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Geólogo defende criacionismo no Globo Ciência

domingo, 15 de abril de 2012 0 comentários

Site do Globo Ciência, 14.02.2012.


Na nova temporada do Globo Ciência, especialistas respondem às perguntas dos espectadores. O primeiro programa de 2012, traz respostas à questão levantada por Elizangela Queiroz, do Rio de Janeiro, que quis saber: “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”. O assunto tem tudo a ver com as teorias do criacionismo e do evolucionismo. Para os criacionistas, que acreditam que Deus é o criador de todos os seres, é claro que a galinha veio primeiro. Mas, para os estudiosos da evolução, que defendem que os seres vivos compartilham ancestrais comuns, foi o ovo que veio primeiro. A brincadeira é, na verdade, uma forma divertida de explicar conceitos fundamentais que nos ajudam a entender o que somos e para onde vamos. E essa discussão entre os adeptos das duas teorias é bem acirrada. O geólogo Nahor Neves de Souza Junior, da Universidade Adventista de São Paulo (Unasp), defensor do criacionismo, reconhece que a capacidade humana de produção de conhecimento é espantosa, e que eles nunca quiseram usar apenas Deus para a explicar a origem da vida.

“Não ficamos de braços cruzados, dizendo que Deus criou tudo. Eu vejo um robô, por
exemplo, e fico impressionado com a inteligência humana. Mas acho que às vezes
as explicações dadas pelos evolucionistas carecem de detalhes mais abrangentes.
Então antes do Big Bang não tinha nada? A vida surgiu do nada? Tendo em vista isso,
só posso pensar que ou há uma divinização da natureza, ou existe Deus por trás da
criação”, ressalta.
Já Mario de Pinna, professor titular do Museu de Zoologia da Universidade de Paulo (USP)  questiona, de cara, o termo “evolucionismo”. “Existe teoria da evolução. Temos algumas controvérsias em relação a mecanismos específicos do processo, mas não quanto à evolução em si. Não adotamos a ideia de que a vida surgiu do nada, e sim que houve uma transformação. Não é mágica. As aves são resultado da transformação de certos tipos de dinossauros, que punham ovos. Não há embate científico com o criacionismo, porque ele não existe como campo de pesquisa independente, tem apenas motivações sociopolíticas com ideias que já foram refutadas há muito tempo", diz o professor, explicando também que a ideia de seleção natural como mecanismo propulsor da evolução biológica é talvez a contribuição mais emblemática de Charles Darwin:

"A ideia é tão simples que poderia ter sido elaborada centenas, ou mesmo milhares, de anos antes. A seleção natural consiste na reprodução diferencial de indivíduos no decorrer das
gerações, com consequentes mudanças na frequência de características herdáveis (ou frequências gênicas) no decorrer do tempo. A variabilidade das populações fornece a matéria-prima sobre a qual a seleção atua, e variabilidade nova é suprida por mutações que ocorrem constantemente. Na época de Darwin e dos outros idealizadores da seleção natural, claro, não se conhecia quase nada sobre genética ou mecanismos de herança. Sabia-se, contudo, que a maioria das características dos seres vivos era herdável".

Em muitas ocasiões, os criacionistas são criticados por não apresentarem evidências científicas, o que o professor Nahor contesta. “Eu sou geólogo, tenho evidências científicas sim. Quando vejo os fósseis, é inevitável compará-los a um cemitério – eles se harmonizam com a narrativa bíblica do dilúvio. Minhas convicções criacionistas só aumentaram com o conhecimento científico, não diminuíram”, garante.
A ideia de um grande dilúvio planetário é somente um mito para o professor Mario de Pinna e para a maioria da comunidade científica. Segundo ele, é impossível entender nossa posição no mundo sem a perspectiva evolutiva. “A evolução sempre foi a melhor explicação para os fatos sobre os seres vivos. A elaboração de uma teoria evolutiva consistente durante os últimos 150 anos nos permitiu entender uma imensa gama de fenômenos biológicos. Descobertas revolucionárias, como a estrutura do DNA, somente confirmaram a perspectiva evolutiva. A organização em diferentes planos, do morfológico ao molecular, não deixa dúvidas de que as similaridades são herdadas de ancestrais comuns. O homem é um tipo de macaco, assim como é um tipo de mamífero, um tipo de vertebrado etc. A teoria evolutiva é a realização mais extraordinária da única espécie que conseguiu desvendar sua própria história”, diz.

Entenda mais a respeito da controvérsia em reportagem veiculada em 17 de junho de 2011 no programa NT Repórter, da TV Novo Tempo.



Nota: Embora a reportagem escrita tenha ouvido um pesquisador científico criacionista, nos vídeos apresentados o "representante" do conceito criacionista ouvido foi um padre, ou seja, um religioso que, ao que parece, não estuda o assunto profundamente, mas fez praticamente uma descrição de como surgiu a controvérsia com o evolucionismo. É interessante, por outro lado, a abordagem da TV sobre a controvérsia, pois, ao menos, deu voz na parte escrita ao pensamento criacionista ao contrário de outras publicações que fazem questão de não dar espaço ao contraditório como é uma das premissas básicas da apuração jornalística.
Importante a argumentação do geólogo Nahor, uma vez que apresenta pesquisas embasadas em estudos e não apenas opinião religiosa.

Frente evangélica quer discutir lutas pela TV

quarta-feira, 21 de março de 2012 1 comentários

GNotícias, 20.03.2012.
Originalmente publicada em http://noticias.gospelmais.com.br/frente-parlamentar-evangelica-debatera-projeto-proibe-transmissao-lutas-tv-32254.html


O Projeto de Lei 5534/2009, que veda a transmissão de lutas marciais pelas emissoras de televisão, será debatido em Audiência Pública. A discussão sobre o assunto contará com representantes das emissoras de TV, educadores, representantes da universidades e do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, além dos presidentes da Frente Parlamentar Evangélica e Frente Parlamentar Católica. Anderson Silva, lutador profissional de MMA também foi convidado a comparecer à audiência.
A audiência foi requerida pelo deputado Sibá Machado, visando ampliar a discussão sobre o projeto, que está em análise na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. O escopo do projeto seria a resguardar crianças, adolescentes e adultos do contato com cenas de violência explícita, também levando em consideração a ofensa aos direitos humanos.
De acordo com o requerimento, “as sociedades têm obrigação de educar seus cidadãos, as crianças e adolescentes de modo especial, para a solidariedade, para o espírito coletivo, para a paz. A educação não é atribuição exclusiva da escola estrito senso. Um conjunto de instituições é que acabam por configurar a educação – e, sem dúvida, a televisão, por seu enorme poder, é parte do esforço educacional, até por atribuição constitucional.”.
O texto argumenta sobre a influência nociva das lutas sobre telespectadores, à sociedade e aos próprios lutadores, e ainda faz duras cíticas ao estilo de luta MMA (artes marciais mistas), e ao Ultimate Fighting Championship – UFC, que é a organização responsável pelas lutas. Descreve casos onde um lutador morreu e outro ficou tetraplégico por causa das lutas, e afirma: “ Campeonatos de MMA e UFC, não são apropriados para seres humanos”.
Nota: Com toda a sinceridade, apesar de a intenção dessa frente parlamentar parecer ser a das melhores, esse é o tipo de discussão de caráter quase inócuo e que não terá grandes resultados práticos. Eliminar esse tipo de programa da TV aberta, levando em conta que já é transmitido em horário avançado, não resolve um problema que está dentro de muitas famílias evangélicas ou não. O problema a que me refiro é a falta de critérios que pessoas, que se dizem cristãs, possuem em relação ao que consomem. 
E faltam critérios não porque a Bíblia não contenha orientação suficiente a respeito. Deus, o inspirador, em Sua Palavra deixa recados diretos para os leitores a respeito do que é próprio e o que não é para aqueles que Nele confiam e O seguem. A ausência de parâmetros sobre o que ver na TV, sobre que música ouvir ou como se portar nas redes sociais da web se dá porque muitos simplesmente não consideram o que é revelado. E transmitem esse conceito aos filhos que, por sua vez, continuam a reproduzir esse comportamento. 
Falta crivo para cristãos que, daqui a pouco, vão necessitar de leis proibindo a existência de aparelhos de TV ou de equipamentos que permitem se ouvir música em formato digital. Essas leis podem ser moralmente interessantes, mas não resolvem o problema que está dentro de cada pessoa e que se chama pecado (transgressão da lei divina - cf I João 3:4). E pecado, biblicamente falando, é algo com o qual o ser humano convive e lida por meio da íntima relação constante com Deus. 
Algo para ser motivo de uma mais profunda reflexão...

Reportagem de TV esclarece controvérsia entre criacionismo e evolucionismo

quinta-feira, 23 de junho de 2011 0 comentários

A controvérsia entre criacionismo e evolucionismo é antiga, mas permanece. O que eu pude perceber, ao realizar a reportagem abaixo juntamente com minha colega Márcia Ebinger, foi que há falta de conhecimento generalizado por parte das pessoas. Por muitos não saberem exatamente qual é o raciocínio criacionista e nem o evolucionista, acabam ou tendo uma argumentação inconsistente ou mesmo uma descrença. Vale a pena ver a reportagem, veiculada há alguns dias no programa NT Repórter, da TV Novo Tempo.

Pais preferem filhos longe da TV aberta

sexta-feira, 20 de maio de 2011 0 comentários

Meio & Mensagem, 20.05.2011.

Superprotegidas pelos pais que, diante dos altos índices de violência e da periculosidade das ruas, acreditam que o melhor lugar para manter seus pequenos é dentro de casa – as crianças desta década apresentam hábitos de vida e de consumo totalmente diferente dos seus pais e das pessoas de gerações anteriores. E um deles é a adoção dos canais da TV por assinatura como sua principal janela para o mundo e fonte de entretenimento.

Essas são algumas conclusões trazidas pela pesquisa “Crianças de Ontem, Pais de hoje”, realizada pela Discovery Networks para o canal infantil Discovery Kids. Realizada com 1450 pais de diversas cidades brasileiras (assinantes do canal), o estudo procurou fazer um comparativo entre a criação dos pais com a atual geração.

De maneira geral, os índices mostram que a preocupação dos pais com a segurança e educação dos filhos vem fazendo com que os pequenos concentrem grande parte de suas atividades entre as paredes de casa. Dessa maneira, o consumo de TV e internet banda larga é cada vez maior, enquanto os antigos hábitos comuns na infância – como brincar na rua, dormir na casa de amigos ou andar de transporte público – estão virando coisa do passado.

Enquanto 89% dos adultos entrevistados garante que brincar na rua era uma de seus principais atividades, somente 14% das crianças de hoje desfrutam desse tipo de diversão. “A liberdade das crianças está muito restrita. Os pais querem proteger os filhos dos perigos e, praticamente, os acompanham em tudo”, analisa Marcela Doria, gerente de pesquisa do Discovery Networks.

Na prática, essa geração superprotegida acaba desconhecendo atividades simples, como ir à escola a pé (somente 8% fazem isso, enquanto para 77% dos pais, caminhar ao colégio era um hábito comum), andar de ônibus sozinhas (apenas 1% dos pais pesquisados já permitiram que seu filho pegue um transporte público desacompanhado) e dormir na casa de amigos (enquanto 41% dos adultos costumava fazer isso, antigamente, somente 16% ainda conserva esse hábito).

Mídia

Segundo outros dados do estudo, 93% dos pais preferem que as crianças assistam TV por assinatura do que a programação da TV aberta e quatro entre dez pais controlam (ou, no mínimo, opinam) sobre o que os filhos irão sintonizar na telinha. De acordo com a Discovery, esse comportamento deve-se ao fato de os adultos acreditarem que os canais infantis da TV paga são mais educativos e condizentes com as crianças do que a programação aberta.

A pesquisa também mostrou que 57% das crianças têm TV em seus quartos e que 19% delas – mesmo antes de completar dez anos – já têm o seu próprio telefone celular. Além disso, 83% dos pais afirmam que os filhos são acompanhantes assíduos deles nas compras em supermercados e lojas e que, muitas vezes, são os pequenos que decidem o que será colocado no carrinho.

 Nota: O grande problema não é a existência de conteúdo de baixíssima qualidade nos meios de comunicação, mas o fato de muitos pais não exercerem seu papel de orientação quanto ao que os filhos devem saber a respeito dos programas de TV e mesmo Internet. Um dos grandes males do nosso século é a incapacidade das pessoas de exercerem consciência crítica diante do que veem, ouvem e eventualmente leem (digo eventualmente, porque a leitura cai a cada ano que passa especialmente em países como o Brasil e outros que não incentivam de fato a educação). Os tempos são muito difíceis para as crianças e adolescentes, pois as brincadeiras infanto-juvenis mudaram radicalmente e o problema não está apenas na TV aberta, mas na TV paga com programas que incentivam sexo livre, apresentam os mortos como participantes da vida aqui nesse mundo ainda, entre outros conceitos para os quais a Bíblia não dá amparo. Por esse motivo, o culto doméstico e os princípios bíblicos, no caso das famílias cristãs, deve ser prioridade. O controle remoto é apenas um instrumento nesta história toda, mas o mais importante é que jovens, crianças e adolescentes saibam escolher e por que escolher determinados filmes, sites, blogs, assuntos nas redes sociais. E isso passa pela conscientização junto com os pais e com consumo do que ainda tem de boa qualidade nos meios de comunicação (o que não é muito mesmo, a menor parte).

Globo avisada para impedir banalização do sexo no Big Brother Brasil

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 0 comentários

Portal Comunique-se, 12.01.2011.

Depois de alterar a classificação etária do reality show "Big Brother Brasil" para 12 anos, a Rede Globo recebeu um comunicado da Procuradoria Geral da República para que evite a “banalização do sexo” durante mais uma edição do programa. O documento informa que, a partir desta nova classificação etária, cenas de “nudez quase explícita” não poderão ser exibidas.

Outra exigência feita pela Procuradoria é a de que não haja “incitação de discriminação, racismo e homofobia”, sendo comum, por parte do reality show da Rede Globo, selecionar participantes homossexuais.

Após receber o comunicado, a Central Globo de Comunicação disse que “é a grande a preocupação da Globo com o conteúdo, tanto que possui o documento de Princípios e Valores no Vídeo, balizador para todas as equipes e a área de controle de qualidade de programação. Os programas são adequados ao público a que se destinam", dizia a nota.

Nota: Dificilmente este pedido será atendido, ainda mais que o tom é o de se possível e não o de uma ordem. Quer dizer: existe uma classificação etária para a TV brasileira, mas, quem não cumpre, fica com um conselho, uma advertência oficial, mas não qualquer tipo de punição. Este é o tipo de situação que mostra a frouxidão pública diante da irregularidade. A Central Globo de Comunicação, assim como outras empresas, vai sempre argumentar que os programas estão dentro do perfil adequado. Claro, sem fiscalização fica a opinião de uma empresa contra o poder público. Para os cidadãos que possuem atividades mais úteis na vida e desejam preservar a família deste tipo de conteúdo, a melhor solução é simplesmente não assistir. Esta questão de classificação etária ainda não é levada a sério no Brasil.

 
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