielmente se mantivessem ao Seu lado nos dias finais desse mundo. Isso está registrado com exatidão nos evangelhos. Não sou alarmista e nem quero fazer um terrorismo escatológico aqui, mas vejo com preocupação mecanismos para vigilância dos cidadãos. A que se presta tudo isso? E por que os motivos para essas sistemáticas existirem não são declarados de uma maneira mais franca? Questionamentos que permanecem e que põem em xeque o direito à privacidade. 

Obama assina lei que legaliza detenção indefinida

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 0 comentários

31.12.2011.
Originalmente publicada em http://www.aclu.org/blog/national-security/president-obama-signs-indefinite-detention-law - pela Associação Norte-Americana de Direitos Civis.
O presidente Obama assinou, no Havaí, onde passa os feriados de fim de ano[1], a National Defense Authorization Act (NDAA) [Lei de Autorização da Defesa Nacional][2]. Com a sanção do presidente, os militares norte-americanos aproximam-se ainda mais de poder prender e manter presos quaisquer cidadãos por tempo indefinido, dentro e fora dos EUA.

Como se sabe, a Casa Branca havia ameaçado vetar uma versão anterior dessa lei, mas mudou de ideia logo depois de o Congresso ter aprovado a versão agora sancionada. Embora o presidente Obama tenha distribuído uma declaração, em que diz que tem “sérias reservas” sobre o conteúdo da nova lei, a declaração só se aplica ao seu governo, e de modo algum afetará o modo como a lei será interpretada por outros governos que venham depois desse.

Durante o governo Bush, o mesmo princípio que agora está próximo de ser convertido em lei nos EUA, para prender e manter sob custódia militar quaisquer cidadãos, sem processo e sem qualquer acusação formalizada, foi usado até para prender cidadãos norte-americanos em território dos EUA. Muitos, no Congresso, dizem hoje que a nova Lei de Prisão Indefinida pode ser usada para a mesma finalidade.

A Associação Norte-Americana de Direitos Civis, ACLU, entende que qualquer tipo de prisão militar, de cidadãos norte-americanos ou quaisquer outros,, é inconstitucional e ilegal nos EUA, mesmo depois de aprovada a Lei de Prisão Indefinida. Além disso, a autoridade que a nova lei dá a militares norte-americanos viola a legislação internacional, porque não se limita a autorizar a prisão de combatentes capturados em contexto de guerra, como exigem as leis internacionais.  

Desaponta-nos muito que o presidente Obama tenha assinado essa lei, em momento que seu governo já enfrenta processos em vários pontos do mundo, por prisões ilegais. Felizmente, os EUA são governados por três poderes, e a palavra final sobre a extensão do poder de prender cidadãos caberá à Suprema Corte. Mas o Congresso e o Presidente também têm o dever de desfazer a confusão que criaram, para impedir que todos os cidadãos, nos EUA e em todo o mundo, passem a viver sob o medo de que o atual ou qualquer futuro presidente dos EUA dê mau uso ao poder que a Lei de Detenção Indefinida lhes outorgue.

A Associação Norte-Americana de Direitos Civis (ACLU) combaterá em todo o mundo a Lei de Detenção Indefinida, por todos os meios e em todos os fronts, nos tribunais, no Congresso e internacionalmente.

Nota: A manobra governamental norte-americana no sentido de aprovar uma lei marcial é justificada, como sempre, dentro de um conceito geral de combate ao terrorismo mundial. Ou seja, em nome do direito do governo combater terroristas, inclusive em seu próprio território, aprova-se lei que efetivamente pode levar a algumas situações bem claras:
(1) Os critérios para definição de quem efetivamente é um suspeito de terrorismo são bastante amplos e questionáveis, portanto, é praticamente certo que excessos e erros serão cometidos nesse processo de julgamento informal.
(2) É instalada uma cultura de oficialização do cerceamento das liberdades individuais na medida em que todo o cidadão passa a conviver com o medo de ser fiscalizado, autuado e até responsabilizado criminalmente caso se enquadre no que o governo entenda que é terrorismo. 
(3) Consequentemente esse tipo de lei abre espaço para que toda e qualquer manifestação futura, ideológica, filosófica ou religiosa, que contrarie os interesses do governo e dos poderes que mandam no planeta, sejam combatida dentro dos rigores da lei. Ou seja, expressar-se acerca de conceitos que não sejam exatamente aqueles defendidos pelo governo pode se tornar algo extremamente perigoso e digno de punição.
Em resumo, vejo com péssimo olhos iniciativas como essa, embora entenda que, segundo a Bíblia Sagrada, as liberdades individuais tão propagadas no passado pelo EUA (antigo berço da democracia e do respeito aos direitos humanos, inclusive os religiosos) começam a perder força em nome de um ódio a tudo que está embaixo de um enorme guarda-chuva chamado "terrorismo".
Abaixo, reportagem em inglês da TV Al Jazeera, do Catar, sobre o tema.

Igreja evangélica nos EUA cultua deusa pagã Ísis

segunda-feira, 7 de novembro de 2011 0 comentários

Notícias Gospel, 07.11.2011.
Original em http://www.wnd.com/?pageId=360365


Uma igreja luterana da Califórnia está sendo duramente criticada depois de organizar uma conferência que irá apresentar “meditações dirigidas”, uma prática associada à Nova Era . O maior problema para os cristãos é saber que isso será dirigido por uma “sacerdotisa” da deusa da fertilidade egípcia Ísis.
A Conferência Anual de Fé e Feminismo será realizada pela quinta vez entre os dias 11 e 13 de novembro. A responsável pelo evento, Igreja Luterana Ebenézer, da cidade de São Francisco, carrega um curioso apelido: herchurch [igreja dela]. O motivo é que ela expressa a identidade feminina de deus, a deusa-mãe.
Loreon Vigne, autointitulada alta-sacerdotisa do Oásis de Isis, um templo pagão fundado por ela 1978 na cidade de Geyserville, Califórnia.
Em entrevista recente, Vigne explica sua fé assim: “Para mim, Isis é a Mãe Natureza, que abrange tudo com suas asas. É uma deusa alada, que abrange todos os outros deuses, de todas as culturas do mundo”.
Falando sobre sua participação num evento realizado em uma igreja cristã, ela ressalta: “A meditação dirigida é aquele momento em que todos os participantes fecham os olhos e você os conduz em uma jornada espiritual. Já levei pessoas a rever suas vidas passadas no Egito, cultura que dominava todos os segredos. Seu principal conceito era conheça a si mesmo, seu coração, sua alma e seu propósito divino”. Ela defende um sistema de crenças baseado no conceito egípcio de equilíbrio, formado por 42 leis ou 42 ideais. “É como se fossem os 10 Mandamentos, mas com um conceito mais positivo. “Não matarás”, por exemplo, é substituído por “Considere todas as vidas como sagradas”.
Vigne planeja levar outras sacerdotisas à conferência para ajudá-la a fazer as invocações, cânticos e meditações. Segundo o site do Oásis de Ísis, além de louvar a antiga deusa pagã, a equipe também faz massagens terapêuticas, leituras de tarô e astrologia.
Vigne explica que hoje há milhares de seguidores de Isis em todo o mundo. “Acredito que as pessoas se cansem dessas igrejas normais, que estabelecem um tipo de religião organizada. Eu sempre brinco que a minha religião é desorganizada”.
Contudo, o evento da igreja luterana não agradou a muitos membros da denominação. O pastor Dan Skogen, de Marion, Iowa, é um dos mais indignados com essa invocação de divindades pagãs em um templo cristão.
“Não se pode inventar esse tipo de coisa!”, protestou ele, que se descreve como um luterano cansado de ver a “constante zombaria contra a Palavra de Deus” por parte da Igreja Evangélica Luterana da América (ELCA), que hoje reúne perto de 4,2 milhões de membros, em 10 mil igrejas.
Skogen não aceita o fato de que a liderança da ELCA “aceita e promove a falsa ideia de que a salvação é assegurada a essas pessoas que não têm fé em Cristo. É aceitável que eles tragam adoradores de Isis para uma conferência. É um grande afastamento do ensinamento da igreja cristã. Deus deixou claro em Êxodo 20:3: ‘Não terás outros deuses diante de mim’. Mesmo assim, essa igreja traz seguidores de outros deuses para falar e ensinar do púlpito!”
Outra palestrante do evento é Megan Rohrer, primeira pastora luterana assumidamente transgênero. “Acredito que o mundo está muito mais interessado na conexão entre as religiões do que na exclusividade”, afirma Rohrer. “Não é algo assim tão incomum. O cristianismo foi fundado durante um período que viu o nascimento de muitas coisas”.
Embora admita que seja normal a preocupação de alguns com essa mistura de paganismo e cristianismo, ela afirma: “Os cristãos que reclamam disso provavelmente não sabem o que é o paganismo. Qualquer coisa que seja diferente do que sua igreja ensine é contra os caminhos de Deus. Isso é algo muito limitado”, acrescenta.
Não é a primeira vez que essa igreja luterana de São Francisco, é criticada por divulgar ensinamentos que contrariam a teologia cristã.
No site da igreja é possível ler: “Somos uma comunidade diversificada, alicerçada na tradição cristã, com o propósito de recriar a imagem do divino como mulher. Nossas orações e nossa liturgia feminista remontam à tradição de invocar nomes como Mãe, Shaddai, Sophia, Ventre, Geradora, Aquela Que É. Isso só é possível por nossa uma visão renovada da natureza do Evangelho, guiados pela elevada sabedoria de Jesus”.
A pastora Rohrer afirma que sua igreja está “criando uma economia caridosa para um mundo onde a identidade de todos possa ser sustentada em sua integridade, oferecendo espaços de atuação para todos os seres humanos”.

Nota: Essa ação de sincretismo religioso, promovida por essas congregações luteranas, pode até chocar alguns em uma primeira leitura, mas estão dentro de um contexto que já se desenvolve há mais tempo. Não é tão recente a conversação de igrejas cristãs tradicionais com outros credos e, além dessa conversação, a fusão de pensamentos a caminho de uma adoração única.
Biblicamente, é possível perceber que Deus sempre orientou Seu povo (inicialmente Israel em termos políticos e depois Israel espiritual que envolve todo aquele que aceita a salvação através de Jesus Cristo) a não estabelecer um sincretismo com outras crenças, especialmente politeístas. O motivo é lógico e simples: Deus é único e merecedor exclusivo da adoração por parte dos seres que Ele criou.
A idolatria, tão condenada na Bíblia e especificada na síntese dos dez mandamentos escritos pelo dedo do próprio Deus, recrudesce gradualmente e deve comprometer a verdadeira adoração da qual falam, entre outros livros, o próprio Apocalipse (a revelação dos tempos finais dada através de visões ao profeta João). E não fico admirado de ver que, mesmo entre igrejas consideradas de orientação cristã, essa distorção comece a se tornar mais visível e concreta. O objetivo final não é o de se manter naquilo que a Bíblia já determinou há milhares de anos e que sempre norteou a caminhada do povo de Deus. A intenção com ações como essa é a de criar um culto popular capaz de agradar aos gostos e vontades das pessoas e não necessariamente apresentar a elas princípios imutáveis preconizados pelo próprio Deus e que não se alteram justamente porque o caráter de Deus não se altera.
A busca por popularidade e fama no segmento religioso é o que caracteriza esse sincretismo religioso descompromissado com a lei divina e aliado do secularismo idólatra, pagão e desvirtuador do próprio conceito de Deus. Caminho aberto para que outras conexões do gênero se consolidem e desfigurem o cristianismo a ponto de não ser mais possível encontrar a Cristo e Seus ensinos em determinadas igrejas.

Para pré-candidato às eleições norte-americanas Deus quer que EUA comandem o mundo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011 0 comentários

Folha On Line, 07.10.2011.

O pré-candidato republicano à eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos Mitt Romney declarou nesta sexta-feira que Deus criou os Estados Unidos para que o país liderasse o mundo e acusou o presidente democrata Barack Obama de enfraquecer voluntariamente o país.
Romney buscou fortalecer suas credenciais como potencial comandante-em-chefe das Forças Armadas, no momento em que as pesquisas o colocam em primeiro lugar nas intenções de voto entre os pré-candidatos republicanos e em forte disputa com Obama para a eleição de novembro de 2012.
"Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores. Os Estados Unidos não estão destinados a ser um dos vários poderes globais em equilíbrio", disse Romney em seu discurso de campanha mais importante sobre política externa.
"Os Estados Unidos devem conduzir o mundo ou outros o farão", acrescentou, afirmando que o planeta seria mais perigoso se Washington não tivesse um papel de liderança. O pré-candidato republicano pronunciou este discurso no aniversário de dez anos do início da intervenção americana no Afeganistão.
"Deixem-me ser claro: como presidente dos Estados Unidos, eu me dedicarei a um século americano", afirmou.
"Nunca, jamais, pedirei perdão em nome dos Estados Unidos", afirmou Romney rodeado por cadetes do Citadel, um colégio militar da Carolina do Sul.
Os republicanos classificam os esforços de Obama para melhorar a imagem dos Estados Unidos fora do país como um "tour de desculpas" e acusam seu governo de enfraquecer o papel do país.

Nota: O discurso de qualquer político em época pré-eleitoral sempre merece consideração reduzida, já que inúmeras afirmações são proferidas tão somente para que se torne notícia. Mas as palavras de Mitt Romney, pré-candidato republicano, soam fortes. Pode ser apenas força de uma retórica contundente para tentar reforçar um conceito de que com ele os EUA não vai enterrar a cabeça, mas atuar de cabeça erguida por causa de sua força.
Mas também pode ser a retomada de um conceito muito forte na América do Norte e que consiste em se intensificar algo que o atual presidente Barack Obama parece ter deixado em segundo plano: a prepotência norte-americana a qualquer preço em relação à geopolítica mundial. Profeticamente, segundo os livros bíblicos de Daniel e principalmente Apocalipse, além de obras baseadas nesses escritos bíblicos como O Grande Conflito, de Ellen White, os EUA exercerão um papel importante nos tempos finais desse mundo ao lado do sistema religioso predominante sob o comando do Vaticano e seus aliados no cerceamento de liberdades individuais, inclusive a respeito de religião (Apocalipse 13 é a leitura recomendada para esse assunto em comparação com Daniel capítulos 7,8 e 9).
Para quem imagina que isso seja loucura ou teoria conspiratória, basta observar o discurso de gente como Mitt Romney e de outros tantos adeptos da ideia de que os Estados Unidos, como nação, possuem uma missão quase messiânica no planeta e que as demais nações devem seguir sua liderança. Nada mais coerente com a inspiração bíblica e com livros que ajudem nisso. Sugiro, também, a excelente obra em inglês de Marvin Moore intitulado Could It Really Happen?.

11 de Setembro dez anos depois: mais vulneráveis e dependentes

quarta-feira, 7 de setembro de 2011 0 comentários

Felipe Lemos é jornalista e mantenedor desse blog - @felipelemos29 

Eu me lembro do lugar onde estava naquele estranho dia 11 de setembro de 2001. Trabalhava em um jornal, quando, a exemplo de milhões de pessoas, praticamente assisti atônito, inerte e sem qualquer reação imediata às imagens transmitidas em tempo real pela CNN da destruição das torres gêmeas do imponente World Trade Center, em Nova York, capital do mundo ocidental. Depois que me dei conta de parte da gravidade do assunto, do viés terrorista, pus-me a realizar o típico trabalho jornalístico de contactar fontes, ler material a respeito do tema e continuar acompanhando os primeiros comentários.

Durante os dez anos que se seguiram e até hoje, milhares de análises e inferências estão registradas por especialistas, analistas, sobreviventes, jornalistas e toda a sorte de gente que se dispôs a pensar no que aquele fato representou para a humanidade. Houve tanta repercussão sobre o episódio que o assunto permaneceu nas discussões em âmbito mundial e no décimo fatídico aniversário está mais vivo do que nunca.

O jornalista Geneton Moraes Neto, repórter especial da TV Globo, por exemplo, entrevistou um soldado norte-americano chamado Bradley Manning que se disse sensibilizado ao ver crianças prestes a serem bombardeadas em uma das tantas batalhas dentro da famigerada ofensiva bélica contra o Iraque, protagonizada pelos Estados Unidos, depois dos ataques de 11 de setembro. É um lado da moeda que pouco se vê. Mas encontraram, também, gente que chegou atrasada ao trabalho naquele dia e escapou da morte, outros que ajudaram a resgatar vítimas e um grupo que, em meio aos escombros e ao pânico generalizado, gravou imagens e sons. Teorias conspiratórias, de que os Estados Unidos mesmo é quem de alguma forma produziu aquele espetáculo de horror, também surgiram.

Apenas uma tragédia? – Gostei do que escreveu recentemente o colunista do The Wall Street Journal, Bret Stephens. Referindo-se à incapacidade de uma análise mais profunda do ocorrido e da tendência de se dissociar o ato pontual naquele dia de algumas das mais importantes repercussões que teve, ele diz que “um ato do mal foi reduzido em nossa linguagem rebaixada a uma tragédia”. Concordo com ele. Não foi apenas uma tragédia, foi um marco que deixou profundas e necessárias reflexões em relação à geopolítica, à economia, ao comportamento humano diante de catástrofes, à noção de segurança mundial, entre outras áreas de conhecimento.

Uma palavra inevitavelmente adquiriu, a partir daquela data, conotação especial: terror. Rubens Antônio Barbosa, que à época era embaixador do Brasil nos Estados Unidos, em um longo artigo diz que “os atentados de 11 de setembro trouxeram o item terrorismo para o centro da agenda internacional, onde ela deverá permanecer no futuro previsível”. A era do terror foi oficialmente instalada pelos Estados Unidos com inimagináveis efeitos para a sociedade mundial. Não estou falando apenas de maior controle e rigor nos aeroportos internacionais e nem nas mudanças nos alertas de segurança que normalmente fazem parte da relação entre os países, mas da sensação psicológica provocada.

A percepção de uma iminente e constante ameaça terrorista, combinada às guerras promovidas pelos EUA e aliados ao Iraque e Afeganistão, deixou muitas pessoas com a impressão de que estamos todos vulneráveis e inseguros. Ou seja, não há mais segurança no mundo depois de 11 de setembro de 2001. O governo norte-americano demonstrou que a solução era prender e/ou matar terroristas nem que para isso fosse necessário destruir tudo o que estivesse à frente. Mas desde então, apesar de todo esse esforço político, o mundo não está mais seguro e a paz não está mais próxima do que estava nas eras de conflitos anteriores.

Dependência – A vulnerabilidade quase sempre pressupõe dependência. Se o planeta pós-11 de setembro está mais desprotegido do que antes, torna-se dependente de algum ato que possa tirá-lo dessa condição. Os organismos internacionais políticos e religiosos se apresentam com suas soluções caseiras; seus atos, suas reuniões, suas propostas de paz, seus acordos, seus movimentos ecumênicos, seus discursos conciliatórios. A turbulência mundial continua soando nos ouvidos de muitos. O ambiente dez anos depois de 11 de setembro não é dos melhores. Crises econômicas, falência moral de governos e de instituições públicas e o conceito do terror pairando sobre a mente da população exigem uma ação efetiva, pois estamos dependentes de uma saída.

Não é fatalismo, mas realismo. Isso me faz pensar em um discurso muito estranho de Jesus Cristo a Seus discípulos pouco tempo antes de Sua morte. Cristo predisse muitas dificuldades para aqueles que O seguiam, tanto em relação à destruição do templo em Jerusalém (70 d.C.) quanto aos tempos finais em um futuro distante para eles. Mas no evangelho de Lucas, capítulo 21 e versículo 28, Ele dá um alento curioso: “quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”.

Desde o 11 de setembro, olha-se muito para os lados, para as providências humanas que praticamente resultado algum têm trazido aos dilemas que se vive. O convite de Jesus Cristo parece mais sábio. Olhar para cima, encontrar em Deus respostas que se buscam diante desse senso (fabricado ou não, mas que existe hoje) de insegurança pessoal, de medo do desconhecido, de um terror que não se sabe direito o que é e nem quem é. Talvez essa seja a dependência de que precisamos.

Vida sem valor [Artigo]

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 1 comentários

 Felipe Lemos, mantenedor deste blog.

O assassinato de seis pessoas em um supermercado dos Estados Unidos, no oitavo dia do ano de 2011, é sintoma e não causa. Já sentiu dor de cabeça e, depois de um tempo, tomou um copo d´água ou mesmo repousou por um tempo e a dor diminuiu ou até cessou? Pois é. A dor de cabeça, muitas vezes, é apenas o sintoma de algo que precisa ser sanado para que pare. Esse tipo de crime, que já teve na história norte-americana vários paralelos, revelou como uma das vítimas uma criança de apenas nove anos de idade. E o atirador suspeito, segundo a Polícia, possui 22 anos de idade. Sim, estou falando de gente com nove e 22 anos de idade. Nem chegaram a três décadas de vida e estão mortos.
E se você se sente motivado a criticar os Estados Unidos por causa disso e simplesmente considerar que se trata de algo pontual, acompanhe primeiro alguns recentes números no Brasil. Há poucos dias, um relatório da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) mostrou que o índice de assassinatos no país é alto. Dizem os dados que, entre 1996 e 2006, o número de assassinatos no Brasil, cresceu mais que a população. Os homicídios tiveram aumento de 20%, enquanto o crescimento populacional foi de 16,3%. O Rio de Janeiro é a cidade brasileira com maior número absoluto de assassinatos de jovens entre 15 a 24 anos, segundo o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros.
Retomando a minha primeira afirmação, relembro que, por trás desses números, há uma causa. As mortes infelizmente são apenas o sintoma de um problema maior. E o fato de envolverem, cada vez mais, jovens, é mais sintomático ainda. Por que as pessoas estão se matando mais, de forma mais cruel, e tão cedo?
Há várias explicações sociológicas para tudo isso e são válidas, mas eu ainda penso que a raiz é mais profunda. No Brasil, conforme esta mesma Rede, a maioria das mortes de jovens eram atribuídas, em 2008, a acidentes de trânsito e uso de armas de fogo. Está aí um conjunto de respostas plausível: imprudência ao dirigir, embriaguez, uso de drogas, facilidade para adquirir armas ilegalmente, etc. Essas razões provavelmente são as mesmas ainda. Mas pode haver algo mais profundo do que isso? Eu entendo que sim!
Raiz profunda - Talvez a raiz que apresente esses lamentáveis sintomas, se buscada com honestidade, evidencie que a vida não tem muito mais valor para grande parte dos jovens. A vida passou a ser desperdiçada em um veículo em alta velocidade conduzido por um cidadão com menos de 20 anos bêbado ou drogado ou, então, em uma troca de tiros por causa de dívidas associadas ao tráfico de cocaína, crack, maconha, ecstasy, ou seja, qual for a porcaria química pela qual se mate hoje. O cerne da questão está na atribuição de valor à vida. Se ela não tem muita importância, qual o problema em perdê-la ou tirá-la repentinamente? O raciocínio é autodestrutivo, mas acontece. Questiono a eficácia completa de amplas campanhas sobre consciência no trânsito ou mesmo a erradicação de armas de fogo. Não estou dizendo que não devam ser realizadas e nem apoiadas pela população, mas seu êxito é questionável.
A vida perde o valor para um jovem, adulto ou idoso por alguns motivos. Se tomarmos os escritos de quaisquer filósofos antigos ou modernos, todos dirão, de uma maneira ou outra, que a vida precisa ter algum sentido para ser relevante. O problema é que alguns sentidos dados à vida humana se dissipam rapidamente.
O que dá valor à vida - Faltam exemplos dignos para os jovens seguirem hoje. Os ídolos populares do presente são, na maioria das vezes, os desajustados, desequilibrados, violentos, indecentes, imorais e irresponsáveis. Na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, o apóstolo Paulo, na carta ao jovem pastor Tito, capítulo 2 e versículo 7, aconselha que “torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras”.  O que age corretamente precisa voltar a ser referência para quem é jovem e precisa tomar decisões importantes.
Falta comprometimento com algo maior em nossos dias. A vida começa a perder o valor quando tudo é considerado irrelevante, descartável, fugaz. É comum ver gente que chega a um escritório, em busca de emprego, dizendo que vai se empenhar totalmente na nova atividade. Na primeira semana, começam as reclamações sobre o salário, as condições de trabalho, o humor do chefe, a temperatura, a distância, etc, até que pede demissão. O comprometimento espiritual, diante de Deus, é fundamental para uma vida com sentido. Jesus destacou essa necessidade de conexão com Ele constantemente, conforme o evangelho de João, capítulo 15, versículo 5, onde Ele ensina que “eu sou a videira, vocês são os ramos. Se alguém permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, sem mim, nada podeis fazer”. O verbo permanecer precisa voltar a ser usado.
Finalmente, falta esperança para que jovens ou pessoas em outras faixas etárias entendam que sua vida vale muito mais do que pensam. Se considerarmos que tudo o que se pode obter, como seres humanos, é somente aqui e agora, então a vida pode perder rapidamente a importância. Há dois textos bíblicos que se completam sobre isso e merecem servir de reflexão. Na carta aos romanos, capítulo 8 e verso 25, o apóstolo Paulo deixou registrado que “mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos”. E, na primeira carta aos coríntios, no capítulo 15 onde ele descreve acerca da ressurreição, o verso 19 é verdadeiramente alentador e diz que “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”.
Este mundo, em si, não oferece esperança, mas o mundo vindouro, espiritual, prometido por Jesus Cristo e demonstrado na prática quando aqui viveu, é algo mais real do que se pode imaginar. Funciona, muito bem, como um antídoto ao mal que mata tanta gente no mundo: a vida sem sentido.

Sacerdotisas lésbicas se casam nos Estados Unidos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 0 comentários

The Christian Post, 05.01.2011, 08h54min

A Reverenda Katherine Hancock Ragsdale, decana e presidente da Escola Episcopal Divinity, e Mally Lloyd, cânone ordinária, se casaram, no Sábado, na Catedral de St. Paul, em Bostom, diante de aproximadamente 400 convidados. A Sua Excelência Reverendíssima Thomas M. Shaw, o bispo da Diocese Episcopal de Massachusetts, celebrou o casamento.
Para os anglicanos ortodoxos, o matrimônio entre lésbicas foi outro ato de desafio.
“Esta é outra ação de desprezo imprudente pela vida da Comunhão Anglicana e a autoridade da Bíblia da Igreja Episcopal,” o Rt. Rev. David C. Anderson, presidente e diretor geral do Conselho Americano Anglicano, disse ao The Christian Post. “Eles continuam ignorando os pedidos das petições da Comunhão para a restrição e continuam seu próprio caminho.”
A Igreja Episcopal dos EUA define o matrimônio como entre um homem e uma mulher. Mas em 2009, o organismo nacional aprovou uma resolução que permite aos bispos, em particular em jurisdições civis onde o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e as uniões civis são legais, de “generosa resposta pastoral a satisfazer as necessidades dos membros desta Igreja.”
Este ano, Shaw deu bandeira branca para o clero das dioceses de Massachusetts para celebrar os casamentos. O casamento do mesmo sexo foi legalizado em Massachusetts em 2004.
A bênção das uniões do mesmo sexo dentro da Igreja Episcopal não é nada novo, e tais ações tem chamado a reprimenda da Comunhão Anglicana, que se compõe de mais de 77 milhões de membros em todo o mundo.
Os líderes anglicanos de todo o mundo acordaram uma moratória da benção das uniões do mesmo sexo em 2004. Também acordaram a prática da suspensão na consagração dos bispos que vivem em relações do mesmo sexo. Mas o corpo dos EUA continuou desafiando a moratória diante da frustração dos anglicanos conservadores.
Robert H. Lundy, porta-voz do Conselho Americano Anglicano, assinalou que a Igreja Episcopal desde há muito tempo abençõa as uniões do mesmo sexo. Mas a última união entre Ragsdale, 52 anos, e Lloyd, 57 anos, está sendo considerada como um matrimônio, e o primeiro matrimônio entre lésbicas do clero episcopal.
Para muitas pessoas, isto é dividir os cabelos,” comentou Lundy. “Pode ser a primeira vez que se chama matrimônio, mas não nada novo.”
“Tudo isto vai ilustrar melhor, para aqueles ao redor da Comunhão, o que temos falado aqui,” disse. E a AAC há muito tempo disse que a Igreja Episcopal se afastou do Cristianismo e o Magistério da Comunhão Anglicana tradicional.
“Para a maioria das pessoas, já se quebrou o vidro há muito tempo,” disse Lundy.
O ano passado, a Igreja Episcopal consagrou seu segundo bispo abertamente gay, apesar dos apelos da Comunhão Anglicana para a prática de “retenção de graça.” Como consequência, a Igreja Episcopal foi suspensa de participar nos diálogos ecumênicos e despajado de todo o poder de decisão diante da Comissão Inter-Anglicana Permanente da Unidade, Fé e Constituição – um corpo que analisa os temas da doutrina e a autoridade.

Nota: Algo que me chama a atenção nesta notícia não é apenas o casamento entre religiosas lésbicas nos Estados Unidos. Claro que este fato me surpreende um pouco, por se tratar de uma das mais tradicionais denominações religiosas. Mas fico um tanto pensativo quanto ao fato de uma igreja possuir um posicionamento claro em relação a um assunto, porém, diante das leis humanas, trata de adaptá-lo. E não se trata de imposição de leis. O que ocorre, segundo a reportagem mesmo diz, é que, diante da permissão do casamento lésbico ou homossexual em determinadas regiões, a igreja simplesmente deixa livre para os membros fazerem o que preferem. Claro que as religiões não devem ditar comportamentos das pessoas, mas cada pessoa, consciente de sua fé e das doutrinas nas quais acredita, age livremente. Mas me parece uma posição muito fraca esta da igreja. Quer dizer: diante de uma lei que permite, muda sua posição sobre o que talvez a própria denominação considere um princípio? Entendo, pela Bíblia, que princípios devem ser mantidos porque, como o próprio nome diz, são princípios e não meras opiniões que se alteram ao saber das questões políticas. Pior do que não ter posição é ter posição, mas esquecê-la diante das "liberdades" oferecidas por aí. Incoerência, no mínimo, é o que vejo por aí.

 
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