Casal de lésbicas brasileiras poderá registrar filhos com nome de duas mães

domingo, 15 de março de 2009 3 comentários

Revista Época, Semana de 16.03.2009.

Munira Khalil El Ourra não vai dar à luz, mas é mãe de duas crianças que vão nascer até a primeira semana de maio. Quem está na 31ª semana de gestação é sua companheira, Adriana Tito Maciel. A barriga é de Adriana. Os óvulos fecundados que grudaram no útero dela pertenciam a Munira. Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa. Serão paridos e amamentados por Adriana, de pele marrom e cabelo que nasce crespo. Mas terão a cara de Munira, branquinha e de cabelo liso.

Para a lei, mãe biológica é quem carrega a criança no ventre. Mas um exame de DNA mostraria o contrário. Nem Adriana nem Munira pretendem disputar na Justiça a guarda das crianças. O que elas querem é sair da maternidade juntas, com um documento que permita registrar as crianças no cartório com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Como qualquer família normal.

O sonho de ter filhos era antigo para as moças de 20 e poucos anos que se conheceram em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. A decisão de namorar sério foi influenciada por esse interesse em comum. Em poucos meses, estavam dividindo um apartamento e fazendo planos. Algum tempo depois, Adriana descobriu no ginecologista que seu útero estava ameaçado por uma doença que já lhe tinha arrancado um ovário: a endometriose. “Fiz tratamento desde os 18 anos”, diz Adriana. “Na época, achavam que era cólica menstrual e medicavam com morfina. Quando descobriram, já tinha perdido o ovário direito. E as dores continuavam.” O médico disse a ela que uma gravidez reduziria o problema em 80% e ainda lhe daria a chance de ter um filho antes que o útero ficasse inválido.

Apesar do relacionamento ainda recente, Munira e Adriana aceitaram a ideia e procuraram um especialista em reprodução humana no Hospital Santa Joana para fazer a inseminação artificial. “A gente achava que iria comprar esperma, levar para casa e aplicar com uma seringa”, diz Munira. Os planos mudaram quando o novo médico descobriu que Adriana só tinha metade do ovário esquerdo e já não podia engravidar com os próprios óvulos. Ele sugeriu que Munira cedesse os seus. Se usassem o sêmen de um homem de mesmos traços que Adriana, o filho seria parecido com as duas mães.

As duas moças se animaram com a possibilidade de ter um filho que tivesse um pouco de cada uma. Ainda hoje, Adriana se emociona ao contar essa parte da história. Tinha sido muito dolorido receber a notícia de que não poderia ter filhos do seu próprio sangue, e o gesto de Munira foi mais que bem-vindo. “Foi a maior prova de amor que ela poderia me dar.”

Decisão tomada, era preciso fazer alguns exames e começar o tratamento hormonal para estimular os ovários de Munira e sincronizar os ciclos menstruais das duas. Os óvulos de Munira deveriam estar prontos para a inseminação artificial (em laboratório) na mesma época em que o útero de Adriana estivesse pronto para fixar os embriões. Munira se queixava dos percalços do tratamento. De abril a agosto do ano passado, as injeções diárias na barriga, a oscilação de humor que parecia uma TPM constante, a ultrassonografia vaginal toda semana, o acúmulo de líquido no corpo e o ganho de peso eram o preço que ela tinha de pagar pela bênção de ser mãe. Em breve, seria a vez de Adriana suportar a gravidez.

Quando essa fase chegou, Munira diz ter sentido em seu corpo muitos dos sintomas da gravidez da companheira. “Parecia que eu tinha ficado grávida também.” Ela diz ter sentido enjoos, estrias que nunca haviam existido, mau humor, dores nas costas, dor nas pernas, cansaço de dia, insônia de noite e até desejos estranhos. Fernando Prado, o ginecologista das duas, diz não ter explicação para essa sintonia. Ele não descarta que Munira possa até mesmo ter leite quando os bebês nascerem.

Dos exames à gravidez, todo o processo funcionou até melhor que o esperado. “Eu não imaginava que daria certo de primeira”, diz Prado. Segundo ele, a chance de uma inseminação desse tipo vingar é de 50%, levando em consideração a idade das pacientes e outras condições de saúde. Como Adriana ainda tinha miomas no útero por causa da endometriose, imaginou que seria preciso retirá-los antes. Mas eles nem fizeram cócegas. Para ajudar, em vez dos dez a 15 óvulos esperados após o tratamento hormonal, Munira rendeu mais de 20.

Nota: Infelizmente o modo natural, estabelecido por Deus, de gravidez decorrente da relação entre homem e mulher, cede lugar aos métodos - possíveis, sob o ponto de vista científico - mas que continuam sendo antinaturais, artificiais e que colocam fim ao modelo de família tal como formado por Deus.

Coligação de religiões propõe Déada das Nações Unidas pela Paz

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Noticiári do Conselho Mundial das Igrejas, 14.03.2009.

Representantes da coligação esperam que a 64ª Assembléia Geral das Nações Unidas, que deliberará em setembro próximo, aprove resolução firmando a Década para o período 2011-2020.

A reunião, que teve lugar em Maryknoll, Nova York, de 2 a 4 de março, contou com representantes bahaís, budistas, cristãos, indianos, judeus, muçulmanos, siks e seguidores de tradições indígenas.

O presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, Miguel D'Escoto Brockmann, reiterou apelo para um "novo espírito de solidariedade e uma poderosa injeção de valores morais e éticos em nossa vida empresarial e política".

Ele instou líderes religiosos para que trabalhem junto com as Nações Unidas, pois esses assuntos requerem "um compromisso permanente" e as instituições religiosas têm "tolerância ante esses desafios".

A coligação elegeu um comitê diretor, composto por organizações que representam comunidades religiosas e organizações da sociedade civil inter-religiosas, para promover estrategicamente a idéia da década entre os Estados membros da ONU.

O secretário geral adjunto de Religiões pela Paz, Stein Villumstad, presidirá o comitê diretor. Esta é uma oportunidade única para que as tradições religiosas trabalhem com as Nações Unidas e mobilizem de maneira conjunta suas comunidades e organizações para empreender ações urgentes e convincentes pela paz, afirmou Villumstad.

"O tempo e o espaço criados pela década deveriam marcar a diferença para os povos pobres, marginados e oprimidos do mundo", agregou.

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), anfitrião da primeira reunião desta coligação que teve lugar em Bossey, Suíça, em janeiro de 2008, continua promovendo esta iniciativa, declarou Shanta Premawardhana, diretor de Diálogo e Cooperação Inter-religiosa.

"Nossas igrejas, através da Comissão das Igrejas para Assuntos Internacionais (CIAI), compartilham uma longa história de trabalho em comum com a ONU e seus organismos em diferentes projetos que contribuem para a paz sustentável", afirmou.

A próxima reunião da coligação será realizada no contexto do Parlamento das Religiões do Mundo, em Melbourne, Austrália, em dezembro de 2009. Dirk Ficca, diretor executivo do Parlamento e membro do comitê diretor, recebeu com alegria a iniciativa.

Os membros da coligação esperam que a década das Nações Unidas seja lançada em 21 de setembro de 2010, Dia Internacional da Paz. Isso daria continuidade à atual Década Internacional de uma Cultura de Paz e Não-Violência para os Meninos do Mundo (2001-2010) e ao Ano Internacional de Aproximação das Culturas (2010).

Nota: Não há dúvidas de que, há muito tempo, representantes de várias religiões ao redor do mundo estão unindo esforços em torno de uma paz teórica. Essa movimentação tem apoio e anuência da Organizações das Nações Unidas (ONU), órgão máximo ("gerenciado" pelos EUA) que determina o que as nações em todo o planeta farão em todas as áreas. Inclusive na área religiosa.

Essa unificação em torno de paz se tornou muito forte e sem chances de acabar. Cristãos que acreditam na Bíblia, porém, não devem se entusiasmar com essa reação religiosa unificada, pois não significa uma adesão aos princípios contidos no livro sagrado (ainda que participem integrantes do cristianismo, islamismo e judaísmo). Em nenhum momento, em todas essas discussões (que eu acompanho através de notícias específicas constantemente), a Bíblia é citada. Somente a palavra paz de uma forma muito mais mística, abstrata e sem qualquer conexão com os ensinamentos de Jesus Cristo.

Jovens que ouvem música "sexual" praticam sexo mais cedo, diz pesquisa

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Originalmente no site Science Daily, fevereiro de 2009.

Pesquisadores descobriram que jovens que ouvem músicas que contenham referências sexuais e degradantes, começam a fazer sexo mais cedo (ou investem nas preliminares, como masturbação).

A atividade sexual adolescente nos EUA resultou, no ano passado, em 750mil jovens grávidas. Também há relatórios de que 25% das adolescentes americanas estejam infectadas com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Sendo assim, os órgãos de saúde pública estão em busca das causas do aumento da atividade sexual nessa faixa etária.

O autor do artigo, Brian Primack, da Universidade de Pittsburgh declara: "O estudo mostra que, entre essa amostragem de adolescentes, muita exposição a letras de músicas com conteúdo sexual é associada a altos níveis de comportamento sexual. Isso prova que essa área precisa de intervenção, para a saúde dos jovens".

As pesquisas foram feitas com 711 jovens de três grandes escolas em uma metrópole. Dos participantes eram expostos a, em média, 14 horas de músicas "sexuais" por dia, um terço já havia feito sexo. Outro terço já havia tido "preliminares", mas nunca havia praticado o coito, em si.

Aqueles que ouviam música de conteúdo não-sexual, não possuíam nenhuma atividade precoce na área.

Os estudantes contaram quantas horas por dia eles ouviam música e fizeram listas de seus artistas favoritos. Uma análise desses dados mostrou que as músicas mais populares de cada artista eram as que faziam referências ao sexo. E foi descoberto que a atividade sexual de cada estudante era proporcional ao número de referências sexuais que suas músicas favoritas continham e à quantidade de horas em que ele ouvia essas músicas.

Sendo assim, Primack declara que a quantidade massiva de conteúdo sexual na mídia pode acarretar em doenças e problemas sociais na juventude atual.
A notícia original está em http://www.sciencedaily.com/releases/2009/02/090224132903.htm

Nota: Não há muito o que dizer, pois essa pesquisa só confirma o que já se vê na prática. É lógico que a sexualidade precoce não é fruto apenas do tipo de música que os jovens e adolescentes ouvem, mas é um fator que contribui ainda mais para isso. Indício claríssimo do enfraquecimento da instituição conhecida como casamento. O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, no capítulo 3 e versículo 3, afirma, referindo-se a tempos difíceis no futuro, que, entre as caracterísicas que as pessoas apresentariam estaria o fato de serem "sem afeição natural, irreonciliáveis, caluniadores, sem domínio de si..". É exatamente isso que vemos em avaliações científicas como essa publicada.

Escritor diz que atentado contra João Paulo II foi planejado pelo Vaticano

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 1 comentários

Agência ANSA, 24.02.2009.

O atentado contra o papa João Paulo 2º cometido na Praça São Pedro, em Roma, no dia 13 de maio de 1981 pelo turco Ali Agca, teria sido ordenado de dentro do Vaticano, com a colaboração de expoentes da máfia --é o que afirma a tese do escritor búlgaro Assen Marcevski.

Em entrevista exclusiva à agência de notícias búlgara Blitz, Marcevski antecipa algumas revelações que irá fazer em seu livro sobre o atentado. A obra deve ser lançada no segundo semestre do ano.

Marcevski foi intérprete do processo contra o búlgaro Serghey Antonov, acusado por Agca de ser um dos mentores do ataque. Em 1986 Antonov, que morreu no ano passado em Sófia, foi considerado pela justiça italiana inocente por falta de provas.

Segundo o escritor, João Paulo 2º pretendia "colocar ordem na casa", canalizar a influência de grupos maçons no Vaticano e, principalmente, a do monsenhor Paul Casimir Marcinkus, diretor do Instituto para as Obras Religiosas (IOR), o banco da Santa Sé, que lavava o dinheiro da máfia ítalo-americana proveniente da venda de drogas.

As intenções de Karol Wojtyla, as mesmas de seu antecessor João Paulo 1º, que morrera de forma inesperada um mês após assumir o Pontificado, fizeram com que determinados círculos do Vaticano, junto à máfia, organizassem o atentado.

Já a escolha por Ali Agca para cometer o crime se deu após ele ter manifestado publicamente sua intenção de assassinar o então papa por razões religiosas.

O atentado contra João Paulo 2º foi cometido durante a audiência geral do Vaticano realizada numa quarta-feira. Wojtyla teve ferimentos no estômago, na mão esquerda e no cotovelo. Desde então, ele sofreu diversos problemas de saúde.

Em 1992, teve um tumor no intestino; um ano depois, deslocou o ombro ao cair de uma escada. Em 1994, após uma nova queda, teve que colocar uma prótese no fêmur. Embora não reconhecido oficialmente pelo Vaticano, o papa sofria também do mal de Parkinson, o que agravou ainda mais seu estado, até sua morte em abril de 2005.


Nota: Particularmente, não creio nessa tese. Segundo o jornalista David Yallop, que escreveu um bom livro investigativo chamado "O poder e a glória", João Paulo II não estava promovendo qualquer mudança de rumo ao contrário do seu antecessor, João Paulo I (assassinado??), que ficou apenas 33 dias no pontificado após ter dado a entender que empreenderia mudanças significativas na administração do Vaticano. Não tem muita lógica pensar que o Vaticano iria querer acabar com João Paulo II se o mesmo continua dando as mãos à maçonaria e Paulo Marcinkus, diretor do banco, mantem-se firme e forte no poder. Essa tese, na minha ótica, é inconsistente e contradiz os atos do papado. Mas quero continuar acompanhando a linha de raciocínio desse escritor para saber se novas informações sobre as ligações sinistras do papado com máfias continua firme.

Membros do Parlamento europeu querem consagrar descanso aos domingos

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 3 comentários

Agência Ecclesia, 11.02.2009.

O Secretariado da COMECE - Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, as Igrejas alemãs protestantes e a Igreja de Inglaterra saudou a iniciativa de vários membros do Parlamento Europeu, que solicitam o pronunciamento dos restantes membros sobre a Declaração escrita acerca da “protecção do Domingo livre como pilar essencial do Modelo Social Europeu e como parte da herança cultural da Europa”.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os bispos da UE indicam que tal declaração “pode constituir um importante compromisso para a «Europa social». Seria agora importante encontrar a maioria necessária para esta resolução para além partidos subscritores”.
A Declaração para a protecção do Domingo foi lançada pelos parlamentares europeus Anna Záborská, Martin Kastler, Jean Louis Cottigny, Patrizia Toia, Konrad Szymański, de diferentes partidos políticos, a 2 de Fevereiro.
Os bispos da UE afirma que “a crise económica e financeira tornou-nos mais conscientes de que nem todos os aspectos da vida podem ser sujeitos a forças de mercado” e indicam que “homem e mulher, que trabalham ao Domingo, estão a ser colocados em desvantagem nas suas relações sociais: na família, no desenvolvimento e até a saúde estão comprovadamente afectadas”.
A COMECE sublinha ainda que o Domingo livre “faz parte da herança cultural da Europa e advém de uma longa tradição”.
“O Domingo livre de trabalho é um factor decisivo no equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar. É de fundamental importância para as relações familiares, mas também para a vida social e cultural, salvaguardar uma das poucas ocasiões em que pais e crianças se podem encontrar”.
Segundo a lei da UE, o Domingo é um dia de descanso semanal para crianças e adolescentes. Por isto, segundo os bispos, “o respeito pelo Domingo tem o potencial de se tornar no pilar do modelo social europeu”.
O episcopado da UE alerta para o facto de a protecção do Domingo “estar a ser esquecida em alguns Estados membros, com o objectivo de aumentar a produção e o consumo. Os trabalhadores experimentaram a fragmentação das suas vidas privadas, enquanto que as pequenas e médias empresas, que não permitem horário ininterruptos, perderam terreno no mercado”.
A declaração, agora introduzida no Parlamento Europeu, apela aos Estados membros e às instituições da UE que “protejam o Domingo, como um dia de descanso, nas legislações nacionais e internacional, para reforçar a protecção dos trabalhadores em áreas como a saúde e a conciliação entre a vida profissional e familiar”.
Para que seja adoptada, é necessário que a Declaração seja assinada pela maioria dos membros do Parlamento Europeu, ou seja, 394 membros, antes de 7 de Maio de 2009.
O artigo 116, que se refere às regras de procedimento do Parlamento Europeu, estipula que uma Declaração Escrita seja um texto com no máximo 200 palavras e seja apresentada por no máximo cinco membros parlamentares, submetida a todos os membros durante um período de três meses.
Se a Declaração recolher a maioria das assinaturas, torna-se um acto oficial do Parlamento Europeu, sendo transmitida aos destinatários citados.
O texto original da proposta pode ser consultado no seguinte endereço - http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//NONSGML+WDECL+P6-DCL-2009-0009+0+DOC+WORD+V0//EN&language=EN
Nota: Apesar de o sábado ser biblicamente o dia de descanso, o domingo começar a ser fortemente exaltado na União Europeia. Resta saber como vai se operacionalizar essa proteção do domingo. Hoje o comércio abre livremente nessa data, mas certamente para que essa dita proteção ocorra deverá haver mudanças significativas na legislação de muitos países. E tudo isso certamente terá o aval do Vaticano que já se manifestou favoravelmente a esse destaque do domingo em nítida oposição ao sábado conforme destacado no livro de Gênesis e realçado no Êxodo, bem como em todo o Novo Testamento (evangelhos e cartas paulinas e gerais). A escritora Ellen White assinala, no livro Eventos Finais, que "muitos há, mesmo entre os que se empenham neste movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que seguirão a essa ação. Não vêem que golpeiam diretamente a liberdade religiosa. Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo". Essa imposição da qual ela fala é parte de um processo que começa lentamente com medidas como essa de proteção do domingo. Pior para os defensores da liberdade religiosa, especialmente aqueles que respeitam o sábado segundo a crença bíblica.

Vaticano quase deixa "design inteligente" fora de debate

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 0 comentários

Agência Estado, 10.02.2009.

Uma conferência sobre a evolução a ser realizada pelo Vaticano contará com um debate sobre o "design inteligente", mas somente como fenômeno cultural, e não como questão científica ou teológica. Os organizadores da conferência, prevista para ocorrer entre os dias 3 e 7 de março, haviam originalmente excluído os defensores do criacionismo e do "design inteligente" do evento. A conferência tem como objetivo marcar os 150 anos do lançamento de "Origem das Espécies", de Charles Darwin. Hoje, no entanto, o Vaticano informou que haverá debate sobre o "design inteligente", ideia segundo a qual a vida seria complexa demais para ter-se desenvolvido somente por meio da evolução, motivo pelo qual haveria a participação de uma força superior.

Nota: É curioso que o Vaticano, enquanto poder religioso em sua essência, apoia abertamente o evolucionismo a ponto de quase não incluir o "design inteligente" nesta conferência. Vai na contramão da Bíblia que deveria ser a base de sua atuação. É uma atitude contrária à definida pelos apóstolos na igreja cristã primitiva quando, diante de ameaças, conforme o relato bíblico de Atos, disseram aos perseguidores que "antes importa obedecer a Deus do que aos homens".

Conar suspende comerciais infantis

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009 0 comentários

Meio & Mensagem, 03.02.2009

Duas semanas depois de a Nestlé ter encabeçado o movimento de revisão das regras para a veiculação de propagandas que tenham como alvo o público infantil - leia mais sobre isso aqui - o tema da publicidade para os pequenos chegou ao Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária, o Conar.Na terça-feira 27, o órgão enviou uma liminar aos anunciantes Tim, Mattel, à produtora do filme "O Grilo Feliz" e ao canal de TV por assinatura Nickelodeon, determinando a suspensão imediata de cinco comerciais que tinham como alvo o público infanto-juvenil.
Os primeiros alvos do Conar foram os comerciais que divulgavam o serviço promocional de ringtones da Tim. Dirigido ao público infanto-juvenil, a ação, veiculada pela Nickelodeon, estimulava os espectadores do desenho Bob Esponja e da produção High School Musical, da Walt Disney, a fazerem downloads de conteúdos dos programas para os seus celulares.De acordo com as justificativas fornecidas pelo próprio Conselho, a causa da liminar reside no fato de esses comerciais não mostrarem de forma suficientemente clara que essas operações via celular geram custos e que, para executá-las, as crianças necessitariam da autorização dos pais.
A Nickelodeon informou à reportagem de M&M Online que as peças já foram retiradas do ar e que "há anos trabalha de forma a cumprir todos os direcionamentos sugeridos pelo Conar e outros órgãos regulamentadores de publicidade."
MattelOutro alvo da liminar do Conselho de Auto-Regulamentação foi a fabricante de brinquedos Mattel, pelo seu comercial da linha de miniaturas de carros, Hot Wheels. A campanha que anunciava a "Megafeirinha Hot Wheels", que marcou a estréia da agência Age desde a conquista da compra da marca, em dezembro do ano passado, foi proibida de ser levada novamente ao ar - leia matéria sobre a campanha aqui.
Dessa vez, a justificativa foi o tom imperativo utilizado pelo filme, que incitava as próprias crianças a comprarem os brinquedos. A Mattel informou que a propaganda foi suspensa e que "continuará avaliando as recomendações que o Conar fizer às suas propagandas", baseando sua publicidade na "ética, na qualidade e na verdade, respeitando os consumidores em todos os países em que atua."Fechando o cercoA rigor, nenhum dos comerciais punidos poderá ser veiculado até a decisão final do Conselho de Ética do Conar, cuja audiência, provavelmente, deverá acontecer no próximo mês de março. De acordo com as apurações da reportagem de M&M Online, o critério de avaliação da publicidade infanto-juvenil feita pelo Conar começou a ser redesenhado com maior critério em 2006, na tentativa de alinhar-se àquilo que era regulamentado pelas entidades similares nos demais países.
Em sua homepage, o órgão publicou um texto no qual esclarece os seus critérios e as normas éticas nas quais se baseia para avaliar o teor das peças publicitárias destinadas aos pequenos.Apesar do tema ter vindo à tona no noticiário nacional da última semana, não houve uma reavaliação no código do Conar a fim de tornar ainda mais rígidos os critérios para o anúncios de produtos e serviços infantis e nem há previsão dessa revisão acontecer nesse ano de 2009.

Nota: Finalmente o Conar toma alguma providência em relação a esse estímulo desenfreado propagado pelas empresas que têm como público-alvo consumidores infantis. Ninguém mais segura, infelizmente, o consumismo sem limites do mundo em geral, mas que pelo menos as crianças em tenra idade sejam privadas desse assédio motivado unicamente e exclusivamente por interesses financeiros. Fica o alerta para os pais que controlem, também, os canais pagos. Aliás, canais pagos pelos assinantes, mas que, a cada dia, enchem-se de anúncios. É muito mercantilismo...

 
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