JORNADA DE TRABALHO AOS SÁBADOS

quarta-feira, 20 de setembro de 2006 0 comentários

Coluna de Claudio Loetz, do jornal A Notícia, 20.09.2006

Os trabalhadores da indústria catarinense correm o risco de ter de trabalhar aos sábados, novamente. Não porque os empregadores ou os sindicatos laborais queiram. Ambos são contra. Mas porque o Ministério do Trabalho entende que o horário de almoço não pode mais ser de apenas 30 minutos, mas, necessariamente, de uma hora. O ministério argumenta que são horas suplementares; a indústria, horas de descanso. Na prática, a exigência significa que será difícil as indústrias manterem o terceiro turno nas fábricas. A pressão do governo foi formalizada em reunião na Fiesc na primeira semana do mês, em Florianópolis. A implementação da norma já está sendo exigida. Duas metalúrgicas joinvilenses tiveram seus pedidos indeferidos. O argumento governamental está no artigo 71, parágrafo 3º da CLT. As companhias vão recorrer. Se perderem novamente, terão de se adaptar. O mesmo valerá para as demais empresas de todos os setores. Mantida a posição, a romaria de empresários e lideranças sindicais a Florianóplis será imensa.

BIOGRAFIAS - PAULO FREIRE - nascido em 19 de setembro

segunda-feira, 18 de setembro de 2006 0 comentários

Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco, uma das regiões mais pobres do pais, onde logo cedo pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares.
Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria ) como educador, de professor de escola a criador de idéias e "métodos". Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua tese de concurso para universidade do Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade, bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963. A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização como um processo de conscientização, capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para sua libertação fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados.
A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, foi acusado de subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964. Depois de setenta e dois dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou-se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolveu, durante cinco anos, trabalhos e programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária ( ICRA ). Foi aí que escreveu sua principal obra: Pedagogia do Oprimido.
Em 1969, trabalhou como professor na Universidade de Harvard, em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. Durante os 10 anos seguintes, foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra na Suíça. Nesse período, deu consultoria educacional junto a vários governos do Terceiro Mundo, principalmente na África. Em 1980, depois de 16 anos no exílio, retornou ao Brasil "reaprender" seus país Lecionou na Universidade Estadual de Campinas ( UNICAMP ) e na Pontifícia Universidade Católica ( PUC - SP ). Em 1989, tornou-se Secretário da Educação no Município de São Paulo, maior cidade do Brasil. Durante seu mandato, fez grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização, de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores.
Em Paulo Freire, conviveram sempre presente senso de humor e a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Casou-se em 1944, com a professora primária Elza Maria Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos. Após a morte da sua primeira esposa, casou-se com Ana Maria Araujo Freire, uma ex-aluna. Paulo Freire é autor de muitas obras. Entre elas Educação Como Prática da Liberdade ( 1967 ), Pedagogia do oprimido ( 1968 ), Cartas à Guiné-Bissau ( 1975 ), Pedagogia da esperança ( 1992 ), Á sombra desta mangueira ( 1995 ).
Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Além de Ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor "Honoris Causa" por vinte e sete universidade. Por seus trabalhos na área educacional, recebeu, entre outros, os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduino Para o Desenvolvimento"( Bélgica, 1980 ); "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz"( 1986 ) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos, como Educador dos Continentes ( 1992 ). No dia dez de abril de 1997, lançou seu último livro intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo, vítima de um enfarto agudo do miocárdio.

POLÊMICA NA RELAÇÃO ENTRE MAÇONS E PRESBITERIANOS

domingo, 17 de setembro de 2006 16 comentários

Da Rede Presbiteriana de Comunicação - 15.09.2006.

Na noite de 21 de julho, na 36ª Reunião do SC-IPB que aconteceu em Aracruz (ES), entre os dias 16 e 22 de julho, uma decisão declara que a maçonaria não é compatível com a fé cristã. Novos membros ou novos oficiais que sejam filiados a essa ordem não serão aceitos. No entanto, em nome do amor cristão, membros e oficiais que já são maçons não serão convidados a deixar seus cargos ou a igreja, mas serão orientados a deixarem a maçonaria. Ao Espírito Santo foi deixada a tarefa de convencê-los a deixar a prática. Apesar da matéria ter sido aprovada pela grande maioria do SC (Supremo Concílio), não deixou de causar descontentamento em muitos irmãos. Muitos oradores propuseram substitutivos ao relatório da comissão que julgou a questão, mas os retiraram, ficando apenas um substitutivo redigido pelo rev. Hernandes Dias Lopes, que veio a ser aprovado. Para o rev. Marcos Lins, presidente do Sínodo de Pernambuco, a decisão foi equivocada. No artigo ao lado ele coloca sua opinião, que explica nesta entrevista. Ele considera a decisão do Supremo Concílio equivocada pelas sete razões que apresenta no artigo sobre o assunto: 1) Falta-lhe fundamento sólido; 2) Contraria a Constituição Federal; 3) É nula de pleno direito (contraria a Constituição da IPB); 4) É irônica; 5) É incoerente; 6) É usurpadora (só Deus é Juiz); 7) É desagregadora. Além disso, afirma que a Confissão de Fé de Westminster, no capítulo que trata sobre concílios dispõe textualmente: “Todos os sínodos e concílios, desde os tempos dos apóstolos, quer gerais quer particulares, podem errar, e muitos têm errado; portanto, não devem constituir regra de fé e prática...”

GRUPO ISLÂMICO AMEAÇA ATACAR ROMA

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Agência Estado, 16.09.2006.

O grupo radical islâmico iraquiano Khaiech al-Mujahedin prometeu neste sábado lançar ataques contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras de Bento XVI sobre o Islã e a jihad (guerra santa). "Juramos destruir sua cruz no coração de Roma. E que o Vaticano será golpeado e irá chorar por seu papa", anunciou o grupo, em um comunicado publicado na internet pouco antes da divulgação de uma mensagem em que o Vaticano lamenta a crise gerada em torno das palavras do pontífice. A facção também criticou "os cristãos ‘sionizados’ e os cruzados cheios de ódio” e qualificou Bento XVI de “cão dos cruzados”. Após a divulgação da nota do Vaticano, grupos islâmicos como a Irmandade Muçulmana classificaram a mensagem como "insuficiente", e exigiram um pedido de desculpas claro e pessoal de Bento XVI.
"Estas declarações não são um pedido de desculpas", disse o dirigente da Irmandade Muçulmana Abdel Moneim. "O Vaticano se limita a afirmar que as palavras do papa foram mal-interpretadas, mas não houve nenhuma má interpretação aqui. O papa deve reconhecer seu erro e pedir desculpas."
A polêmica teve início na terça-feira, quando Bento XVI usou uma referência ao imperador bizantino Manuel II Paleólogo, do século 14, para quem Maomé difundiu coisas más e desumanas, "como defender a fé pela espada". O mundo muçulmano reagiu com vigor e alguns de seus líderes compararam o papa a Hitler. Em Havana, onde participava da Cúpula dos Não-Alinhados, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, reagiu às palavras de Bento XVI afirmando que "ninguém pode transmitir uma mensagem distorcida do Islã".

Sobre esse episódio, eu apenas gostaria de dizer que o mal estar provocado entre as duas mais influentes denominações religiosas do mundo - Igreja Católica e o islamismo – é um indicativo claro da intolerância religiosa que existe ainda que de maneira camuflada. De ambos lados, neste caso. Apesar de todo um trabalho que se diz existir de conversa pacífica entre as religiões, a verdade é que, sempre que possível, alguém insiste em se movimentar no sentido de se considerar a maior e infalível em termos religiosos. De forma alguma, defenderei a forma como setores do islamismo consideram a religião e de sua disposição de destruir outras vidas em nome de uma fé cega e insana. Mas há um nítido interesse do Vaticano querer se impor ao atacar, ainda que sutilmente, os muçulmanos com esse discurso. É importante perceber que o ataque não foi aos grupos radicais islâmicos e sim à religião em sua base. É fundamental entender até que ponto esse diálogo do Vaticano com outras religiões e igrejas é diálogo mesmo ou imposição do ponto de vista de Roma sobre os demais. Vamos acompanhar os fatos para tentar encontrar essa resposta.

TV BANALIZA PECADOS EM SÉRIE NO FANTÁSTICO

domingo, 10 de setembro de 2006 1 comentários

Portal Terra, 10.09.2006.

Para aproveitar que os sete pecados capitais nunca saem de moda e sempre mexem com o imaginário das pessoas, o Fantástico, se prepara para lançar um quadro humorístico, com a participação de diferentes atores e atrizes. "Todos esses pecados estão dentro da gente. Só precisamos dosá-los, sem cometermos exageros, para não sermos pessoas ruins. Afinal, quem não nunca pecou?", argumenta, entre risos, o autor e diretor João Falcão.
O quadro terá a duração de quatro minutos e a estréia está prevista para 17 de dezembro. Segundo João Falcão, os sete pecados capitais sempre rendem boas histórias e diversas interpretações e análises. Por isso, diferentes atores vão mostrar uma visão bem-humorada sobre cada um dos pecados. "Num primeiro momento pensei em retratar apenas um dos pecados, que era sobre a ira. Mas, então, surgiu a idéia de falar sobre todos os outros e dar um tom de comédia, que é minha 'praia'", conta João Falcão.
O elenco escalado para interpretar os pecados foram: Betty Goffman e Aramis Trindade, vão falar sobre a "Gula"; a "Luxúria" será interpretada por Déborah Secco; o ator Selton Mello mostrará sua visão bem-humorada sobre a "Soberba" e Lázaro Ramos falará sobre a "Avareza"; Bruno Garcia vai interpretar o episódio da "Ira"; Luana Piovani o da "Preguiça"; e a dupla Marcello Antony e Vladimir Brichta o da "Inveja".
Os galãs Marcello Antony e Vladimir Brichta foram estrategicamente escalados para o episódio da "Inveja". "Como eles causam suspiros no público feminino, a inveja é revelada de uma outra forma e não pela beleza", ressalta. O diretor e autor conta que cada um dos personagens tem inveja da vida que o outro leva.

Infelizmente o pecado é tratado de maneira banal. Esse tipo de atitude leva as pessoas a pensarem que pecar é algo sem importância e que não devem se sentir culpadas por aquilo que fazem ou deixam de fazer. A Bíblia diz claramente, em I João 3:4, que "pecado é transgressão da lei", ou seja, é algo que fere a Deus e Seus princípios firmamente estabelecidos. É por isso que notícias como essa devem nos conduzir a uma reflexão.

ASTRÓLOGOS DÃO PALPITE SOBRE NEGÓCIOS E QUEREM FAZER ATÉ CURSO EM UNIVERSIDADE

domingo, 3 de setembro de 2006 3 comentários

Revista IstoÉ, semana de 04.09.2006

A história começou com uma ligação telefônica. De Portugal para o Brasil. A portuguesa Teresa Filipa da Costa Sá convidou o astrólogo brasiliense Francisco Seabra para uma palestra na cidade do Porto. Antes de tomar qualquer decisão, Seabra pediu a data, a hora e o local de nascimento de Teresa. Indiscrição e indelicadeza? Não. Seabra queria fazer o mapa astral de sua interlocutora. Vinte e quatro horas depois, outra ligação, dessa vez de Brasília para Porto. Teresa foi pedida em casamento e, quatro meses depois, desembarcava no Brasil. “Impossível não me casar com ela. Os astros mostraram, ela é a minha verdadeira cara-metade”, diz ele. Pode parecer loucura, mas o fato é que atualmente a própria ciência, antes tão refratária a coisas desse tipo, se debruça sobre histórias como essa para explicar a natureza da atração exercida pelos astros. Abre-se assim uma nova vertente da astrologia. E abre-se, também, uma nova polêmica tanto no meio acadêmico quanto nos consultórios astrológicos de sensitivos tradicionais. Grande parte dos profissionais desse ramo acha que entender o movimento dos astros e o impacto deles na vida das pessoas é uma combinação de sensibilidade e arte, jamais uma ciência.
Maurício Bernis, astrólogo: os métodos de avaliação permitem dar informações sobre negócios ou plano de carreiraNa Universidade de Brasília (UnB), considerada uma das cinco-estrelas no meio intelectual do País, já existe um curso dedicado ao estudo da astrologia com o objetivo de provar a existência e a dinâmica dos fenômenos astrológicos. “Embora não se conheça o tipo de energia que atua nesse campo, dá para formular uma equação matemática descrevendo as ocorrências astrológicas”, diz Álvaro Luiz Tronconi, professor do Instituto de Física da UnB. Em menos de dois anos de estudo, duas pesquisas desse Núcleo de Astrologia deram conta de validar cientificamente as previsões astrológicas. Coordenadas pelo engenheiro Paulo Celso dos Reis Gomes, do Instituto de Tecnologia, elas tentaram identificar, entre dois grupos de voluntários, quais estavam às vésperas de se casar e quais estavam angustiados com o exame vestibular. Evidentemente os astrólogos não sabiam quem era quem. Só tinham em mãos os dados necessários à elaboração do mapa astral de cada um dos 200 inscritos. Para dificultar o trabalho, foram incluídas pessoas com curso superior completo no grupo dos vestibulandos e foi incluída gente que nem sequer tinha namorado no time de noivos. O resultado foi surpreendente: 95% de acerto de quem estava mesmo nessa ou naquela situação.
A precisão dos astrólogos-cientistas foi tanta que chamou a atenção do deputado petista José Mentor – ele contratou os serviços de Seabra para saber suas chances de escapar da cassação em meados de abril. “O mapa dizia que deveria passar o aniversário em Los Angeles para receber energias favoráveis”, diz Seabra. A explicação: no dia do aniversário do deputado o Sol caía, em Brasília, na casa 12, referente ao isolamento. Mas em Los Angeles localizava-se na casa 10, ligada ao sucesso. “Era onde ele deveria estar, se quisesse ter alguma chance.” Mentor achou estranho, mas preparou as malas. Foi absolvido do processo em que era acusado de participar do esquema do “mensalão”.
Esses números impressionam, mas não convencem os cientistas em geral e, muito menos, os astrólogos tradicionais – que disparam as suas baterias contra a ciência ao mesmo tempo que vão perdendo terreno para sensitivos que atuam na cartomancia e quiromancia. Há quem insista no ponto que a astrologia só poderia ser considerada uma ciência com a descoberta dos princípios que regem a troca de “energia” entre homem, planetas e demais astros do Sistema Solar. “Se é que, ao menos, existe esse princípio de troca de energia”, diz o astrônomo Amauri de Almeida, da Universidade de São Paulo. Os estudiosos do espaço sabem, por exemplo, que a força gravitacional da Lua sobre a Terra interfere na altura das marés. Mas que força lunar influenciaria na forma como uma pessoa administra seus negócios ou no modo como organiza sua vida profissional? “A única troca de energia que a astronomia consegue identificar entre um corpo celeste e os humanos é a energia da radiação solar”, diz Ronaldo Rogério Mourão, um dos astrônomos mais conceituados do País. De fato, pegar um bronzeado é prova irrefutável dessa influência, mas não é disso que falam os astrólogos.
Para eles, a influência dos astros nas pessoas aconteceria em níveis intra-atômicos, um campo da ciência estudado pela física quântica – outra novidade que ganha corpo e irrita os astrólogos ortodoxos. Algumas teorias dessa área sugerem que a transmissão de energia entre os corpos do Universo não se dá por vias tradicionais, mas, isso sim, por um sistema de coordenadas. Seria como se um satélite GPS recebesse um sinal emitido por um corpo na Terra e o retransmitisse para outra parte do espaço.
O astrofísico inglês Percy Seymour acredita que algo parecido aconteça comcorpos celestes. Segundo sua teoria, que municia os astrólogos científicos, os astros funcionariam como as emissoras de tevê. Sol, Lua, planetas, asteróidese estrelas emitiriam sinais magnéticos captados pelo sistema nervoso do homem. Cientistas convencionais atiram pedras nessa tese. Mas um experimento recente realizado por físicos do Laboratório de Ciência da IBM, a gigante americana da informática, provou que dois elétrons podem trocar energia livremente se resfriados dentro de um mesmo campo magnético. Seymour defende a teoria de que aenergia entre os corpos no espaço se comporta de forma semelhante. Cada ser humano captaria com suas “antenas” pré-ajustadas pela genética os “programas” que lhe dizem respeito.
“Estamos avançando nesse campo de pesquisa”, diz Seabra, um dos idealizadores do núcleo de Astrologia da UnB, que deixara de ser ensinada nos centros universitários desde a morte do francês Jean Baptiste Morin de Villefranche. Autor do livro Astrologia gálica, Villefranche postulou as 25 regras que regem o trabalho da astrologia científica e seus modelos de cálculos são tão sofisticados que permitem fazer previsões de datas. Vale lembrar: Villefranche faleceu no dia 6 de novembro de 1656, às duas horas da madrugada, rigorosamente como ele próprio havia previsto dois anos antes.
Essa nova astrologia não pára de ganhar adeptos. Cresce, por exemplo, o número de empresários que dizem ter encontrado nos astros uma arma poderosa na administração de seus negócios. Um dos exemplos é o presidente do Banco Fator, Walter Appel. Em seu computador, juntamente com gráficos que apontam as oscilações da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo e as perspectivas de fechamento do pregão, consta diariamente a “opinião” das estrelas sobre o melhor investimento do dia. Um astrólogo foi pago para descobrir se o dia está bom para apostar em papéis de risco ou se a melhor rentabilidade está associada ao petróleo. A ajuda dessa “astrologia esclarecida” balançou até mesmo a Bovespa, que, há cinco anos, chegou a movimentar US$ 100 bilhões. Os operadores estimam que pelo menos 20% desse montante tenha sido regido também por astrólogos. “Com o aprimoramento dos métodos de avaliação, dá para fornecer informações específicas sobre negócios ou plano de carreira”, diz Maurício Bernis, um dos nomes mais procurados pelo sistema financeiro. Foi ele quem ajudou um importante banco brasileiro a escolher a melhor data para lançar suas ações no mercado europeu. Recentemente, até um time paulistano da segunda divisão aderiu à onda dos astros. Só falta agora os cientistas tradicionalistas e os astrólogos ortodoxos derrubarem as barreiras de preconceito para tentar entender, casando astros e ciência, qual é essa força que há milênios deixa a humanidade tão ligada às estrelas.

Além de condenar de maneira veemente a astrologia, a Bíblia declara, como em Daniel 2, que essa prática não tem qualquer base científica e nem ajuda a resolver problemas da vida humana. A solução não está em buscar conselho em quem diz que adivinha através dos astros como o Sol, Lua e planetas, mas no Senhor que criou tudo (Gênesis 1:1 e Salmo 24:1), mantém tudo e está disposto a ser o nosso único e suficiente guia em nossa vida emocional, negócios e área profissional.

PAPADO TEM POSIÇÃO DUPLA EM RELAÇÃO AO EVOLUCIONISMO

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Por Felipe Lemos

Neste último final de semana, o papa Bento XVI esteve reunido com professores e estudiosos para falar de evolucionismo. O interessante é que, conforme reportagem do jornal New York Times, a posição papal em relação ao assunto é, no mínimo, contraditória.
Não estou aqui acusando nem defendendo o papa em relação ao assunto, mas preciso dizer que fico surpreso com a opinião ambígua, ou seja, dupla do líder da maior religião cristã do planeta. De acordo com a reportagem do jornal, publicada neste sábado, dia 02, em 1996, por exemplo, o então papa João Paulo II declarou que o evolucionismo era mais do que uma hipótese, o que foi confirmado pelas palavras do então cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI. Essas afirmações parecem dizer que o papado vê com bons olhos o evolucionismo apesar desta teoria contradizer frontalmente o relato da criação bíblica.
Só que, conforme outros cardeais, atualmente Bento XVI se mostra preocupado com o evolucionismo moderno e alguns defensores que eliminam a possibilidade de Deus como criador. Está preocupado, mas apóia? Uma posição, com eu disse anteriormente, um tanto contraditória. Analisando essas opiniões, dá a impressão que há uma tentativa de se harmonizar o evolucionismo com a Bíblia, só que é uma tarefa complexa, para não dizer inviável. Ou então seria uma maneira política de agradar tanto os defensores do evolucionismo como os criacionistas?
Penso que qualquer liderança religiosa precisa ter definições bem claras em relação a assuntos como esse que estão intimamente relacionados com a fé das pessoas e com a formação do próprio homem e do mundo em que vivemos. O que não é possível entender é esse posicionamento dúbio.

Leia essa matéria, na íntegra, em inglês no seguinte link:
http://www.nytimes.com/2006/09/02/world/europe/02vatican.html?ref=science

 
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