JAPONESES JÁ PODEM FAZER PSICOTERPIA PELO CELULAR

quinta-feira, 20 de novembro de 2008 0 comentários

Terra, 20.11.2008.


Um professor japonês lançou o que ele diz ser o primeiro serviço de psicoterapia por telefone celular no mundo. A iniciativa reflete uma preocupação com o crescente índice de casos de depressão registrados no país.
O serviço interativo oferece sessões de terapia cognitiva que identificam o nível de depressão de uma pessoa por meio de perguntas sobre seus hábitos alimentares e de sono, mudanças de peso e bem-estar emocional, afirma a AFP.
"Acho que isso pode ser útil para pessoas que estão passando por dificuldades ou que se sentem tristes, como uma forma de prevenção diária à depressão," disse à AFP o professor Yutaka Ohno, da Universidade de Keio.
"Para aqueles que já fazem algum tratamento, o serviço pode funcionar como um complemento¿, acrescentou o professor, pioneiro da terapia cognitiva - desenvolvida pelo psiquiatra norte-americano Aaron Beck nos anos 60 - no Japão.
O serviço explica os sintomas da doença, mas alerta que não é um substituto do tratamento convencional, recomendando que o usuário procure um médico caso apresente sinais de uma depressão mais severa.
Também estão incluídas dicas de relaxamento, solução de problemas e aumento da auto-confiança.
A psicoterapia ainda é algo relativamente novo para os japoneses, que costuma chamar a depressão eufemisticamente de "gripe do coração".
Segundo a AFP, cerca de 900 mil pessoas no país fazem tratamento para depressão, mas estima-se que o número de pessoas sofrendo deste transtorno seja bem maior. O Japão também tem um dos índices de suicídio mais altos do mundo - somente em 2007 foram registrados mais de 30 mil.

A depressão é um mal mundial que obviamente tem, em muitos casos, origem fisiológica e está ligado à questão psíquica, portanto precisa ser tratado como tal. Mas a vida vazia, o chamado vazio existencial, é um problema de conotação espiritual que pede uma saída nesse sentido. A rotina urbana das famílias é certamente mais forte do que em outros tempos, o que pode explicar uma verdadeira "epidemia" de problemas associados à depressão no planeta. A religiosidade, como descrita na Bíblia, é um remédio eficaz. Cristo é a saída.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 0 comentários

Folha de S.Paulo, 06.11.2008.

O eixo dos EUA mudou. A pior crise econômica em décadas, aliada a uma nova coalizão de eleitores inflada pela maior mudança demográfica na história recente, elegeu anteontem o democrata Barack Obama o 44º presidente do país, o primeiro negro a alcançar o cargo. Com isso, abalou uma era de hegemonia conservadora consolidada a partir da eleição do republicano Ronald Reagan, em 1980.Progressista pragmático, o presidente eleito de 47 anos tem o registro de votação mais à esquerda do Senado, mas foi forjado na política tradicional de Chicago. Sua eleição quebra a regra não escrita de que um democrata só é eleito presidente se tiver sido governador e for sulista. Primeiro presidente do norte liberal desde John F. Kennedy, apresenta-se como conciliador e promete um governo de centro, um meio termo entre o que fez no Congresso e o que pregou na campanha.Em seu discurso de vitória, Obama retomou o tema da colaboração entre os partidos ao citar a fala de 2004 que o lançou no cenário político nacional. "Vamos resistir à tentação de voltar aos mesmos partidarismo, pequenez e imaturidade que envenenaram nossa política por tanto tempo", disse o presidente eleito anteontem."Os presidentes fazem campanha em preto e branco, mas geralmente governam em cinza", resume Richard Haass, presidente do influente Council on Foreign Relations. "Obama deve juntar moderados e liberais (progressistas) numa coalizão renovada de governo de mudança", define Mark Penn, estrategista político da fracassada campanha de Hillary Clinton.Ele herda de George W. Bush um país à beira de recessão profunda, um mercado financeiro mundial que espera por uma reforma e duas guerras em andamento, do Iraque e do Afeganistão, que drenam recursos e abalaram a imagem do país no mundo. Terá de lidar com a ascensão econômica da China e o renascimento da Rússia como potência internacional.Seu desafio é comparado por historiadores com o que esperava o democrata Franklin Delano Roosevelt em 1932, ao ser eleito no meio da Grande Depressão com uma plataforma de rigidez orçamentária que ele transformaria depois no New Deal (novo acordo). Anteontem, ao comentar a expectativa internacional sobre seu mandato, Obama falou de uma New Dawn (nova aurora)."Para os que estão assistindo hoje à noite de além de nossas costas (...), nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é compartilhado, e uma nova aurora de liderança americana está ao alcance", discursou ele.Se começa com a simpatia de grande parte do mundo, domesticamente ele terá a seu favor um Congresso em que seu partido comandará a Câmara e o Senado. Terá ainda uma expressiva votação no Colégio Eleitoral e o amparo da maioria absoluta do voto popular, um feito atingido por um democrata pela última vez em 1976, com Jimmy Carter."Estamos entrando numa nova era, em que as mudanças transcendem a política", disse Simon Rosenberg, da ONG jovem New Democratic Network. "Há a emergência de uma nova agenda de governo que é em essência do século 21, e Obama venceu com essa coalizão do século 21", disse.Para o senador democrata Charles Schummer, "é uma eleição de movimento tectônico, que acontece uma vez a cada geração e redefinem a relação das pessoas com o governo".

As palavras do recém-eleito presidente norte-americano Barack Obama chamam a atenção pelo termo "nova auror", que pode ser muito bem sinônimo para Nova Era ou algo do gênero. O que se presume disso é que certamente Obama fala de uma nova etapa na administração dos EUA com lógicas conseqüências para o restante do mundo. A frase da ONG jovem é emblemática, pois afirma que "as mudanças vão transcender a política". Podemos concluir que envolverão outras áreas como a religião, a liberdade de expressão, enfim, é muito provável que venham significativas mudanças por aí. É a tentativa de líderes políticos colocarem fim aos conflitos e problemas mundiais através das ações governamentais. O problema é que essa tentativa será frustrada, pois não está amparada em Deus e na Sua Palavra. Talvez muita coisa seja feita em nome de Deus, mas, como Cristo disse, em Mateus 7:22, "nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus , mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus".

UMA NOVA REFORMA PROTESTANTE EM NOSSOS DIAS

sexta-feira, 31 de outubro de 2008 2 comentários

No quadro Realidade em Foco, que apresento três vezes por semana na Rádio Novo Tempo (segunda, quartas e sextas às 12h15min), abordei sobre a necessidade de haver uma reforma protestante em nossos dias. Não que precise surgir um novo Lutero condenando a venda de indulgências, mas é fundamental um retorno à Bíblia tal como ela descreve a verdade. Abaixo, você pode ouvir meu comentário a respeito disso na íntegra:

http://www.novotempo.org.br/radio/interno.asp?PMA_Codigo=103&NomeDoPrograma=Realidade%20em%20Foco

"ESTUDO" DIZ QUE CONSUMO LEVE DE ÁLCOOL PODE AJUDAR BEBÊ

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BBC Brasil, 31.10.2008.

Os pesquisadores do University College de Londres classificaram como consumo "leve" no máximo duas unidades de bebida por semana durante toda a gravidez. Consumo "moderado" foi classificado como três e seis unidades por semana, e "pesado", como sete ou mais.

Na Grã-Bretanha, uma unidade de álcool corresponde a um copo pequeno de vinho (125 mil) ou um copo grande de cerveja.

Entre as pesquisadas, 63% das mães não consumiram nenhum álcool durante a gravidez, 29% eram consumidoras leves, 6% eram moderadas e 2% foram classificadas no consumo pesado.

O estudo analisou 12,5 mil crianças de três anos de idade e descobriu que filhos de mães com consumo leve de bebida alcoólica tinham menos risco de desenvolver alguns problemas de comportamento.

Comportamento e compreensão

Os pesquisadores analisaram o comportamento e compreensão dos filhos destas mulheres quando estes atingiram os três anos de idade.

O estudo, publicado pela revista International Journal of Epidemiology, descobriu que meninos filhos de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas tinham 40% menos chances de apresentarem problemas de comportamento e 30% tinham menos chances de serem hiperativos do que aqueles cujas mães não tinham consumido álcool nenhum.

Eles também pontuaram mais em testes de vocabulário e de identificação de cores, formas, letras e números.

Meninas filhas de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas apresentaram chances 30% menores de desenvolver problemas emocionais do que as filhas das abstêmias, apesar de os pesquisadores afirmarem que isto pode ser devido à própria família da criança e à sua posição social.

"As razões por trás destas descobertas podem ser, em parte, devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebidas tenderem a ter uma posição social melhor que as abstêmias e não ao fato de que álcool em quantidades pequenas possa trazer benefícios - como à saúde do coração, por exemplo", afirmou Yvonne Kelly, epidemiologista que liderou a pesquisa.

"Mas, também pode ser devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebida terem uma tendência a serem mais relaxadas com elas mesmas e isto contribui a um melhor resultado em termos comportamental e cognitivo nos filhos."

"As descobertas de nosso estudo levantam questões quanto à política de recomendar abstinência completa durante a gravidez e sugere que mais pesquisas são necessárias", acrescentou.

Governo

O governo britânico recomenda que mulheres grávidas ou as que estão tentando engravidar devem evitar bebidas alcoólicas.

Mas, se estas mulheres quiserem beber, não devem consumir mais do que uma ou duas unidades de álcool uma ou duas vezes por semana.

A relação entre consumo pesado e regular de bebidas alcoólicas durante a gravidez e problemas de saúde para os filhos já foi estabelecida. Nos casos mais graves, pode causar o aborto ou dano permanente ao desenvolvimento do feto.

"Tememos que as descobertas deste estudo possam levar mulheres a uma falsa sensação de segurança e dar a elas o sinal verde, afirmar que não há problemas em beber durante a gravidez", disse Vivienne Nathanson, chefe de ciência e ética da Associação Médica Britânica.

"O chamado consumo 'pesado' e 'moderado' de bebida pode prejudicar o bebê. Consumo muito leve pode ou não prejudicar. A associação acredita que o conselho mais simples e seguro é não consumir álcool durante a gravidez", acrescentou.

Essa notícia é justamente daquela classe de informações "plantadas" com algum interesse escuso por trás (leia-se provavelmente financeiro). Como a própria reportagem diz, a ajuda aos bebês tem muito mais relação com o tipo de comportamento das mães do que propriamente com o consumo de álcool das gestantes. Ou seja, em última instância é questionável se o álcool é o elemento determinante para o resultado na vida dos bebês. Portanto, o enfoque da reportagem ou está errado ou erroneamente conduzido. Alerta para uma leitura crítica. Fico com o ideal bíblico da mãe de Sansão que foi orientada por Deus a se abster de bebidas alcoólicas, pois o filho seria um líder de Deus, conforme está relatado no livro de Juízes.

ASSEMBLÉIA DOS BISPOS CATÓLICOS SINALIZA PARA ECUMENISMO

domingo, 26 de outubro de 2008 0 comentários

Site da Rádio Vaticano, 25.10.2008.

Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - Bento XVI aprovou, na manhã deste sábado, a publicação da lista final de propostas da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos _ as propositiones _ que foram votadas durante a última congregação geral da assembléia sinodal, realizada esta manhã.

O texto a ser publicado será uma versão em italiano, uma vez que a língua oficial do Sínodo _ o latim _ tem caráter reservado. As proposições serão analisadas por Bento XVI que, com base nelas, elaborará sua exortação pós-sinodal.

Apresentadas na 21ª congregação geral do Sínodo, as proposições destinam-se a todos os católicos.

As proposições dirigem uma palavra particular aos estudiosos do texto bíblico: os exegetas, que "devem ter em conta, como teólogos, que a Palavra tem uma dimensão ulterior que não pode ser esgotada com a mera pesquisa filológica, histórico-crítica, mas que exige outro itinerário, outra abordagem, que está no espírito de Deus".

Os padres sinodais fazem votos de que "os fiéis cresçam na consciência da Palavra de Deus e da sua força salvífica", e também que a Igreja fortaleça sua vocação missionária. Em termos de liturgia, se abre estrada à elaboração de um "diretório homilético", e se pede que as Sagradas Escrituras ocupem um lugar visível nas Igrejas. Além disso, se deseja que o papel dos leitores seja estudado e aprofundado, também com base nas novas técnicas da comunicação e no uso de instalações sonoras adequadas.

O papel da mulher na família e na catequese, assim como na promoção do conhecimento da Bíblia, recebe menção especial. O ecumenismo tem seu lugar de destaque, assim como, nesse contexto, a importância do diálogo com os judeus "a partir da plataforma do Antigo Testamento" e com os muçulmanos, "centrado no elemento comum do único Deus".

Quanto ao papel da mulher, a inovação é de um crescente reconhecimento de seu imprescindível papel na transmissão da fé, e de seu lugar na Igreja.

Em situações de conflitos étnicos e de tensões inter-religiosas, as proposições pedem o empenho dos católicos na construção de "pontes de diálogo para construir uma sociedade mais harmoniosa". O texto dedica particular atenção aos pobres, marginais e deficientes, para que "a inculturação da Bíblia toque todos os povos da terra".

As proposições foram apresentadas numa coletiva de imprensa realizada no final desta manhã, na Sala de Imprensa da Santa Sé, presidida pelo diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi, por um dos membros da Comissão para a Informação do Sínodo, Dom Filippo Santoro, bispo de Petrópolis, pelo secretário especial do Sínodo, Dom Laurent Monsengwo Pasinya, presidente da Conferência Episcopal da República Democrática do Congo, e pelo relator-geral da assembléia sinodal, cardeal-arcebispo de Québec, Marc Ouellet, que comentou, emocionado, a essência desta experiência eclesial:

Cardeal Marc Ouellet:- "A inovação deste Sínodo é justamente a redescoberta da Bíblia como livro de todos, e não apenas dos especialistas. É um livro de oração. Antes de tudo livro de oração, de meditação, de renovação interior, daí a missão, a comunicação. Nós fizemos a experiência dos discípulos de Emaús: corações ardentes. Algo novo nos foi dado. Estou certo de que amanhã, depois da celebração eucarística conclusiva, o espírito de Pentecostes estará com todos, e a Palavra será comunicação, compartilha, anúncio ao mundo através de todos os diálogos possíveis, com todos, sobre este coração que foi tocado pela Palavra, e que agora quer somente comunicá-la."

Como já é uma tendência, esse evento reunindo os bispos também teve importantes decisões relativas ao ecumenismo, ou seja, aproximação do Vaticano com muçulmanos e judeus. Mas é importante observar que, apesar do cardeal Marc Ouellet, relator-geral da assembléia sinodal, falar em redescoberta da Bíblia, a união com islâmicos e judeus não se dará nesse plano e sim no aspecto político como se consegue perceber. É mais uma forte sinalização para a união das religiões não em torno da Bíblia, mas em torno de interesses financeiros e políticos (poder).

PROJETO QUE PROÍBE PROVAS AOS SÁBADOS SERÁ DISCUTIDO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

domingo, 19 de outubro de 2008 0 comentários

Da Agência de Notícias do Senado Federal, 17.10.2008.

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza audiência pública, na próxima quarta-feira (22), para discutir projeto de lei do Senado (PLS 261/04), de autoria da ex-senadora e atual governadora do Acre, Ana Júlia Carepa, que proíbe a realização, aos sábados, de provas de concursos públicos, disciplinas curriculares e exames vestibulares promovidos pela administração pública direta e indireta, autárquica e funcional.

O projeto tem por objetivo respeitar os adventistas do sétimo dia e os seguidores de outras religiões que, de acordo com seus preceitos religiosos, dedicam os sábados exclusivamente às atividades religiosas. Também visa diminuir as demandas do Poder Judiciário com mandados de segurança impetrados para garantir a realização de provas em horários alternativos ao período compreendido entre as 18h de sexta-feira até as 18h de sábado.

A audiência pública contará com a participação do presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Amaro Henrique Pessoa Lins; do diretor-executivo da Confederação Israelita do Brasil, Luiz Sérgio Steinecke; do assessor jurídico da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Daniel Avelino; do presidente da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, José Marioni; e do assessor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Alcides Coimbra.

Caros internautas. Depois de uma longa ausência, voltei a postar aqui no blog Realidade em Foco. Estive muito atarefado na mudança de atividades profissionais, mas agora voltaremos a atualizar o site constantemente. Obrigado a todos que estão postando comentários. Tentarei responder com a maior brevidade possível. Essa notícia acima é muito interessante porque vai no sentido exato da liberdade religiosa.

MÉDICOS E HOSPITAIS ADOTAM A ESPIRITUALIDADE E A ESPERANÇA EM TRATAMENTOS

segunda-feira, 25 de agosto de 2008 1 comentários

Revista IstoÉ, Semana de 25.08.2008.

A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. “Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa”, explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade. O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição deste mês da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. “Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo”, explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.

A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. “Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor”, explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.

Confirmação científica do que o autor dos provérbios bíblicos já dizia com propriedade há milhares de anos. Em Provérbios 17:22, está escrito que "o coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos". É importante lembrar que essa confiança tem de estar fundamentada em Deus e não simplesmente em si mesmo apenas. O apóstolo Paulo registrou com absoluta sabedoria divina que "tudo posso Naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13).

 
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