O PREÇO DA DIGNIDADE

domingo, 22 de julho de 2007 0 comentários

Felipe Lemos, editor deste blog. Este comentário também foi ao ar na semana de 23 a 27 de julho na Rádio Novo Tempo dentro do programa Conexão Novo Tempo.

Considerei bem interessante reportagem da revista IstoÉ desse semana sobre a empresária Wilma Guimarães, que está cumprindo pena por causa daquele episódio de corrupção conhecido como o caso dos Anões do Orçamento, em 1994. Para quem não se lembra, vários deputados e outros políticos estavam envolvidos com fraudes no Orçamento da União e se responsabilizaram por milhões de Reais roubados dos cofres públicos. Só para variar, a maioria não foi punida. Mas, no caso de Wilma, foi diferente. Segundo a reportagem, na época ela comia filé mignon com pó de ouro. Em um de seus aniversários, chegou a servir 720 garrafas de champanhe Möet & Chandon. Comprou uma bolsa Louis Vuitton original só para carregar a cadelinha Babi e tinha nada menos que 160 pares de sapatos. Wilma transformou-se em símbolo dos “emergentes”. Mas agora, aos 45 anos, a ex-dama da noite brasiliense tem novo endereço: a Penitenciária Feminina de Brasília. A empresária foi condenada pelo Tribunal Regional Federal a seis anos de prisão por ter se utilizado de “laranjas” para criar contas bancárias e legalizar a propina do principal “anão” do Orçamento, o ex deputado João Alves, morto em 2004. Em vez de comer comida sofisticada, ela se contenta com a “quentinha” do presídio.
Como podem ser dramáticas as conseqüências de um erro. Durante muito tempo, essa empresária viveu com regalias que nem meio por cento da população brasileira tem acesso. Hoje tem de aprender a viver com quase nada e ainda aceitar que está pagando por um crime que ela admite que e cometeu. Mas o pior não é apenas a perda do dinheiro, da fama, da popularidade e das amizades interesseiras que para muitos é o mais importante. A empresária brasiliense perdeu a dignidade porque queria ter mais do que já tinha. Porque seu maior desejo talvez fosse sustentar um padrão de vida sem ter de trabalhar honestamente. E a dignidade não se compra. É conquistada com princípios e valores.
É por isso que, quando uma pessoa envolvida em corrupção ou quaisquer crimes, é punida por seu ato fica uma lição para a sociedade. Ganhar dinheiro de maneira ilícita, em todos os âmbitos, é fácil. Basta estar envolvido em algum conluio, em alguma trama ou esquema ilegal grande ou pequeno. Mas o desaparecimento da dignidade tem um preço muito mais alto. E alguns têm dificuldade em reconquistar essa característica, uma vez perdida. Olho aberto para quem pensa que o fim justifica os meios sempre...

CONHEÇA MAIS SOBRE A BÍBLIA

quinta-feira, 19 de julho de 2007 0 comentários

Amigo que visita esse blog!


Você tem percebido que esse é um espaço democrático de discussão de assuntos do cotidiano sob uma ótica bíblica. Coloco-me à disposição daqueles que desejem conversar e discutir mais acerca da Bíblia e do que esse livro sagrado contém. Os ensinamentos são vastos e sempre aprendemos mais ao relermos a Palavra de Deus. Existem excelentes sites que ajudam a conhecer mais a Bíblia, porém através do e-mail realidadeemfoco@gmail.com coloco-me à disposição para quem desejar quiser trocar idéias e estudar mais os ensinamentos bíblicos.


Que Deus nos abençoe e nos ajude a compreender mais acerca desse livro sagrado!


Felipe Lemos, editor desse blog.

PAI NÃO PAGA FIANÇA E DEIXA FILHO VICIADO NA CADEIA

segunda-feira, 16 de julho de 2007 1 comentários


Revista Época, Semana de 16.07.2007.

Juraci Martins, de 54 anos, vive da venda de embreagens remanufaturadas. Mora em Londrina, no Paraná, com a mulher, Lourdes, em um apartamento financiado de três dormitórios. O patrimônio do casal se resume a esse imóvel e a uma caminhonete Silverado. Os três filhos, duas mulheres e um homem, já saíram de casa. O caçula, Rodolfo, de 21 anos, tem problemas com álcool e drogas desde os 12. Juraci também foi dependente de álcool desde a adolescência. Diz ter se livrado do vício nove anos atrás.
Seria uma descrição trivial de uma família brasileira comum do século XXI, se um episódio raro não tivesse levado os Martins às manchetes de jornais de todo o país. No domingo 8, Rodolfo pegou escondido o carro do pai. Horas depois, dividia com outros 11 detentos uma cela no 2º distrito policial de Londrina. Fora preso em flagrante por dirigir alcoolizado e com a habilitação vencida, e por ter provocado um acidente (sem vítimas). Num país onde o álcool é apontado como responsável por metade das 35 mil mortes anuais no trânsito, sem que isso se reflita em punições severas para os infratores, o roteiro-padrão prevê que o pai pague a fiança e tudo seja esquecido.
No caso de Rodolfo, o valor dessa fiança era R$ 500, nada pesado para o orçamento da família. Mas Juraci decidiu deixar o filho preso, e a história foi parar no noticiário nacional. “Fiz isso por amor”, diz. O pai conta que, numa briga anterior com o filho, já o havia advertido de que, se ele fizesse algo errado e a polícia o pegasse, não pagaria a fiança. “Disse até que, se precisasse, pagava mais R$ 200 para ele continuar preso.”
Depois de ter dado algumas declarações à imprensa sobre o caso, Lourdes, a mãe, passou a evitar falar sobre o assunto. Abalada, até o final da semana passada não visitara o filho na detenção. Juraci diz que a decisão de não pagar a fiança foi tomada em comum pelo casal. “Não queria chamar a atenção para mim. Se o que eu fiz foi certo, também não quero confete. É muito triste você perder um filho para um traficante.”
A notícia, poucos dias depois do episódio em que um grupo de jovens cariocas agrediu uma doméstica e foi defendido pelos pais, revela que, em meio a uma suposta crise de valores na sociedade brasileira, nem todo pai está disposto a tolerar o crime dos filhos. Alguns afirmam que, se a situação dos Martins chegou a esse ponto, é porque faltou orientação paterna antes. Juraci afirma reconhecer sua parcela de responsabilidade, mas diz não se arrepender. “Errar, eu errei. Poderia ter passado mais tempo com ele. Mas nossos filhos sempre tiveram casa para dormir, comida, roupa e escola para estudar. Disso, nunca vão poder falar de mim e de minha mulher. Meu pai morreu cedo, quando eu tinha 11 anos, mas me ensinou o valor do trabalho e da honestidade.”
Não que Juraci não tenha tentado nada antes. Segundo o pai, Rodolfo foi internado duas vezes em clínicas. A primeira por nove meses e a segunda por cinco. Tudo isso teria custado R$ 20 mil à família. “Rodolfo tentava me agredir. Nos últimos tempos, eu chegava a correr para evitar briga. A pessoa que é viciada fala coisas que nem dá para descrever”, afirma Juraci. Antes de ser preso, o jovem morava na casa da família da namorada e não tinha emprego fixo.
“Eu poderia ter passado mais tempo com meu filho. Mas dei casa, comida, roupa e escola. Disso nunca vão poder falar”
Bebê nascido prematuro, sempre muito franzino, Rodolfo largou os estudos assim que completou o ensino fundamental. “Ele achava que não precisava estudar para ganhar dinheiro”, diz o pai. “Cansei de falar: ‘Rapaz, se você usasse essa sua inteligência para o trabalho, para as coisas boas...’”. Aos 16 anos, o filho confessou, diz o pai, que fumava maconha desde os 12. “Depois, vieram a cocaína e o crack. Este último é maldito, porque acaba com a pessoa.”
Rodolfo pode ser solto na quarta-feira 18, desde que a fiança seja paga. Juraci diz que não imagina qual será a reação do filho no primeiro encontro, mas que já sabe o que dirá a ele: “E então, Rodolfo? Vamos procurar um tratamento para curar isso de uma vez? Estamos aqui, somos sua família e queremos ajudá-lo”. Está à procura de uma clínica “que tenha também espiritualidade, que ensine as coisas de Deus para ele”. O motivo tem a ver com seu próprio passado. Foi em encontros da Igreja Católica que Juraci diz ter se livrado do vício do álcool.

A NOVA (E NOCIVA) LIBERAÇÃO SEXUAL

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Revista IstoÉ, Semana de 16 de julho de 2007.
Com grifos acrescentados por Felipe Lemos. Preferi não colocar fotos, pois as imagens de capa da revista foram de mau gosto.

Então chega o momento em que a alma se aquece e as contrações involuntárias se alongam por compassados segundos. Ah, o relaxamento profundo, o faiscante brilho no olhar e o incontornável sorriso no rosto. A deliciosa sensação do tempo que pára e problemas que somem. Pois a desejada oportunidade de retornar sempre ao prazer, sem culpas nem traumas, está agora ao alcance de uma geração inteira de brasileiros. Pela primeira vez, o reconforto do sexo é algo igualmente acessível a homens e mulheres, finalmente libertados da moral católica, das convenções sociais e de uma repressão histórica. Antes encarado como um prêmio da relação amorosa, a realização do desejo passou a ser direito de uma juventude que se inicia mais cedo, tem mais parceiros e se casa mais tarde.
“A grande revolução é feminina”, diz a psiquiatra da Universidade de São Paulo (USP), Carmita Abdo. “Elas fazem sexo sem estar apaixonadas.” Coordenadora do Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, o primeiro trabalho completo sobre o tema, que ouviu cerca de sete mil pessoas em 20 capitais, em 2004, Carmita antecipou a ISTOÉ os novos resultados da atualização dessa pesquisa. E eles mostram que uma revolução está em curso. Veja o caso das meninas: em 2004, a moça que tinha entre 18 e 25 anos havia perdido a virgindade aos 17. Atualmente, ela se inicia sexualmente aos 15 anos, a mesma idade dos rapazes. Foi a mudança acelerada no comportamento delas que ajudou a modificar um costume deles. No caso dos homens, virou coisa de antigamente começar a vida sexual com garotas de programa. Consolidou-se a tendência de que a primeira relação aconteça entre colegas de escola, vizinhos ou amigos.
Paralelamente, o brasileiro vem adiando cada vez mais o casamento. Dados do IBGE mostram que a troca de alianças acontece, em média, aos 28,5 anos – eles, aos 30,2 anos e elas, com 26,8. Há apenas uma década, a geração anterior se casava, em média, com 26,1 anos. Nesta nova perspectiva de vida, em que o jovem transa pela primeira vez mais cedo e se casa mais tarde, é natural uma multiplicidade de parceiros. Mudou, portanto, a acepção do que antes se chamava “ficar”.
"Ficar virou sinônimo de fazer sexo”, explica Carmita Abdo. “O jovem, hoje, fica com alguém e não estabelece nenhum tipo de compromisso ou vínculo. O sexo virou um prazer que ele vê como um direito e não como um prêmio de uma história afetiva construída.” Esse é o mais novo traço da liberação sexual que ocorre entre os jovens.
O paulista Ricardo Gazarra Pizone é um exemplo dessa geração. Solteiro, ele mora com os pais e sai à noite quatro vezes por semana. Diz que nunca voltou para casa sem “beijo na boca”. “Num domingo do mês passado, beijei 19 mulheres e transei com três em uma festa”, garante Ricardo, comerciante de 25 anos, que já freqüentou um motel com três garotas. Em 2005, em um carnaval fora de época, ele afirma ter beijado 53 meninas em cinco horas – uma a cada dez minutos, em média. “Não sinto nenhuma culpa por agir assim, porque jogo aberto. Digo antes que não quero nada sério.”
De acordo com o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, os homens entre 18 e 25 anos afirmam ter 4,2 parceiras sexuais durante um ano. Parceira sexual é mais do que uma transa de apenas uma noite, é alguém com quem o encontro teve alguma seqüência. Já as mulheres dizem ter 1,6 parceiro sexual anualmente. Se imaginarmos que essa garota começa a vida sexual aos 15 anos e se casa aos 27, ela poderá ter 19 parceiros até trocar alianças. Um quadro bem diferente do passado. Quarenta anos atrás, a moça transava pela primeira vez aos 22 anos com o namorado com quem se casaria ou, no máximo, com alguém que imaginasse ser o príncipe encantado que a levaria ao altar. Segundo os especialistas, nunca em nenhuma época da era contemporânea o sexo esteve tão desvinculado do casamento.
Ricardo diz ter beijado 19 meninas e transado com três numa única festa
O curioso é que essa geração nasceu e/ou cresceu diante da propagação da Aids, mas a doença não pôs um freio na multiplicidade de parceiros, como se imaginava. O jovem domina plenamente os meios contraceptivos – embora nem sempre os utilize corretamente – e a liberdade sexual cresce de forma avassaladora. “Foi mal veiculada e mal captada a mensagem sobre a Aids. Enquanto se divulgava “não transe sem camisinha”, a garotada entendia “use o preservativo e faça sexo”. Foi um convite para o sexo sem preocupação”, opina Carmita, da USP.
O ambiente erotizado da juventude de hoje favorece essa ebulição sexual. No fim dos anos 80, a nudez nas novelas e a genitália exposta no Carnaval arrepiavam muitas famílias e geravam polêmica. Hoje, ambos ganham closes cada vez mais ousados na tevê. Na internet, o jovem encontra sexo protegido, de fácil acesso e, por meio dela, também agenda encontros. Mais: para dar o toque de fantasia, uma conotação festiva, a esse encontro, pode recorrer aos sex shops, que deixaram o submundo e estão cada vez mais visíveis nas esquinas das grandes cidades.
Com tantas possibilidades, não passa pela cabeça dessa juventude unir-se a outra pessoa para ter atividade sexual ou se libertar dos pais, como ocorria antes. Com isso, o casamento deixou de ser a espinha dorsal em torno da qual se desenha uma trajetória. A jornalista paulista Denise Molinaro, 31 anos, recebeu cinco pedidos de casamento (aos 19, 22, 26, 27 e 30 anos) e recusou todos. “Quero casar somente depois dos 32”, afirma ela. “Minha mãe fica horrorizada, mas sempre pensei assim. Tenho de crescer profissionalmente, viajar, conhecer lugares e pessoas antes.”

Resumo: sexo livre, sem compromissos, não atrelado ao casamento e a nenhuma relação estável. Realmente nesse caso o que importa é quantidade e não qualidade de relacionamento. O ambiente erotizado evidentemente estimula esse tipo de comportamento. Mas culpar apenas televisão e Internet é fácil. E quem considera legal observar tudo isso e apóia filhos e filhas a terem essa atitude de encarar o sexo dessa maneira? É simplesmente hipócrita atribuir aos meios de comunicação a responsabilidade de tudo. É evidente que só se divulga porcaria em geral na programação televisiva e na web, mas quem consome isso por livre e espontânea vontade é totalmente responsável por seus atos. E quem bate palmas e facilita o acesso para crianças, adolescentes e jovens tem grande parcela de participação nisso tudo. É fundamental abandonar o cinismo nesse assunto.

MAIOR CRUZ DO MUNDO SERÁ CONSTRUÍDA EM NAZARÉ

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Click RBS, 16.07.07.

Um grupo de cristãos lidera um projeto para a construção, no centro de uma igreja em Nazaré, em Israel, de uma cruz de 60 metros de altura decorada com 7,2 milhões de azulejos. De acordo com o jornal Maariv, será a maior do mundo diz hoje o jornal . Segundo fontes cristãs citadas pela publicação, a iniciativa foi apresentada pela Fundação Cruz de Nazaré, formada por cristãos da região e de outros países, e que tem trabalhado para obter doações internacionais e as permissões necessárias.
Os nomes dos contribuintes serão escritos nos azulejos que decorarão a cruz e, ao redor dela, será construído um centro de estudos e um museu onde se mostrará a vida de Jesus e os mais de dois mil anos da história cristã.
Segundo o jornal, a idéia de construir a cruz surgiu na cidade da Anunciação e o projeto foi elaborado discretamente para evitar a oposição dos muçulmanos.
Há cinco anos, as comunidades se enfrentaram pelos planos dos muçulmanos de construir uma grande mesquita junto à Basílica da Anunciação. Estima-se que 30% dos 70 mil moradores da cidade sejam cristãos, e outros 65% muçulmanos.
Foi em Nazaré, segundo a tradição cristã, que o anjo Gabriel anunciou à Virgem Maria que ela seria a mãe de Jesus. Apesar da existência de outras cruzes grandes no mundo, como a de Effingham, nos Estados Unidos, e a do Vale dos Caídos, na Espanha, quando terminarem as obras, a cruz de Nazaré será a maior por seu tamanho. O projeto foi apresentado à Prefeitura de Nazaré, que ainda não se pronunciou.

O grande objetivo dos seres humanos parece ser o de criar monumentos a sua fé. Mas o significado da cruz vai muito além de um emblema, de uma obra, de uma representação. Biblicamente significa a salvação concedida a cada um através da morte de Jesus Cristo. Achei curioso que o nome dos colaboradores estará inscrito na cruz. Será que o nome de cada pessoa, pela qual Jesus morreu, já não está inscrito ali espiritualmente falando?

PROMOTORES DESISTEM DE PROCESSO CONTRA DEUS

quinta-feira, 12 de julho de 2007 0 comentários

Portal Terra, 12.07.2007.
Sugestão de Jonas Cordazzo.

Uma ação legal contra Deus foi arquivada na Romênia porque os promotores não conseguiram encontrar o endereço do acusado, desistindo do caso. Pavel Mircea, da cidade de Timisoara, que cumpre sentença de 20 anos de prisão por assassinato, inicou processo contra Deus há dois anos. "Deus e eu fechamos um contrato quando eu fui batizado e Deus não respeitou sua parte no acordo", diz o texto do processo, segundo o site Ananova. "Ele deveria ter me protegido do mal em vez de dar-me a Satã, que me encorajou a matar".
Mircea ainda pede compensação financeira por todo dinheiro que gastou em velas e serviços da Igreja, que também não o ajudaram. Mas os promoters decidiram largar o caso depois de dois anos. "Não conseguimos encontrar o endereço de Deus. Ele não tem casa", disse um porta-voz.

Ah! Se Deus fosse cobrar tanta incredulidade, presunção e egoísmo, quem conseguiria pagar uma dívida dessas??? Essa notícia só não é mais absurda, porque infelizmente muitas pessoas consideram Deus como um sócio do tipo banco que paga todas as contas. Esse tipo de pensamento permeia a mente de muitos que consideram que, não importa o que façam na vida, Deus deve livrá-los de todas as conseqüências de possíveis e reais erros cometidos.

VATICANO DIZ QUE A IGREJA CATÓLICA É A ÚNICA

terça-feira, 10 de julho de 2007 14 comentários


Portal Terra, 10.07.2007 (original Agência Reuters)


O Vaticano disse na terça-feira que outras denominações cristãs além da Igreja Católica Apostólica Romana não representam plenamente Jesus Cristo. Um documento de 16 páginas escrito pela Congregação para a Doutrina da Fé, órgão doutrinário que já foi dirigido pelo papa Bento 16, descreve as Igrejas Ortodoxas como igrejas verdadeiras, mas que estariam sofrendo de uma "ferida" por não reconheceram o primado do papa.
O documento diz que "a ferida é ainda mais profunda" no caso das denominações protestantes.
O documento reforça o polêmico texto "Dominus Iesus", emitido em 2000 pelo então cardeal Joseph Ratzinger (o atual papa desde abril de 2005), propondo-se a esclarecê-lo devido a supostos mal-entendidos por parte de alguns teólogos católicos. Este é o segundo documento em quatro dias no qual Bento 16 reafirma a tradição católica. No sábado, ele havia assinado um decreto readmitindo a missa em latim ao lado da liturgia moderna em idiomas locais.
O novo documento salienta que o diálogo com os outros cristãos continua sendo "uma das prioridades da Igreja Católica".
O texto foi emitido pelo cardeal William Levada, sucessor de Ratzinger como chefe de questões doutrinárias. Ele complementa o decreto sobre a missa em latim no seu objetivo de corrigir interpretações "errôneas ou ambíguas" do Concílio Vaticano 2o (1962-65).
O documento disse que a abertura do Concílio a outros credos reconhecia haver "muitos elementos de santificação e verdade" em outras denominações cristãs, mas salientava que só o Catolicismo tinha todos os elementos para ser a Igreja plena de Cristo.
O padre Augustine di Noia, subsecretário da Congregação para a Doutrina da Fé, disse que o documento não altera o compromisso com o diálogo ecumênico, mas visa a afirmar a identidade católica nessas conversas.
"A Igreja não está recuando no compromisso ecumênico", disse Di Noia à rádio do Vaticano. "Mas, como vocês sabem, é fundamental em qualquer tipo de diálogo que os participantes sejam claros sobre sua identidade. Ou seja, o diálogo não pode ser uma ocasião para acomodar ou abrandar aquilo pelo que você realmente se entende."




Na minha opinião, aberta oficialmente a temporada da intolerância religiosa por parte da Igreja Católica ao considerar todas as demais denominações como incapazes de representar a Cristo. Se contrastarmos várias doutrinas católicas com a Bíblia veremos uma discrepância clara. Em nome de uma tradição humana, foram criadas superstições que perduram até hoje e são apresentadas como verdades bíblicas. O mais grave nessa declaração oficial e documentada é que a Igreja Católica espera que as demais denominações se curvem diante da autoridade papal e abdiquem de suas considerações bíblicas em favor dos dogmas instituídos e defendidos pelo Vaticano. Trata-se de uma incoerência absurda, tanto que o próprio Vaticano se mostrava interessado em avanços no processo do ecumenismo. Além disso, o Vaticano é um estado independente, ou seja, uma nação reconhecida com assento na ONU, portanto não poderia efetuar essa mistura nefesta de religião com poder político, mas está fazendo isso, há décadas, e intensificando nos últimos anos. Como um país administrado sob o aspecto religioso-político pode querer pretender ser a única representação fiel do cristianismo em um mundo onde a liberdade religiosa é uma das principais conquistas? Seria essa uma atitude ética cristã ou profundamente arrogante e pretensiosa? Questões para a análise dos prezados internautas, católicos, evangélicos, ateus, ou de outras religiões.

 
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