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ONU vai votar resolução sobre direitos civis dos gays

quinta-feira, 16 de junho de 2011 0 comentários

Agência Estado, 16.06.2011, às 16h40min.

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) prepara-se para votar amanhã uma histórica resolução em apoio aos direitos dos homossexuais. A resolução é apoiada pelos Estados Unidos, cuja posição sobre o tema mudou drasticamente depois da chegada de Barack Obama à presidência, em 2009.
Em Washington, funcionários do governo norte-americano disseram hoje acreditar que a medida passará com uma estreita maioria dos votos. Caso tenha sucesso, esta será a primeira resolução em apoio aos direitos dos homossexuais a ser aprovada em um órgão da ONU. As discussões sobre o tema nos fóruns da organização costumam ser bastante polarizadas.
A resolução proposta defende direitos iguais às pessoas independentemente da orientação sexual e manifesta preocupação com a violência e a discriminação contra os gays e lésbicas pelo mundo.

Nota: Com a pretensa tônica de respeito aos direitos dos homossexuais, é muito provável que a Organização das Nações Unidas dê não apenas apoio aos direitos dos homossexsuais, mas à prática homossexual também. É fundamental entender que se tratam de objetivos diferentes. Uma coisa é se defender o direito de uma pessoa ter acesso aos mesmos serviços que outros têm indepedente de sua religião, cor ou sexualidade. Esse direito é lícito, bem como se evitar a agressão ou violência contra qualquer pessoa. Outra coisa é haver uma resolução que defenda o homossexualismo. Se tal resolução tiver essa segunda conotação vai se chocar frontalmente com os ensinos bíblicos defendidos por vários cristãos e mesmo pessoas de outras culturas e crenças que também não consideram correta a prática da homossexualidade. E isso inevitavelmente vai criar um constrangimento entre os cristãos, bem como poderá ser entendido como uma tentativa de tolher a liberdade de quem pensa diferente do assunto. É a mesma questão já bastante discutida aqui no Brasil sobre a liberdade que religiosos querem ter de poder se manifestar livremente contra a homossexualidade sem que tal atitude seja interpretada como crime ou afronta aos direitos de homossexuais. Questão séria.

Novela promete inovar com sete personagens homossexuais

terça-feira, 18 de janeiro de 2011 0 comentários

IstoÉ online, 18.11.2011, às 13h35min.

A novela “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que estreia esta semana na Rede Globo às 21h, trará brigas pelo poder e traições amorosas. Isso é comum em qualquer trama. Ela vai surpreender, no entanto, em relação à opção sexual de seus personagens, prometendo um número recorde de gays na história das telenovelas brasileiras: serão pelo menos sete homossexuais. Os autores preferem não cravar quantidade alguma, ou seja, esse número pode aumentar no desenrolar do enredo. “Não contei o número de personagem gay”, disse Linhares à ISTOÉ. Os autores acham que o fato de se ficar questionando quantos personagens gays apareceram no vídeo já é, em si, um preconceito. “A novela espelha a diversidade da nossa sociedade. Isso é mais amplo e contemporâneo do que estigmatizar os personagens”, diz Linhares. Coube ao ator Leonardo Miggiorin o principal papel homossexual, o único a ser apresentado já de início ao telespectador. Ele é o divertido Roni Fragonard, melhor amigo e conselheiro amoroso de Natalie Lamour (Deborah Secco), uma ex-participante de reality show. Um tanto caricato e afetado, Roni é promoter e adora moda. Em seu Twitter o ator disse ter se inspirado em uma figura real, o também promoter David Brazil.
Os outros personagens homossexuais só vão começar a aparecer na história a partir do capítulo 100. Devido a essa inédita quantidade de papéis será possível fugir de estereótipos. A novela terá também o divertido e fofoqueiro Xicão (Wendell Bendelack), atendente do quiosque de Sueli (Louise Cardoso), frequentado pela turma GLS. As profissões dos gays serão variadas: o advogado Nelson (vivido por Edson Fieschi), o professor de direito Hugo (Marcos Damigo) e o jornalista Álvaro, papel ainda sem ator. Ele será chefe do homofóbico repórter Kleber, interpretado por Cássio Gabus Mendes. O preconceito em relação às minorias será um dos temas e dois personagens serão vítimas desse preconceito: Araci (Cristiana Oliveira), líder de um grupo de detentas, e o jovem Renato Melo (Ivan Mendes), que passa a ser protegido pela dona do quiosque. Para Linhares, “Insensato Coração” não vai discutir a homossexualidade: “Mais importante é mostrar pessoas integradas à sociedade, vivendo conflitos que independem da condição sexual.”

Nota: Apesar da pretensa intensão de desmistificar preconceitos, as novelas aproveitam temas polêmicos para ganhar audiência e aumentar faturamento das empresas que as produzem e veiculam. A temática homossexual ganha destaque mais uma vez e com grande força. Além disso, segundo esta nota, uma ex-participante de reality show também será destacada, mostrando que o interesse é pegar aquilo que circula com força na mídia para continuar alimentando os espectadores de novela e assim criar um ciclo que eu considero de péssimo gosto. Infelizmente, se a questão realmente fosse a diversidade de pessoas na sociedade, por que não apresentar personagens cristãos fervorosos que possuem hábitos como a leitura diária da Bíblia e a oração. Não estou falando de caricaturas, mas de personagens equilibrados, ou seja, normais, sem exageros. Parece que, como já se tornou costume, a novela pega carona em temáticas de interesse geral e aproveita para criar mais estereótipos e fazer crescer a audiência. 

 
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