MULHER FALA DE FUGA DE SEITA POLÍGAMA APÓS 20 ANOS

terça-feira, 11 de setembro de 2007 0 comentários

Portal Terra, 11.09.2007.

Sara Hammon, 34 anos, viu algumas de suas irmãs serem tiradas da escola para casar com homens que nem conheciam. Temendo o mesmo destino, ela fugiu de casa na cidade de Colorado, no Estado do Arizona, Estados Unidos, quando tinha ainda 14 anos.
Ela deixou para trás 19 mães, 74 irmãos e irmãs, assim como um pai que ela diz nunca lembrar de seu nome, mesmo tendo molestado-a freqüentemente. Sara, que foi a primeira jovem de 14 anos a abandonar a seita, também deixou para trás uma cultura que acredita ser opressora às mulheres.
Hammon relatou à rede de televisão CNN detalhes de sua vida dentro da seita polígama na qual vivia. Seu líder, Warren Jeffs, está preso na cadeia de Purgatory, no sul do Estado de Utah, e seu julgamento deve começar em 10 de setembro.
Ele está sendo acusado de cumplicidade em estupro, por sua interferência para forçar o casamento entre um de seus primos e uma menina de 14 anos. Além disso, deve enfrentar diversas outras acusações de delitos sexuais no Arizona.
"Provavelmente a pior parte dessa teologia é o tratamento dado à mulher, assim como os ensinamentos de que ela não é igual ao homem. Elas devem ter um marido para conseguir alcançar o mais elevado nível do céu. E não apenas um marido, porque elas devem permitir que ele tenha duas outras mulheres", afirmou.
Hammon nasceu em Hilldale, no Estado de Utah, mas cresceu em Colorado City, onde seguidores dos Jeffs - presidente e profeta da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (FLDS, sigla em inglês), que pratica a poligamia livremente.

Em discussão, não estão os méritos de uma igreja ou outra, mas o princípio bíblico. Deus nunca aprovou a poligamia e, nos relatos bíblicos, é possível constatar os efeitos desastrosos dessa prática. Jacó acabou assumindo duas esposas e entre elas houve dificuldades motivadas por ciúmes e inveja. O mesmo aconteceu com Elcana, que era casado com duas mulheres, sendo uma delas (Ana) estéril e que se tornou motivo de humilhação. O próprio rei Salomão, filho de Davi, tão conhecido por sua sabedoria, manteve várias mulheres e reconheceu, nas palavras do livro de Eclesiastes, que a vida digna estava em viver apenas com uma mulher. Princípio que ele não teve por muito tempo e que certamente o levou para mais longe dos caminhos de Deus.

Escolas adventistas aparecem entre as melhores do País

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Revista Veja, Semana de 11.09.2007.

O ensino religioso remonta aos primórdios do Brasil colonial. Foram os padres jesuítas, patrocinados pela coroa portuguesa, os fundadores de algumas das primeiras escolas brasileiras no século XVI. A educação, no Brasil de então, se prestava basicamente a disseminar o catolicismo e arrebanhar fiéis. Nos séculos seguintes, outras ordens religiosas vieram movidas pelo mesmo propósito: elas esparramaram tantas escolas pelo país que, juntas, chegaram a concentrar 80% das matrículas do ensino médio nos colégios particulares, como revela um censo do início do século XX. Reinaram sem concorrência na elite do ensino até a década de 60, quando uma leva de escolas privadas começou a lhes roubar espaço, e elas tiveram de se reformular pela primeira vez para sobreviver aos novos tempos. Foi aí que os colégios confessionais se aproximaram dos laicos, ao se tornar menos doutrinários e desobrigar os estudantes de velhos hábitos, como ir à missa ou comungar. A segunda mudança nessas escolas é recente, e está sendo impulsionada por outro fenômeno de mercado: o surgimento de grupos privados de ensino, mais profissionais na gestão e tão ou mais eficientes nos resultados acadêmicos. Resume o especialista Claudio de Moura Castro: "Ninguém mais matricula o filho numa escola só porque ela ensina religião, como ocorria antes, mas, sim, por oferecer um conjunto de bons serviços".
É justamente nesse quesito que muitas das escolas confessionais têm falhado, segundo mostra uma nova pesquisa sobre o assunto. De acordo com os dados do Ministério da Educação (MEC), as matrículas nos colégios católicos chegaram a cair 20% ao longo da última década. Estabilizaram-se, mas hoje não saem do lugar. O trabalho revela que, no mesmo período, crescia a um ritmo surpreendente um outro tipo de escola religiosa: os colégios comandados pelos adventistas, egressos de um ramo protestante dos mais tradicionais da igreja evangélica. O fato chamou a atenção dos especialistas. Já são 318 dessas escolas no país, com 37% mais alunos do que dez anos atrás. Elas sobressaem em meio a milhares de outras não só porque proliferam rapidamente, mas também por seu bom nível acadêmico, aferido por medidores objetivos: algumas das escolas adventistas já aparecem entre as melhores do país nos rankings de ensino do MEC.

Jesuítas catequizam índios no Brasil colonial: predomínio do ensino religioso
Os especialistas são unânimes em afirmar que um dos fatores que impulsionam essas e as outras escolas religiosas que dão certo no Brasil são valores que os pais acreditam ver nelas reunidos. É algo difícil de mensurar, mas foi bem mapeado por uma nova pesquisa que ouviu 15 000 pais de estudantes brasileiros de colégios religiosos. Ao justificarem sua escolha por uma escola confessional, eles foram específicos: acham que esses colégios são mais capazes de difundir valores "éticos", "morais" e "cristãos" (mesmo que eles próprios não sejam seguidores de nenhum credo). Um exemplo concreto do que agrada aos familiares, no caso das escolas adventistas: o incentivo local ao convívio das crianças com a natureza. Em vários dos colégios, cachorros transitam livremente pelas salas de aula e, num deles, o contato estende-se ao Pequeno Éden, um pátio por onde perambulam pôneis e galinhas. Em Embu das Artes, cidade de São Paulo onde fica a escola que sedia o tal "Éden", a diretora explica que a idéia é reproduzir o "clima do paraíso". O que também agrada a pais de todos os credos são as regras conservadoras ali aplicadas, entre elas a proibição de brincos e colares, para as meninas, e cabelo comprido, para os meninos. "Quero minha filha num ambiente onde se cultivem a disciplina e os bons hábitos", resume a secretária Vanda Balestra, mãe de Ludmila, de 16 anos. A jovem é católica e compõe o grupo dos 70% de estudantes matriculados em escolas adventistas que não seguem a religião.

Em sala de aula, onde se acompanha o currículo do MEC, são basicamente dois os momentos em que essas escolas se diferenciam das demais. O primeiro é nas classes de religião, muitas vezes diárias, durante as quais são entoados, com vigor fora do comum, cantos bíblicos como "A Bíblia é palavra de vida / Um canto de amor que Deus escreveu para mim" e crianças de 4 anos, como a pequena Larissa Conrado, manuseiam a versão infantil do Velho Testamento. Outra diferença aparece nas aulas de ciências, nas quais os estudantes são apresentados, sem nenhuma espécie de visão crítica, à explicação criacionista do mundo, segundo a qual homens e animais foram criados por Deus, tal como está na Bíblia. Esse, sim, é um evidente atraso. Historicamente, o criacionismo vigorou no meio acadêmico até o século XIX, quando foi superado pela teoria da evolução de Charles Darwin, que pela primeira vez esclareceu a origem dos seres vivos com base em evidências científicas. Em escolas de estados mais conservadores nos Estados Unidos, ainda hoje o criacionismo predomina – e Darwin é banido do currículo. No caso dos colégios adventistas brasileiros, as crianças aprendem as duas versões. A diretora de uma das escolas, Ivany Queiroga da Silva, explica como a coisa funciona: "Deixamos claro nosso ponto de vista, criacionista, mas damos a chance de os alunos conhecerem os dois lados". Por quê? "Respeitamos todos os nossos clientes. Além disso, eles precisam conhecer Darwin para passar no vestibular."

Esse pragmatismo dos adventistas é outro fator que ajuda a explicar o sucesso de suas escolas. Enquanto muitos dos colégios católicos ainda são administrados de modo mais antiquado, tal qual um século atrás, os adventistas implantaram um novo conjunto de medidas para profissionalizar a gestão. Do primeiro colégio, inaugurado em 1896 na cidade de Curitiba, foi-se das aulas dadas por pastores no quintal da igreja às atuais unidades, nas quais diretores freqüentam cursos superiores de administração escolar e os melhores professores recebem bônus no salário. Reconhecidos pelo mérito, eles rendem mais em sala de aula – algo básico, mas ainda raro no Brasil. Para traçarem seu plano de expansão, os adventistas, que já são donos de seis universidades e uma editora de livros didáticos, também não hesitaram ao contratar consultores para definir "as demandas do mercado". Foi decisivo para saber onde abrir novas unidades. Em 2008, eles pretendem inaugurar uma universidade e mais vinte escolas. Conclui o professor Orlando Mário Ritter, um dos diretores da rede adventista: "Para nós, encarar a educação como negócio não é sacrilégio. Estamos, afinal, no século XXI". Falta ainda a essas escolas, no entanto, entender que o criacionismo foi superado pela ciência há mais de um século.
É gratificante constatar que uma publicação de influência nacional, como a Revista Veja, produza reportagem que reconhece a relevância da educação adventista para a sociedade. É a evidência de que as ações efetivas em prol da sociedade, realizadas por denominações religiosas, como a Igreja Adventista do Sétimo Dia, são importantes e recebem o devido crédito. Em destaque não está apenas uma instituição centenária, mas o cumprimento de uma missão religiosa. Educar jovens com princípios éticos, morais e religiosos é a proposta da educação adventista e essa reportagem vem exatamente nesse sentido. Pena que o preconceito contra o criacionismo perdura, mas a reportagem é interessante sob o ponto de vida da Igreja a serviço da sociedade.

Professor de Teologia discute tese de ateísmo

domingo, 2 de setembro de 2007 0 comentários


Entrevista concedida à Agência Brasileira de Jornalismo do Unasp.
Por Wendel Lima.

No último dia 12/08, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma entrevista com um dos críticos mais ferozes da religião. O renomado cientista britânico Richard Dawkins, considerado em 2005 pela revista Prospect como o terceiro maior intelectual da atualidade, soma em seu currículo prestígio acadêmico com o editorial. É professor de Compreensão Pública da Ciência na centenária universidade de Oxford e autor de vários best-sellers, como o último traduzido para o português: Deus, um delírio. Dawkins parece ter deixado a argumentação puramente científica há algum tempo, e ter escorregado para o campo da subjetividade da sua visão de mundo. Talvez seu sucesso midiático seja melhor explicado pela credibilidade dos seus títulos, do que pela originalidade de suas críticas. Os ataques que ele desfere contra a fé não são originais. Ressuscitam vários temas recorrentes, como uma explicação para o sofrimento humano, o histórico alienador e intolerante de algumas religiões, além da impossibilidade de se “provar” o sobrenatural. Para responder aos questionamentos de Dawkins, ouvimos um acadêmico que também é religioso. O professor Adolfo Semo Suárez, boliviano de nascimento, mas brasileiro por opção, está concluindo o seu doutorado em Ciências da Religião na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). Ele também é graduado em pedagogia e teologia e atualmente é professor de ensino religioso para os cursos do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Nessa entrevista, Suárez fala sobre as grandes contribuições do cristianismo para a humanidade, procura responder às principais críticas feitas à fé cristã e mostra porque religião e razão não são excludentes.
1) Em suas respostas, Dawkins dá a entender que vê a fé como diametralmente oposta à razão. Ele diz que sua aversão à religião está baseada em evidências, ao contrário dos religiosos que se fundamentam apenas num livro sagrado. Fé e razão são excludentes?
Alguns leigos e teólogos afirmam que a fé não depende em absoluto da razão. Eles seguem nisso a famosa pergunta de Tertuliano: “Que tem Atenas a ver com Jerusalém?”. Esta dicotomia revela certa confusão. “Atenas” representa aqui a filosofia humana especulativa, em que se acha ausente ou se nega a possibilidade de uma revelação especial de Deus (tal como apresentada na Bíblia). Todavia, se a filosofia adotada tem espaço para a revelação especial, então não vejo nenhum problema na aceitação do binômio fé e razão.
Mas, o que é a razão? A razão é a atividade mental empregada na busca da verdade, e nenhum sistema filosófico se recusa a valer-se dela. O homem pode pensar sem fazer uso da razão, e os que afirmam que esta não desempenha um papel destacado na fé religiosa, mostram ser muito ingênuos. Aqueles que discordam da importância da razão para as coisas espirituais e religiosas, se esquecem que o seu próprio poder de argumentação só é possível porque usam a razão.
Podemos então afirmar sem medo que a fé está baseada necessariamente no intelecto. A maior parte das pessoas não crê em uma coisa a menos que tenha sentido. E como buscam a verdade na religião, esperam que lhe seja explicada de forma inteligente e clara. Apesar de a fé incluir a aceitação de declarações proposicionais que não podem ser “demonstradas” pela razão ou empiricamente, também inclui decidir e agir segundo ditas proposições intelectuais. Afinal, a religião é mais do que uma atividade para alcançar paz de mente, um propósito de vida e felicidade. Certamente obtemos tudo isso, mas há algo mais. Nós cremos que a verdadeira religião deve estar arraigada à realidade, que ela deve fazer afirmações verdadeiras sobre a realidade. Daí que a fé precisa estar ligada à razão a fim de alcançar a vida como um todo.
Por sua vez, a razão e o conhecimento científico têm suas limitações metodológicas e conceituais. Os grandes temas da existência humana não obtêm resposta apropriada por parte do puro racionalismo e conhecimento científico. Pois ainda que o conhecimento científico seja o mais cultuado e valorizado na atualidade, não trata, apropriadamente, das questões que mais inquietam as pessoas: sua origem e destino.
2) O professor de Oxford não acredita que a crença religiosa seja uma necessidade natural e indispensável ao ser humano. Apesar de todas as culturas apresentarem alguma manifestação religiosa, das mais remotas às mais desenvolvidas, ele vê a religião como um elemento de contribuição para o processo de evolução da humanidade, que aos poucos será abandonado. O senhor concorda?
Se alguém parte do pressuposto que a crença religiosa é dispensável, todo seu arcabouço ideológico será pautado por esse pensamento. Todavia, a própria cultura humana contraria esse argumento. É curioso notar, por exemplo, que mesmo numa época de tanto racionalismo, as pessoas não abandonam suas crenças religiosas. O historiador britânico Philip Jenkins aponta que nas próximas décadas teremos uma sociedade cada vez mais cristianizada nos moldes “tradicionais” e “conservadores”.
Fiodor Dostoievski afirmava, com propriedade, que uma grande prova de nossa carência de Deus reside no fato de que, mesmo com tantas tragédias e questionamentos, a humanidade nunca pára de manifestar uma busca pelo divino. Portanto, o abandono da religião é contrariado pelas pesquisas e pela cultura em geral. Uma prova disso é que até os que “não crêem” manifestam crença em algo “além da razão”. Como diz o cientista da religião Jung Mo Sung, quando seres humanos propõem um sentido da vida que vai além da vida mesma, eles estão, na verdade, criando ídolos – criações humanas elevadas à categoria de absoluto.
Além disso, o psicólogo Victor Frankl entendia que a busca de um sentido para a vida e todo o vazio interior que vez por outra nós sentimos são, nada menos, que o reflexo de uma carência de Deus, que manifestamos em atos cotidianos. E percebe-se que essa carência tem aumentado no decorrer da história. Ainda, por ironia, vemos comunidades daqueles que não crêem, numa espécie de “religião dos sem religião”.
3) Talvez por ironia, o cristianismo produziu seus maiores críticos. Vemos por exemplo, que Nietzche, Marx e Freud vieram de famílias religiosas. O que explica essa aversão e, no caso de alguns, até ativismo contra a fé?
Isso mostra que existe a religião saudável e a religião alienante. Não vamos também afirmar com ingenuidade que todas as propostas e crenças religiosas são boas, porque isso não é verdade. Quanto aos maiores críticos da religião terem sido um dia “religiosos”, posso afirmar que essa mudança pode ser resultado de traumas criados por uma crença religiosa alienante e repressiva, ou “geradora” de conflitos pessoais.
No caso de Freud, seus conflitos familiares – analisados profundamente por Ana-María Rizutto em sua obra Por que Freud rejeitou Deus? – quase como que o “empurraram” a uma vida de descrença: sua negação da figura frágil de seu pai, sua experiência de abandono por parte de sua babá, numa fase importante da vida dele, etc. Vemos, então, que o desapontamento ou a desilusão realmente pode produzir críticos ferrenhos, e isso não vale apenas para a religião.
4) A negação da existência de Deus (ateísmo) e a atitude de incerteza diante da existência de uma divindade (agnosticismo), também não seriam formas de crença religiosa?
Não creio que seja necessariamente uma forma de “crença religiosa” nos moldes do cristianismo. Mas, no mínimo, é uma maneira de entender que a preocupação com o Transcendente não conhece fronteiras ideológicas. É mais ou menos nessa linha que trabalham Umberto Eco e Carlo Maria Martino em sua obra Em que crêem os que não crêem?. O livro A espiritualidade para céticos, do filósofo Roberto Solomon, também aponta indícios da necessidade da “Verdade cósmica” para qualquer pessoa, incluindo ateus e céticos. Outras publicações recentes, como A linguagem de Deus (Dr. Francis Collins) e A religião do cérebro (Dr. Raul Marino Jr.) mostram igualmente que a compressão da fé e a “certeza” do Transcendente estão presentes na vida de milhares de cientistas sérios. Esses pesquisadores negaram Deus durante grande parte de sua vida, mas tiveram que reconhecer que a vida só é completa quando vivemos de maneira total, holística, o que significa dar o espaço devido às crenças religiosas.
A entrevista completa pode ser acessada na coluna "Arqueologia e Ciência", publicada no site Paraná On Line - http://www.paranaonline.com.br/. Basta se cadastrar para ter acesso ao conteúdo.

DIETA AJUDA FUMANTES A ABANDONAR O VÍCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2007 0 comentários

O Globo, 29.08.2007.

Pesquisa realizada nos Estados Unidos comprova o que muitos já sabiam. Certos alimentos estimulam o hábito do fumo e não ajudam as pessoas que ainda estão abandonando o pernicioso vício do tabagismo. Segundo os autores da pesquisa, dos 209 participantes do estudo, 45% disseram que o consumo de leite, iougurtes, frutas, legumes e sucos naturais diminuem a vontade de fumar. Mais informações, leia a reportagem completa abaixo:

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2007/08/29/297492792.asp

MULHER CONFESSA MORTE EM CULTO

segunda-feira, 27 de agosto de 2007 0 comentários

Estado.com.br, 26.08.2007.

Uma evangélica confessou neste domingo 26, ao vivo, durante transmissão da Rádio Rede Aleluia, ter estrangulado a própria filha e bebido o seu sangue num ritual satânico de magia negra. Ouvintes ficaram assustados com a confissão e avisaram a Polícia Militar. Mas quando os policiais chegaram à Igreja Universal do Reino de Deus, na Zona Leste, a mulher já havia desaparecido na multidão de 4,5 mil evangélicos que assistiam ao culto.

Os pastores Wanderson Dias Pereira, 34 anos, e João Barbosa de Carvalho, 50, foram levados ao 12º DP (Pari), mas disseram não poder identificar a suposta mãe assassina. Contaram que na confissão emocionada, "ela afirmou ter praticado o ritual satânico com a própria filha num centro de bruxaria. Estrangulou a filha e depois, bebeu seu sangue". Os pastores afirmaram que ela está com medo, pois estaria sofrendo perseguição dos donos do centro.Testemunhas descreveram a mulher. Ela é parda, gorda, manca e tem cerca de 1,65 m. Durante sua confissão, disse também sofrer muito, pois é soropositivo e tem câncer .

O caso foi registrado como apologia ao crime. Agora, a polícia tentará identificar a mulher nas imagens de vídeo e na gravação da rádio.

Em Osasco, Grande São Paulo, um jovem evangélico de 22 anos esfaqueou e matou o pai dentro de casa durante um culto em família, no Jardim Piratininga. A mãe, irmã e um fiel da igreja que havia ido à residência para orar viram o assassinato.
Às 15h20, o aposentado Luis Carlos Pereira, 47 anos, chegou em casa e ficou irritado ao ver a família orando. "Ele não era evangélico e desaprovava a religião. Queria que o filho fosse trabalhar e as brigas eram constantes", contou o delegado Cristiano Murillo, que registrou o homicídio. Pai e filho começaram a discutir. "Durante a briga, eles se agrediram, o filho surtou e foi até a cozinha. Pegou uma faca e golpeou o pai. Depois fugiu correndo. A arma desapareceu", disse o delegado.
Muito ferido com o corte profundo no pescoço, o aposentado chegou a ser socorrido. Morreu logo depois no Pronto-Socorro do Hospital Municipal Antônio Giglio. "A mãe, em estado de choque, contou que o Pereira havia ido à casa para orar e acalmar o filho, que estava deprimido e tem problemas psicológicos", acrescentou o policial, que acredita capturar o jovem nos próximos dias.

São casos diferentes, mas infelizmente resultado da desgraça que tem se tornado a vida humana. Alguns são prontos em criticar as igrejas evangélicas e condená-las porque esse tipo de coisa aconteceu com evangélicos ou pessoas que assim se denominam. A verdade é que problemas dessa natureza ocorrem em todos os lugares e é evidente que ninguém fica feliz e satisfeito com episódios lamentáveis dentro de templos religiosos ou envolvendo religiosos. É a prova de que a vida cristã consiste em mais do que momentos de emoção ou o fato de freqüentar determinada igreja, mas na comunhão constante com Deus. Trata-se, como afirma Paulo no livro de Efésios, de uma luta espiritual. É claro que essa mulher deverá pagar pelo crime que cometeu (se relamente foi assim), mas devemos orar pelas pessoas, porque o comportamento humano está em crise séria nos últimos dias.

VÍCIO LUCRATIVO

domingo, 26 de agosto de 2007 0 comentários

Felipe Lemos, editor deste blog.



O dinheiro é a mola propulsora do mundo da ilicitude. E as poucas barreiras morais que ainda perduram em alguns países caem à medida que a possibilidade de obter dinheiro fácil aumenta. Segundo reportagem da revista Veja dessa semana, dois setores da economia global cresceram a taxas idênticas nos últimos cinco anos. Um deles foi o de turismo internacional. O outro é o de cassinos. O aumento no volume de faturamento no mundo da roleta foi de 53% no período. De acordo com um estudo recente da consultoria americana PricewaterHouseCoopers, a inauguração de dezenas de cassinos prevista para os próximos cinco anos vai provocar a estratosférica expansão de 40% e chegar a 144 bilhões de dólares. Uma fatia crescente desse dinheiro não virá de locais tradicionais do jogo, como Las Vegas ou Mônaco, mas de novos centros de jogatina: Macau, Coréia do Sul, Cingapura, Rússia, países da Europa Ocidental e da África.
Quem serviu de fonte para essa reportagem atribuiu o crescimento aos investimentos pesados que estão sendo feitos na jogatina e à crescente legalização do negócio do vício em países antes contrários a esse tipo de atividade. Isto é, os gananciosos começaram a ver possibilidade de ganhar dinheiro cada vez mais com os cassinos e agora não só aprovam como incentivam os investimentos nessa área. Os governos estão começando a aceitar mais o jogo, porque, ao invés de reclamar da sonegação fiscal, estão tentando tirar sua casquinha dos cassinos e garantir a sua parte em espécie, além de uma forte movimentação turística.
Só que a questão da dependência é muito séria, pouco pesquisada (intencionalmente, já que países como os EUA não querem pesquisar sobre algo que é rentável para sua nação) e praticamente não levada a sério. Viciados em bingos e cassinos se avolumam pelo mundo e famílias inteiras são destruídas sem que muitos saibam. Filhos são influenciados por pais no pernicioso jogo e a conclusão disso é uma sociedade com mais problemas. Apesar de as estatísticas declararem que apenas 30% da criminalidade está ligada a um cassino, esse dado não inclui os crimes de lavagem de dinheiro que se escondem por trás dos jogos eletrônicos ou não. Sim, ou alguém imagina que todo o dinheiro pago aos apostadores vem das economias particulares dos riquíssimos donos das bancas? Algum inocente imagina isso?

PHILIP MORRIS LANÇA FUMO DE MASCAR

sexta-feira, 24 de agosto de 2007 0 comentários

Em mais um passo da sua estratégia de diversificação de produtos e na esperança de compensar o declínio das vendas de cigarros no mercado doméstico (de 1% a 2% anual), a Philip Morris USA está entrando firme em um segmento pouco conhecido no Brasil mas que já movimenta US$ 3,7 bilhões nos Estados Unidos: o de fumo de mascar, conhecido como "smokeless tobacco", "snuff" ou "snus" - este um nome sueco para o velho rapé, que nos seus primórdios era cheirado pelos usuários. Capitalizando novamente a popularidade de sua marca mais famosa, a subsidiária norte-americana do Altria Group Inc. batizou o novo produto de Marlboro Moist Smokeless Tobacco, que será testado a partir de outubro na cidade de Atlanta, Estado da Georgia. O fumo será apresentado em dois sabores (Original e Wintergreen) e em duas variedades (Long Cut e Fine Cut), e, para contornar os desagradáveis inconvenientes das versões úmidas, que são colocadas entre os lábios e as gengivas e precisam ser periodicamente cuspidas, esta nova alternativa do "Marlboro sem fumaça" (já existe uma anterior) virá embalado em sachês que podem ser mascados e depois dispensados como chicletes. As latinhas serão vendidas a cerca de US$ 3, na média dos produtos rivais já comercializados em Atlanta, e seu lançamento será apoiado por ações promocionais no varejo, mala direta e internet (no site http://www.marlboromst.com/, ainda inativo).

Mais um lançamento incrivelmente prejudicial à saúde da empresa Philip Morris (ou morris deveria servir para quem utiliza seus produtos). Esse Marlboro de mascar é mais um alternativa ao cigarro tradicional na esperança de conseguir viciar quem ainda não aderiu à dependência. Lamentável. Na minha opinião, os empregos gerados por essa indústria e os impostos não valem a pena em nome da morte de milhares de pessoas por causa dos males do fumo.

 
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