Felipe Lemos, jornalista e mantenedor desse blog.
Uma mulher de Manaus, capital do Amazonas, anunciou em um jornal do estado que estava disposta a vender órgãos de seu corpo. Por um rim ou por células de sua medula óssea, pediu R$ 50 mil. A dona-de-casa Maria de Fátima Leite Motta pagou R$ 15 para que um anúncio circulasse nas edições de sexta-feira, de sábado e de domingo do "Diário do Amazonas". "Leilôo órgãos do meu corpo. Rim e medula, máximo de 50 mil", diz o classificado, de acordo com o diretor comercial do jornal, Alfredo Nascimento. O artigo 15 da lei 9.434 de 1997, que trata da remoção de órgãos para transplante, diz que é crime "comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano". A pena varia de três a oito anos de reclusão, além de pagamento de multa. Segundo a reportagem do jornal, Motta foi orientada pelo próprio advogado a fazer o anúncio, ao dizer a ela que não há nenhuma lei que impede a venda de partes do corpo. Motta também disse à publicação que, em um único dia, recebeu três ligações sobre a oferta feita no anúncio.
Mais do que um crime, conforme a legislação, esse fato demonstra que a falta de dinheiro ou, em outros casos, o desejo de se ganhar dinheiro de qualquer jeito, leva as pessoas a vender literalmente seu próprio corpo. O episódio dessa mulher em Manaus indica que há realmente um mercado de órgãos e que certamente vai além de uma patética publicação em jornal. O que pode estar por trás desse comércio criminoso é a ação inescrupulosa de grupos, inclusive internacionais, que estão agindo sorrateiramente e incentivando pessoas, muitas vezes desesperadas financeiramente, a participarem da venda de rins e medulas, por exemplo.
Só que esse comércio, além de extremamente perigoso para a vida de quem está envolvido, demonstra a absoluta falta de sensibilidade e de respeito ao próprio corpo. Além da evidente necessidade de investigação policial sobre o assunto, a venda de órgãos deve ser combatida pelas próprias pessoas aliciadas e que são estimuladas a fazer parte dessa cadeia criminosa. Não vale a pena ganhar dinheiro dessa maneira. Espero que se busque, a fundo, o que está por trás do anúncio dessa mulher de Manaus. Pode ser a ponta do iceberg, ou seja, só uma pequena demonstração de um esquema ilegal que infelizmente está virando prática comum em várias partes do mundo.
Uma mulher de Manaus, capital do Amazonas, anunciou em um jornal do estado que estava disposta a vender órgãos de seu corpo. Por um rim ou por células de sua medula óssea, pediu R$ 50 mil. A dona-de-casa Maria de Fátima Leite Motta pagou R$ 15 para que um anúncio circulasse nas edições de sexta-feira, de sábado e de domingo do "Diário do Amazonas". "Leilôo órgãos do meu corpo. Rim e medula, máximo de 50 mil", diz o classificado, de acordo com o diretor comercial do jornal, Alfredo Nascimento. O artigo 15 da lei 9.434 de 1997, que trata da remoção de órgãos para transplante, diz que é crime "comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano". A pena varia de três a oito anos de reclusão, além de pagamento de multa. Segundo a reportagem do jornal, Motta foi orientada pelo próprio advogado a fazer o anúncio, ao dizer a ela que não há nenhuma lei que impede a venda de partes do corpo. Motta também disse à publicação que, em um único dia, recebeu três ligações sobre a oferta feita no anúncio.
Mais do que um crime, conforme a legislação, esse fato demonstra que a falta de dinheiro ou, em outros casos, o desejo de se ganhar dinheiro de qualquer jeito, leva as pessoas a vender literalmente seu próprio corpo. O episódio dessa mulher em Manaus indica que há realmente um mercado de órgãos e que certamente vai além de uma patética publicação em jornal. O que pode estar por trás desse comércio criminoso é a ação inescrupulosa de grupos, inclusive internacionais, que estão agindo sorrateiramente e incentivando pessoas, muitas vezes desesperadas financeiramente, a participarem da venda de rins e medulas, por exemplo.
Só que esse comércio, além de extremamente perigoso para a vida de quem está envolvido, demonstra a absoluta falta de sensibilidade e de respeito ao próprio corpo. Além da evidente necessidade de investigação policial sobre o assunto, a venda de órgãos deve ser combatida pelas próprias pessoas aliciadas e que são estimuladas a fazer parte dessa cadeia criminosa. Não vale a pena ganhar dinheiro dessa maneira. Espero que se busque, a fundo, o que está por trás do anúncio dessa mulher de Manaus. Pode ser a ponta do iceberg, ou seja, só uma pequena demonstração de um esquema ilegal que infelizmente está virando prática comum em várias partes do mundo.

