ESTUDO DEMONSTRA INFLUÊNCIA DA RELIGIÃO PARA AFASTAR JOVENS DAS DROGAS

segunda-feira, 17 de julho de 2006 0 comentários

Do site da Unifesp
Colaboração do Blog de Michelson Borges

Pregação sobre valores morais e preservação da vida pesam entre as razões que levam integrantes de comunidades carentes a evitar substâncias psicotrópicas; trabalho aponta novos rumos para programas de prevenção

São Mateus, na periferia da Zona Leste de São Paulo, é mais um ambiente onde o consumo de drogas se banalizou entre os jovens. Nas ruas, dentro dos conjuntos habitacionais e até mesmo nas quadras de esportes dos colégios, substâncias ilegais como a maconha já são parte da rotina. É o que acontece na escola onde a operadora de marketing Simone Grigorio, moradora do bairro, trabalha nos fins de semana. Mas o mundo dela é outro: gira em torno do trabalho, dos estudos e da religião. “Minha família me deu uma boa educação”, conta. “Acredito em Deus. Não ia fazer algo para prejudicar outras pessoas e principalmente a mim mesma”, diz, assumindo a postura de não-usuária convicta.Aos 23 anos, Simone faz parte de um grupo que intrigou pesquisadores do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), ligado ao Departamento de Psicobiologia da Unifesp. Um estudo realizado pelo órgão para desvendar por que jovens cercados pelo tráfico e pela violência repudiam as drogas apontou a religiosidade como uma das principais razões. A maioria dos não-usuários avaliados na pesquisa praticam alguma religião.“Os resultados me surpreenderam. Incluí religião como um dado sociodemográfico, mas não esperava que fosse tão importante para manter os jovens afastados das drogas”, afirma a farmacêutica-bioquímica Zila van der Meer Sanchez, autora da dissertação de mestrado sobre o tema. O trabalho deu origem também a um artigo sobre a importância da religiosidade na prevenção, publicado na edição de abril da revista Ciência e Saúde Coletiva. Para Zila, a religiosidade auxilia na construção da personalidade do indivíduo e incute valores morais que pregam o respeito e a preservação da vida.Na pesquisa, foram ouvidos 62 jovens moradores de 12 favelas da cidade de São Paulo – 30 deles eram dependentes de drogas e 32 nunca haviam consumido essas substâncias. Eles também apontaram o que impediria pessoas da mesma faixa etária e classe social de usar drogas, ou seja, quais aspectos devem ser considerados por especialistas ao elaborar um programa de prevenção. Uma família bem-estruturada e harmoniosa, além da religiosidade, foram os fatores de proteção mais citados.Dos 30 dependentes de drogas participantes do estudo, 21 mencionam que uma família bem-resolvida poderia impedir jovens como eles de se envolver com drogas psicotrópicas. Eles consideram a família como fator protetor, o que mostra seu papel na imposição de regras de conduta e também no apoio diante de dificuldades. “A maioria pertencia a famílias mal-estruturadas, negligentes com relação à educação e atenção aos filhos”, afirma a pesquisadora.

GOVERNO LANÇA DICAS DE SAÚDE PARA LÉSBICAS E BISSEXUAIS

sexta-feira, 14 de julho de 2006 0 comentários

Do site da UOL, 13.07.2006.

O Ministério da Saúde lançou um livreto com dicas de saúde para lésbicas e mulheres bissexuais durante as atividades da 10ª Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo. O livreto, "Chegou a Hora de Cuidar da Saúde", traz informações sobre sexualidade, gravidez, menopausa, alimentação, uso de drogas, legislação e violência, específicas para mulheres lésbicas e bissexuais.A iniciativa foi motivada pela baixa procura dessa parcela da população por consultas ginecológicas e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A idéia da criação do material foi uma demanda do próprio movimento social. Foram representantes de organizações não governamentais que apontaram quais eram as solicitações do segmento sobre a temática saúde.Dez mil exemplares da publicação serão distribuídos por organizações não governamentais, vinculadas à Liga Brasileira de Lésbicas, à Articulação Brasileira de Lésbicas e a outras entidades.

CORTE JULGA EM FAVOR DE FUNCIONÁRIO GUARDADOR DO SÁBADO

quarta-feira, 12 de julho de 2006 0 comentários

Agência Adventista Sul-Americana de Notícias, 10.07.2006

O Tribunal Federal de Justiça do distrito de Fayetteville, Arkansas, EUA, julgou a favor de um adventista do sétimo dia que procurou a justiça por causa de suas convicções quanto à guarda do Sábado. O trabalhador recebeu US$ 311,166,75 por perdas e danos. Crê-se ser este um dos poucos casos em que recompensa por perdas e danos com o fim de “emendar ou deter o acusado”, como foi definido, tenha sido concedida a um guardador do Sábado. Todd Sturgill, 41, e residente em Springdale, Arkansas, era há 19 anos motorista da “United Parcel Service” quando se uniu à Igreja Adventista do Sétimo dia em maio de 2004. Em julho daquele ano, Sturgill pediu ao empregador uma acomodação no seu tempo de trabalho no final das tarde de sextas-feiras, durante o próximo período de entregas. Depois de três meses, disseram a Sturgill que não haveria nenhum acerto. Embora Sturgill estivesse feliz em realizar seu trabalho, sua convicção a respeito da observância do Sábado bíblico no sétimo dia da semana – que começa com o pôr-do-sol de sexta-feira e termina no pôr-d—sol de Sábado – não lhe permitia que ele trabalhasse nesse período. Tentou fazer arranjos com colegas de trabalho para poder guardar o Sábado até a sexta-feira 17 de dezembro de 2005. Nesse dia, apesar de repetidos pedidos de acordo, os administradores não fizeram nada para que Sturgill terminasse seu trabalho antes do pôr-do-sol e ele retornou à firma com 35 encomendas por entregar. Na segunda-feira, ele foi despedido por “abandono ao trabalho”. As dificuldades resultantes atingiram Sturgill, sua esposa e dois filhos diretamente. Encontrou um trabalho como corretor de hipotecas, mas seu salário foi reduzido em dois terços do que ganhava antes. No entanto, ele acrescentou, os acontecimentos não diminuíram suas convicções de obedecer a Deus. “Mesmo com tudo isso, minha fé cresceu... Ainda que não tivesse ganhado no julgamento de hoje, eu estaria agradecido pelo que fiz, ficando firme no que acredito”, disse à ANN em entrevista telefônica. “Estamos gratos pelos acontecimentos de hoje, mas algo fica muito claro”, disse um dos associados do departamento jurídico da Igreja Adventista mundial, Todd McFarland: “os Estados Unidos precisam legalizar o documento de Liberdade Religiosa no Local de Trabalho para salvaguardar os direitos de trabalho das pessoas”. Desde que foi fundada em 1863, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem procurado defender vigorosamente a liberdade religiosa para todas as pessoas, inclusive para os guardadores do Sábado. Hoje, a Igreja trabalha em âmbito global para proteger esses direitos.

PROFECIAS BÍBLICAS

segunda-feira, 10 de julho de 2006 0 comentários


Muitos não gostam de estudar as profecias bíblicas por temerem o que elas revelam, por não entenderem ou porque simplesmente parece tudo muito complexo e distante de nossa realidade. Não é assim em relação à profecia da sucessão dos reinos dominantes do mundo, descrita no capítulo 2 do livro do profeta Daniel. Depois de orar a Deus e pedir sabedoria e entendimento, Daniel revelou ao rei babilônico Nabucodonosor o sonho da estátua que ele teve e sua fiel interpretação. O resultado é que, comparando a explicação de Daniel, com a história, é possível perceber um claro cumprimento profético exatamente da forma como Deus havia esclarecido ao temente homem de Deus.

"Tu, ó rei, estavas olhando e viste uma grande estátua. Esta estátua, que era grande e cujo resplendor era excelente, estava em pé diante de ti e a sua aparência era terrível. A cabeça da estatátua era de ouro fino, o seu peito e seus braços de prata, o seu ventre e as suas coxas de bronze, as suas pernas de ferro, os seus pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou". Daniel 2:32-34. Bíblia Sagrada - Edição Contemporânea.

CABEÇA DE OURO (BABILÔNIA) - O chamado I Império Babilônico (que segundo historiadores unificou a região da Mesopotâmia - hoje Iraque e redondezas) teve início em 1792 a.C. sob o comando de Hamurabi e durou até 1513 a.C. com a destruição de Babilônia empreendida pelos hititas. A partir de 614 a.C., é restaurado o poderio babilônico através do II Império comandado por Nabucodonosor II que finda em 539 a.C. com a derrota para os medo-persas.
PEITO DE PRATA (IMPÉRIO MEDO-PERSA) - Em 539 a.C. conquistou os babilônicos sob comando de Ciro, chegaram a incorporar o Egito, mas sua força não foi como a de Babilônia. Ou seja, a prata é valiosa mas não tanto quanto o ouro. O Império Medo-Persa entrou em declínio no ano de 331 a.C.
VENTRE DE BRONZE (GRÉCIA) - A partir desta data a liderança de Alexandre, o Grande, o Império Grego-Macedônico se consolidou e, conforme historiadores, durante os dezesseis em que esteve no poder Alexandre conseguiu estender seu império desde a Ásia Menor até o Indo (Índia) e do Egito a Mesopotâmia.
PERNAS DE FERRO (ROMA) - Por volta de 168 a.C., o Império Romano começou a dominar a região do Mediterrâneo e se tornou a quarta superpotência de acordo com a profecia bíblica. Segundo alguns historiadores, a população sob o domínio de Roma aumentou de 4 milhões em 250 a.C. para 60 milhões em 30 a.C., o que ilustra como Roma teve o seu poder ampliado nesse período, de 1.5% da população mundial, para 25%.

O Império Romano posteriormente se dividiu, esfacelou-se e acabou dividido em várias tribos chamadas bárbaras que depois deram origem aos atuais países da Europa. E o mais interessante: conforme a Bíblia, esses países, assim como o ferro e o barro, nunca mais se ligariam. "Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de oleiro, misturar-se-ão pelo casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro". Daniel 2:43.

Leia mais em Daniel 2 e bons livros cristãos sobre profecias bíblicas como "Uma nova era segundo as profecias de Daniel", escrito por C.Mervyn Maxwell.



EX-FIÉIS VÃO À JUSTIÇA E PEDEM INDENIZAÇÃO DE IGREJAS

quarta-feira, 5 de julho de 2006 0 comentários

Terra, 05.07.2006 (colaboração de Luciano Almeida)

Cansados de depositar fé e recursos e esperar a providência divina, ex-fiéis desapontados cobram na Justiça indenizações por danos morais e materiais. Os casos estão nas estantes de fóruns e do Tribunal de Justiça de São Paulo esperando da lei dos homens uma sentença. Conforme o jornal Folha de S.Paulo, um fiel da Igreja Universal do Reino de Deus ouviu do pastor que, se tivesse fé, não cairia do telhado que consertaria no templo da igreja. Caiu, teve politraumatismo e requereu R$ 356,2 mil de indenização. O pedido foi julgado procedente. Outro casal de ex-freqüentadores da Universal reclama na Justiça de terem vendido bens, como apartamentos e carros, em troca de prosperidade financeira que não foi alcançada. Já um católico cobra a devolução de R$ 1,5 mil pagos para o casamento. Ele pediu o cancelamento dizendo que o padre interferia nos preparativos. O pároco se negou a devolver o dinheiro, e o caso foi à Justiça. Ele quer R$ 5 mil por danos. O pedido foi considerado procedente, mas a igreja apelou. "É muito difícil provar que o fiel é ingênuo e foi induzido. Fé não pode ser mensurada", disse ao jornal Adriano Ferriani, professor da PUC-SP e especialista em responsabilidade civil.

LÍDERES RELIGIOSOS BUSCAM CAMINHOS PARA GARANTIR DIÁLOGO ENTRE CIVILIZAÇÕES

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Da agência Zenit (colaboração de Sikberto Marks)

Em um encontro sem precedentes, pouco mais de 200 líderes de todas as religiões do mundo e de 40 países diferentes reuniram-se durante três dias na capital russa para discutir suas posições sobre problemas que afetam a sociedade contemporânea. O objetivo: influenciar de forma favorável as decisões dos políticos e propiciar uma mudança geral no papel que a religião desempenha em tempos de globalização. Segundo o metropolita Kirill de Smolensk e Kaliningrad, presidente do Departamento de Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou, em um mundo globalizado onde todos nós vivemos sob um «mesmo teto», é de suma importância trabalhar não por uma «unificação» que acabe com as tradições e culturas dos povos, mas por uma «união global» onde existam e se respeitem tais tradições, entre elas, as religiosas. Inaugurada com a presença do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um dos hotéis da zona central da cidade, a «Reunião Mundial de Líderes Religiosos» era verdadeiramente um mosaico multicultural e pluri-religioso.Nos salões e vestíbulos podiam ser vistas monjas budistas, rabinos, metropolitas, cardeais e muftis convivendo «lado a lado», em um ambiente onde as diferenças existentes pareciam ter ficado de lado para tentar encontrar soluções a problemas tão atuais como o terrorismo, o extremismo, a xenofobia e a intolerância. Da mesma forma, enfrentam-se os desafios do diálogo entre civilizações, o narcotráfico, a venda de armamentos, o papel dos meios de comunicação, a defesa e promoção da família e da vida humana, a responsabilidade ecológica e o respeito pelos sentimentos religiosos. «Os ideólogos do terror construíram suas especulações baseados não só nos problemas sociais mais importantes, mas também no “analfabetismo” religioso e nos sentimentos separatistas e nacionalistas», disse em seu discurso Vladimir Putin. «O desconhecimento das bases culturais das religiões torna as pessoas, sobretudo as mais jovens, vulneráveis aos movimentos extremistas. A degradação dos princípios morais nas sociedades é em grande parte responsável pela xenofobia e pelo ódio racial», expressou o presidente russo. «Cada comunidade religiosa tem experiência própria no diálogo entre civilizações e é de grande importância que a utilizem para continuar este diálogo pelo bem de nossos países e nações», agregou. Reconhecendo a qualidade humana e a preparação dos líderes presentes, o presidente Putim surpreendeu fora de protocolo com a promessa de levar as propostas do encontro à reunião do Grupo dos Oito países mais industrializados (G-8), que acontecerá em São Petersburgo de 15 a 17 de julho.«Todas as suas idéias serão não somente escutadas pelos líderes do G-8, mas recebidas para serem levadas a cabo», prometeu Putin.Por sua parte, o Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Sua Beatitude Alexis II, anfitrião principal da Reunião, expressou sua esperança de que os líderes religiosos sejam capazes de formular uma aproximação em comum para enfrentar os problemas tratados no encontro. A Reunião, segundo o patriarca, busca «prevenir que conflitos étnicos se convertam em religiosos e deter a proliferação de movimentos destrutivos pseudo-religiosos», afirmou o Patriarca. Em representação do islã, o aiatolá Ali-Tashiri, pediu que a missão da Reunião se orientasse «à sinceridade e ao respeito de todos os líderes religiosos, para que as diferenças fossem resolvidas e se atuasse em favor do mundo, do homem e de Deus [Alá]». Afirmou que os líderes religiosos do mundo «estão chamados a encontrar denominadores comuns e a cooperar no que os une, ao invés de centralizar sua atenção no que os separa». Agregou que o Islã chama o povo para trabalhar pelo bem comum, pelo que se devia lutar contra o terrorismo. «Se elevamos os valores morais, poderemos livrar-nos então desta enfermidade», mencionou Ali-Tashiri. Por sua parte, o rabino chefe de Israel, Yonah Metzger, em nome da religião judaica, convidou os líderes presentes a formar uma organização internacional, do tipo Nações Unidas, para as comunidades religiosas. «As religiões devem dialogar entre elas. Ainda e quando entre os países não existam relações diplomáticas», declarou Metzger. Em sua opinião, uma organização desse tipo deveria reunir-se constantemente para ajudar na solução dos problemas mais urgentes e no fortalecimento da espiritualidade. E o objetivo principal deveria ser: pregar o mandamento de «não matar», disse o rabino. «Nunca podemos permitir matar em nome de Deus, em nome da religião», sublinhou. Ressaltando também o papel dos líderes religiosos no combate dos problemas contemporâneos, o patriarca principal dos budistas em Camboja, Tep Vong, assegurou que os monges budistas «vão lutar contra o terrorismo e o extremismo, assim como favorecer o diálogo». «A solução dos problemas atuais deve ser buscada nos estudos religiosos, porque a religião implica solidariedade e irmandade», assinalou o patriarca budista. Na conversa entre Zenit e o cardeal Theodore Edgar McCarrick, arcebispo emérito de Washington, sobre o que era a seu parecer o mais relevante do encontro, sem titubear respondeu: «o mais importante é que o evento tenha acontecido e que seja na Rússia, em Moscou, onde 15 anos atrás teria sido simplesmente impensável». Os jornalistas perguntaram ao metropolita Kirill de Smolensk e Kaliningrad por que o Papa Bento XVI não foi convidado para a reunião. O representante do patriarcado respondeu: «O encontro entre o Papa e o Patriarca Alexis II deve ser um evento diferente da reunião. Caso se dêem as circunstâncias, por suas características e importância, deve ser em outro momento e lugar. Não na reunião. E o Vaticano entende bem isso. Por isso nos mandaram uma delegação de muito alto nível». «Parece-me que é mais uma percepção dos jornalistas esse tentar encontrar algo nisso», comenta. Entre os ausentes também está o Dalai Lama. Segundo o metropolita Kirill, o fato se deve a uma série de negociações delicadas com o governo chinês. Para não interferir nas relações diplomáticas, os organizadores tiveram de abster-se de sua presença.

Em nome de uma união global, sem intolerância, estão aproximando as religiões sem, contudo, levar em conta suas diferentes crenças e sua visão acerca de Deus. É uma união puramente de cunho político e não religioso, portanto sugiro acompanhar com cautela esses movimentos significativos no mundo.

NOVO ESPIRITISMO SE MODERNIZA PARA ATRAIR JOVENS

domingo, 2 de julho de 2006 6 comentários


Revista Época, Semana de 02 de julho de 2006
A matéria abaixo é apenas parte da reportagem completa que só pode ser lida na edição impressa da revista Época.


A top model Raica Oliveira, de 22 anos, foi criada na religião espírita. Nascida em Niterói, a namorada do craque Ronaldo mora hoje a maior parte do ano em Nova York por conta de compromissos profissionais. Quando está nos Estados Unidos, Raica vai ao centro Casa São José, na cidade vizinha de New Jersey, freqüentado por brasileiros como Divaldo Pereira Franco e Raul Teixeira - considerados médiuns pelos adeptos da doutrina. "Do que mais gosto na minha religião é a idéia de que podemos sempre voltar à Terra de novo e aperfeiçoar nosso espírito", diz Raica, o rosto do espiritismo jovem. "Sempre temos uma segunda chance."
Raica, Raul e Divaldo são, segundo uma reportagem publicada recentemente no jornal americano The New York Times, as faces visíveis de um novo fenômeno: a abertura de centros espíritas nos Estados Unidos dirigidos por brasileiros, freqüentados pela comunidade latina e também por americanos. O Brasil não é apenas o maior país católico do mundo. É também a nação com maior número de espíritas, cerca de 20 milhões de pessoas, segundo os números oficiais. E, agora, tornou-se também o principal pólo difusor da religião fundada e sistematizada pelo francês Allan Kardec. Quais as características desse espiritismo que o Brasil professa e exporta? Pode-se dizer que o rosto de Raica, uma das mulheres mais bonitas do país, é a face-símbolo de uma nova fase na religião. Esqueça os copos que se movimentam sozinhos sobre a mesa branca, as operações com canivete e sem anestesia do médium Zé Arigó e as sessões de exorcismo coletivo transmitidas pelo rádio. Isso tudo ainda existe, mas o crescimento e a exportação da doutrina se devem principalmente a seu lado menos místico e mais racional. Esse "novo espiritismo" preserva os pilares básicos da religião: a imortalidade do espírito, sua reencarnação e evolução, além da possibilidade de comunicação entre vivos e mortos. Mas se baseia muito mais em leituras e na introspecção que em rituais ou sessões que invocam supostas forças do além. São incentivadas também as duas práticas mais fortes da doutrina: a caridade e a tolerância religiosa. O espiritismo vem crescendo no Brasil, principalmente entre jovens de classe média. No site de relacionamentos Orkut, já existem 366 comunidades sobre "espiritismo" e outras 808 quando se busca a palavra-chave "espírita".

Essa modernização do espiritismo tem o objetivo nítido de atrair mais jovens e, portanto, garantir um crescimento da religião. Nas palavras da modelo, se podemos voltar várias vezes a essa vida (depois de mortos obviamente) e aperfeiçoar nosso espírito não precisamos de um Salvador que morreu por nós na cruz. Comparando com a Bíblia, a doutrina espírita não tem lugar para Jesus Cristo que foi morto para nos dar salvação e é o único e suficiente salvador da raça humana. A modelo entrevistada pela revista Época faz menção, também, de uma segunda chance no sentido de que, conforme a doutrina espírita, se não vivermos uma vida com Deus aqui depois poderemos ter uma outra chance ao reencarnarmos. Mas a Bíblia afirma expressamente que "hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações" (Hebreus 3:8). E, em Eclesiastes 9:6, há um texto muito claro sobre o estado dos mortos em que diz que "os mortos não sabem coisa alguma, não têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento".

 
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