Católicos e evangélicos propõem documento com regras para evangelização

terça-feira, 19 de julho de 2011 0 comentários

Site Noticias Cristianas, 19.07.2011.
Após cinco anos de discussão entre católicos e protestantes sobre como o cristianismo se espalhou no mundo inteiro, foi lançado o livro de regras para transmitir as boas novas da salvação. A publicação é muito importante especialmente para os missionários, porque diz o que fazer e o que evitar.

Este código de conduta pioneiro, foi lançado pelo Conselho Mundial de Igrejas (WCC), o Vaticano e a Aliança Evangélica Mundial (WEA), que, juntos, representam mais de 90% do cristianismo.

"Hoje é um dia histórico para o testemunho cristão que compartilhamos. É a primeira vez que o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), junto com a Aliança Evangélica Mundial e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, escrevem um documento conjunto ", disse o cardeal Jean-Louis Tauran. Os três grupos juntos, respondem por cerca de dois bilhões de cristãos.

O texto: Christian Witness in a Multi-Religious World: Recommendations for Conduct ("Testemunho cristão em um mundo multi-religioso: Recomendações para conduta") é o resultado de cinco anos de estudo e de intensas negociações.

Ele reafirma o direito das igrejas para a atividade de conversão, mas também convida a abandonar "métodos inadequados para realizar a missão, utilizando os meios de coerção ou engano", pois tal comportamento "trai o evangelho e pode causar sofrimento aos outros." Missionários cristãos por um longo tempo, foram acusados ​​de oferecer comida, dinheiro ou outros bens para a conversão em países pobres, de outras religiões ou igrejas rivais.

As tensões têm aumentado nas últimas décadas, quando os protestantes evangélicos intensificaram seus esforços para converter os muçulmanos - a conversão é uma ofensa capital em alguns países islâmicos. E isto também leva a represálias contra os cristãos locais que não tentam converter.

"A situação exige que eles considerem as comunidades cristãs, com uma nova perspectiva, a melhor maneira de proclamar a fé cristã", acrescentou o cardeal Jean-Louis Tauran, chefe do departamento do Vaticano para o diálogo inter-religioso.

O Secretário-Geral do WEA, Geoff Tunnicliffe, disse que o código, chamado "Testemunho cristão em um mundo multi-religioso," é um "grande recurso" para os cristãos que se opõem às leis anti-conversão aprovadas em países como a Índia.

Nos últimos anos, aumentaram os ataques a igrejas cristãs locais que tem por atividade essencial a conversão - no Paquistão, Egito, Índia, Indonésia e outros países, ataques em que muitos cristãos morreram.
Nota: Certamente práticas coercitivas ou de imposição ilegal ou assistencialismo barato não são toleráveis no relacionamento entre as pessoas no que diz respeito à religião. Na Bíblia, o exemplo de Jesus Cristo é suficiente para se entender que o amor ao próximo é o que o movia em direção às pessoas. Com simpatia e misericórdia, Cristo atraía as pessoas aos ensinos de Deus e isso ocorria de uma maneira que fazia toda a diferença na vida de quem o ouvia e com Ele interagia. Cristo deu exemplo ao cristianismo para que ninguém utilize qualquer maneira antiética, ilegal ou desonesta para atrair outros para sua religião.
O único temor é que esse tipo de documento não sirva de argumento contra o evangelismo realizado e que tem despertado, no caso do cristianismo, muitos adeptos de outras religiões a conhecer mais sobre a Bíblia e os ensinamentos.

Líderes evangélicos mundiais temem secularismo, diz pesquisa

domingo, 10 de julho de 2011 0 comentários

Revista Época, Semana de 10 de julho de 2011.

Um instituto de pesquisas americano traçou um dos retratos mais completos de que se tem notícia das ideias dos líderes evangélicos. Os investigadores do centro de pesquisas Pew, uma instituição sem fins lucrativos que estuda costumes e tendências da sociedade, aproveitaram que líderes evangélicos do mundo todo se reuniram em um congresso na Cidade do Cabo, na África do Sul, em outubro de 2010, e fizeram aos religiosos uma série de perguntas. O relatório ficou pronto no mês passado. As respostas de 2.196 líderes, vindos de 166 países, revelaram as ideias e os sentimentos dos pastores, que inspiram um grupo de fiéis, cujo número varia de 246 milhões (de acordo com o Pew) a 600 milhões de pessoas (segundo a Aliança Evangélica Mundial). No Brasil, calcula-se que a população evangélica seja de 50 milhões de pessoas. A pesquisa descobriu que a ameaça mais temida pelos líderes entrevistados é a separação entre a fé e a vida moral e intelectual, conhecida como secularismo. Mais de 80% deles acreditam que devem manifestar suas opiniões políticas. Surpreendentemente, 58% dos líderes evangélicos das nações pobres e emergentes acreditam que a Bíblia deveria se tornar a lei de seus países.

   Reprodução    Reprodução    Reprodução

   Reprodução

   Reprodução
 
Nota: Interessantes as respostas dadas por esses líderes pesquisados, mas a questão mais importante é o que se faz de prático diante das situações identificadas. Vários dados me chamam a atenção, mas o temor do secularismo é sintomático. O secularismo, ou seja, a dissociação da fé e da vida prática do cristão ou crente, é algo que está impregnado em muitas denominações religiosas há muito tempo. O combate a isso não é nada fácil, até porque muitas igrejas cristãs preferem estar com suas reuniões lotadas por causa de cultos e/ou programas que se preocupam exclusivamente com a forma, ou seja, são verdadeiros shows que servem para "fisgar" gente e não necessariamente ensinar princípios ou doutrinas bíblicas. Não digo aqui que a forma não é importante, mas há religiões que primam somente pela forma (shows, efeitos, manifestações absurdas cujo intuito final é chamar mais a atenção para quem as pratica do que para a Bíblia) e o conteúdo é superficial. Falo do conteúdo essencialmente fundamentado na Bíblia que, segundo a própria pesquisa com os líderes, é a regra de fé para a maioria das crenças evangélicas. É uma dicotomia impressionante. Ao mesmo tempo em que a Bíblia é exaltada nos discursos inflamados dos pregadores, por outro lado os cultos seguem direção contrária e evidenciam muito mais shows televisivos destituídos dos conceitos simples e sólidos encontrados na própria revelação divina. Para mim, trata-se de evidência clara do secularismo nas entranhadas de muitas congregações cristãs.
Ao mesmo tempo, na última pergunta apresentada na reportagem, os líderes responderam acerca da sua expectativa quanto à volta de Jesus Cristo. Ao menos 44% dos ouvidos diz que provavelmente Jesus voltará durante sua vida. Ótima aspiração. Em torno disso, vem, também, a necessidade de preparação espiritual e pessoal sobre isso. Os próprios líderes que responderam a esses questionamentos devem se preocupar em apresentar aos seus liderados o que efetivamente é necessário para uma preparação para o encontro com Jesus. Mas será que isso ocorre nas igrejas hoje?

O que há por trás da conferência sobre lei dominical

quarta-feira, 6 de julho de 2011 3 comentários

Na segunda-feira, dia 20 de junho, a European Sunday Alliance (Aliança Europeia para o domingo - ESA) promoveu em Bruxelas, Bélgica, uma conferência sobre a proteção do domingo como jornada não laborável, sob o título “O valor agregado da sincronização do tempo livre”. A ESA é uma rede de alianças nacionais formadas por sindicatos, organizações da sociedade civil e comunidades religiosas, entre as quais também se encontram a Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE) e a Conferência das Igrejas Europeias (KEK).
Entre os temas tratados estão a segurança dos trabalhadores, o equilíbrio entre trabalho e vida profissional com a vida familiar, e a importância do fim de semana para a vida comunitária. Os organizadores assinalam que “o encontro procura informar os responsáveis políticos europeus sobre a importância de um tempo de qualidade sincronizado não só no aspecto cultural dentro do patrimônio europeu, mas também como um importante fator de construção da Europa social: uma UE consciente das exigências de seus cidadãos”.

Notícia original em http://www.europeansundayalliance.eu/site/home

Nota: Essa conferência, noticiada em alguns sites religiosos, faz parte de um conjunto de ações que já têm sido desenvolvidas no sentido de fortalecer o domingo como um dia especial em que o trabalho regular deve ser cessado. Não é a primeira e nem será a última movimentação nessa direção. Não apenas o Vaticano, mas entidades, inclusive sindicatos, possuem interesse em que o domingo seja visto como uma dia para o trabalhador estar com sua família. Mas, como se lê na reportagem traduzida e publicada no próprio site da Aliança Europeia do Domingo, o encontro teve, também, o objetivo de consolidar a construção de uma Europa social. É nítido que a União Europeia tem sofrido golpes fortes contra sua unidade nos últimos anos: economia, religião e organização política.
O próprio Vaticano, desde a época do papa João Paulo II, já demonstrava preocupação com o crescente secularismo e desinteresse religioso europeu. Essa ação vai justamente em oposição a essa tendência e tenta convocar várias representações da sociedade civil organizada para fortalecer o domingo em relação a questões comunitárias e familiares.
Por trás disso, falando biblicamente, vejo claramente um esforço conjunto, organizado e sistemático para substituir o domingo pelo sábado como dia de especial dedicação e adoração a Deus. Afinal de contas, valores familiares e comunitários são importantes para qualquer sociedade e são aprovados por Deus. E ao relacionar esses assuntos com o domingo, sutilmente esse grupo trata de pisar o sábado e elevar o papel do domingo.
No livro de Apocalipse, capítulo 13, o profeta João viu que um poder político e religioso, descrito como uma besta, seria responsável por impedir que os verdadeiros seguidores dos princípios divinos comprassem e vendessem em um boicote comercial. E essa proibição tem a ver com a questão do dia de guarda bíblica se associarmos ao capítulo 12 de Apocalipse onde está claro que o dragão, símbolo de Satanás, empreende uma luta contra aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus. E os mandamentos divinos, conforme Êxodo 20:8-11, envolvem a guarda do sábado e não do domingo. O dragão (Satanás) e as bestas de Apocalipse 13 (segundo o contexto histórico-profético, a primeira besta é o poder papal e a segunda os Estados Unidos) atuarão em conjunto de maneira harmoniosa para promover o domingo como um dia especial em substituição ao sábado bíblico.

Sikberto Marks ao vivo fala sobre eventos finais

sexta-feira, 1 de julho de 2011 0 comentários

Palestras nesta sexta-feira, dia 1º de julho, às 20 horas sobre O Conflito Milenar. No sábado de manhã, dia 2 de julho, o tema é Eventos em torno do decreto dominical e, à tarde, os temas são: União das igrejas e Estratégias de Satanás contra o povo de Deus. As palestras ocorrem na Igreja Adventista do Guará, no Distrito Federal.

Watch live streaming video from iasdguara at livestream.com

Revista divulga pesquisa sobre sexualidade entre evangélicos

quinta-feira, 30 de junho de 2011 1 comentários

Revista Cristianismo Hoje, Junho de 2011.

Durante muito tempo, era praticamente proibido falar nele nas igrejas. Assunto restrito às quatro paredes dos gabinetes pastorais e considerado tabu pelos crentes, o sexo tem sido visto como uma espécie de fruto proibido ao longo de séculos. A imagem, aliás, é das mais apropriadas – acostumou-se a associar o pecado original de Adão e Eva à prática do sexo, e não à desobediência explícita ao Criador. Vítima de preconceito, legalismo e uma pseudomoralidade que visava muito mais ao controle social do que à santidade, a sexualidade atravessou as eras como algo sujo, um prazer proibido, algo que afastava as pessoas de Deus. Visão bem diferente do propósito do Senhor, que dotou o ser humano da capacidade de amar e ser amado, ao ponto de a própria Palavra de Deus aconselhar o homem a gozar a vida com sua mulher.

Novos tempos, novos valores. Ultimamente, os crentes em Jesus têm aprendido não só a valorizar o sexo – quando praticado dentro dos limites do casamento, bem entendido – como a, vejam só, falar sobre ele. O resultado disso é que trabalhos inimagináveis há algumas décadas têm sido realizados entre a comunidade evangélica, levando os crentes a mostrar a cara e a falar claramente sobre suas preferências, dificuldades e práticas de alcova. O mais recente deles é a pesquisa de opinião O crente e o sexo, cujos resultados CRISTIANISMO HOJE traz em primeira mão. O estudo constitui um amplo panorama sobre o assunto, em que quase 12 mil crentes – sendo 5,1 mil casados – responderam a perguntas enviadas pelo Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã (Bepec), que está sendo lançado junto com a pesquisa.

Através de uma parceria com a empresa Akna Software, especializada em marketing digital, e o portal e revista cristã Genizah, o Bepec teve acesso a mais de 1,5 milhão de endereços eletrônicos de evangélicos, sendo que o instrumento de coleta foi mandado para cerca de 71,5 mil destinatários. Por questão de metodologia, apenas o grupo-alvo dos evangélicos casados foi totalizado neste primeiro momento. Um universo amplo, representando diferentes regiões do país e classes sociais, bem como oito grandes grupos de confissões, incluindo igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais e denominações de grande porte, como Batista e Assembleia de Deus. “A pesquisa foi feita com rigor científico”, destaca o profissional de marketing digital e blogueiro Danilo Silvestre Fernandes, idealizador do Bepec. Evangélico, ele conta que suas principais motivações foram o interesse que o assunto desperta e a carência de material do gênero. “Não há quase nada disponível sobre a sexualidade dos evangélicos”, atesta. “Sexo é tabu entre os crentes e as matérias sobre isso são as mais lidas e comentadas. Quisemos produzir conteúdo inédito – incluindo dados primários, como é o caso da pesquisa O crente e o sexo.”

Não se pode negar mesmo que o assunto seja apimentado. E que, a partir da divulgação dos resultados da pesquisa, deve render mais pano para a manga nas igrejas. Como explicar, por exemplo, o espantoso percentual de 25% dos homens crentes casados que já traíram a mulher? Ou que 56% dos pesquisados do sexo masculino tenham praticado sexo com o futuro cônjuge antes do casamento? E isso, mesmo levando em conta que quase a metade dos respondentes têm mais de dez anos de conversão à fé evangélica e que o espectro etário é amplo, compreendendo dos 16 aos 55 anos. Ademais, a metade dos pesquisados informou ter mais de oito anos de casamento – ou seja, é gente que já passou pela famosa “crise dos sete anos”, o que é indicativo de estabilidade na relação. A conclusão, óbvia, é de que o abismo entre o discurso dos púlpitos e a prática dos crentes, que sempre se suspeitou existir, é um fato.

“Chamou-me a atenção o índice de casais crentes que tiveram relações sexuais antes do casamento”, aponta o pastor Gilson Bifano, diretor do Oikos, ministério cristão de apoio à família. Sediado no Rio de Janeiro, a entidade promove aconselhamento, estudos e eventos voltados para casais crentes. Ele diz que muito do que a pesquisa mostrou já é do conhecimento de quem trabalha nesta área. “Creio que os tempos modernos têm influenciado o comportamento dos casais crentes. Sexo é assunto que ficou, por muitos anos, sem ser tratado no âmbito evangélico. Há muito dogmatismo e falta diálogo.”


“SEM SURPRESA”

A pesquisa desce a minúcias como práticas sexuais dos casais crentes, envolvimento com homossexualismo e uso de pornografia – quesito no qual 44,5% dos consultados responderam “sim”. No entender de Danilo, o que chama a atenção é a proximidade relativa dos dados de Os crentes e o sexo e outra pesquisa, esta realizada pelo Ministério da Saúde em 2009 com a população em geral. Ali, o objetivo era bem diferente: balizar políticas públicas de combate à Aids. Mesmo assim, alguns dados são inquietantes – como o índice de traição ao parceiro fixo, que ficou na casa dos 16 por cento em um ano na mostra do governo. “Isso não quer dizer, evidentemente, que o evangélico traia mais”, ressalva. “Apenas que os crentes, em diversos aspectos, não diferem tanto assim das pessoas que a Igreja convencionou chamar como ‘do mundo’.”

“De modo geral, não me surpreendo”, comenta o pastor Geremias do Couto, da Assembleia de Deus. Fiéis de sua denominação, conhecida historicamente pelo rigor nos costumes, constituem um quinto do total de pessoas casadas que entraram na pesquisa. Mesmo assim, ele concorda que a influência de uma prática de vida liberal tem cobrado seu preço da Igreja, sobretudo nesta área: “O percentual naqueles pontos que, de fato, consideramos anomalias, ou mesmo pecado, estaria, a meu ver, dentro de um corte que corresponde ao modo como a prática da fé cristã é vivida, hoje, sem muito comprometimento”.

Geremias, que é vinculado ao projeto My hope (“Minha esperança”), da Associação Evangelística Billy Graham, e dedica parte de seu ministério à orientação cristã para casais, teve acesso aos dados da pesquisa antes de sua divulgação. O ponto que mais chamou sua atenção foi mesmo o da traição entre cônjuges crentes. Exatos 24,68% dos homens admitiram a pulada de cerca, enquanto que 12% das casadas evangélicas caíram em adultério. O detalhe é que, entre os neopentecostais, o índice supera em cerca de 5 pontos o de adeptos de outras denominações – como os anglicanos e presbiterianos, classificados na pesquisa como “reformados”. “Seriam, hipoteticamente, dois a três casos de infidelidade em cada dez casais crentes”, aponta o pastor.


ABERTURA

A pesquisa não deixou de abordar questões como frequência de atos sexuais no casamento e as diferentes modalidades de práticas sexuais. Engana-se quem pensa, por exemplo, que crentes se contentam com as mais convencionais. Quase 38% dos que responderam a pesquisa – lembrando que foram 56% de homens e 44% de mulheres – disseram que “vale tudo” no quarto conjugal, desde que ambos concordem. Aí entram a masturbação mútua, o sexo oral (com grande aceitação para mais de 80%) e até sexo anal, normalmente vetado por líderes e conselheiros por sua associação com práticas promíscuas homossexuais, a chamada sodomia. Mas 21,4% dos casais crentes confessaram praticá-lo.

Tratar de aspectos tão delicados da intimidade conjugal só foi possível, segundo Danilo, pela garantia do anonimato. “Pesquisas onde a coleta dos dados não é presencial, embora exijam mais cuidado na amostragem científica, ganham nos fatores envolvendo a privacidade do objeto do estudo. Isso incentiva a abertura para assuntos difíceis e a honestidade das respostas”, explica. “Tenho certeza de que muitos usaram a pesquisa como uma espécie de confessionário, prática abandonada pelo protestantismo”, opina o bispo Hermes Fernandes, um dos colaboradores de Genizah e líder da Rede Episcopal de Igrejas da Nação Apostólica (Reina). Ele acompanhou a elaboração da pesquisa e diz que o estudo confirma, com riqueza de detalhes e informações, o que todo mundo sabe: “O proibido é mais gostoso”. Para Hermes, a pressão exercida pela religiosidade acaba por acentuar as pulsões sexuais, tornando-as exacerbadas. “Muitos certamente ficaram aliviados por saber que não são os únicos a adotar certos comportamentos considerados tabus.”

Nota: Essa pesquisa evidencia alguns aspectos importantes que ajudam a entender a necessidade de o assunto da sexualidade à luz da Bíblia ser tratado com maior ou talvez com diferente ênfase inclusive dentro dos próprios meios religiosos. Eu não posso falar a respeito da metodologia utilizada pela pesquisa, mas os dados indicam que boa parte das práticas, que os líderes religiosos dizem ser contrárias à Bíblia e que fazem parte do discurso nas igrejas e nos cursos para casais, são praticadas pelos entrevistados. Alto índice de utilização de pornografia, adultério e práticas sexuais não convencionais fazem parte de grande parte das respostas dadas. 
Não se podem tirar conclusões rápidas desse material, mas é possível perceber que algumas práticas, sobre as quais a Bíblia dá orientação clara, simplesmente parecem ser passadas por alto pelos cristãos pesquisados. O adultério, por exemplo, é um deles. Embora legalmente no Brasil não haja qualquer restrição ao adultério ou bigamia, na Bíblia desde os tempos antigos judaicos até as palavras de Jesus o conceito é bem claro. No evangelho de Mateus, capítulo 5 e versículo 32, é dito que "Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério". 
O estupro, chamado de violação em alguns trechos da Bíblia, também não era aceito pelo povo hebreu que vivia sob as orientações divinas. Exemplos podem ser vistos na história de Diná, em Gênesis 34. Em Gênesis 19:5 há uma menção de abuso contra os homens que foram à casa de Ló, na região de Sodoma e Gomorra e ali não há qualquer apoio da parte de Deus para esse tipo de prática. Como se tratavam de homens, fica subentendido que não há recomendação bíblica para atos de relação sexual entre pessoas do mesmo gênero e quaisquer atos que fujam da sexualidade convencional entre homem e mulher. Logicamente é possível enquadrar dentro disso perversidades como pedofilia e sexo com animais ou mesmo utilizando os próprios órgãos do corpo humano de maneira diferente das quais foram criadas. 
O que há realmente é uma falta de sintonia entre o discurso e a prática. Claro que isso traduz o desafio humano constante de lutar contra o pecado, mas a pesquisa me ajuda a compreender que mero conhecimento da Bíblia ou simples anuência dos ensinamentos ali contidos faz cristãos praticantes. Algo mais é necessário. Tem a ver certamente com uma experiência mais profunda do que apenas se considerar crente, evangélico, religioso ou qualquer outro termo que tenha a mesma conotação. Um alerta estatístico importante que nos convida a fazer várias reflexões sobre o que significa carregar o nome de cristão ou evangélico (que difunde as "boas novas", ou seja, o evangelho).  

Resgate: geólogo criacionista debate controvérsia entre criacionismo e evolucionismo na Globo News

sexta-feira, 24 de junho de 2011 0 comentários

É bom retomar entrevista da qual participou o doutor em geologia e criacionista Nahor Neves Jr., em 2009, no programa Entre Aspas, da Globo News, apresentado por Monica Waldvogel. Apesar da nítida visão evolucionista da apresentadora e mediadora, Dr. Nahor deixou claros os conceitos em que os escritos bíblicos e a ciência convergem. É importante que se veja essa entrevista dividida em três vídeos.








http://www.revistaadventista.com.br/cpbreader.cpb?ed=2068&s=304751664 - Artigo completo do Dr. Nahor na Revista Adventista - Dezembro de 2010

Reportagem de TV esclarece controvérsia entre criacionismo e evolucionismo

quinta-feira, 23 de junho de 2011 0 comentários

A controvérsia entre criacionismo e evolucionismo é antiga, mas permanece. O que eu pude perceber, ao realizar a reportagem abaixo juntamente com minha colega Márcia Ebinger, foi que há falta de conhecimento generalizado por parte das pessoas. Por muitos não saberem exatamente qual é o raciocínio criacionista e nem o evolucionista, acabam ou tendo uma argumentação inconsistente ou mesmo uma descrença. Vale a pena ver a reportagem, veiculada há alguns dias no programa NT Repórter, da TV Novo Tempo.

 
Realidade em Foco © 2011 | Template de RumahDijual, adaptado por Elkeane Aragão.