Frente evangélica quer discutir lutas pela TV

quarta-feira, 21 de março de 2012 1 comentários

GNotícias, 20.03.2012.
Originalmente publicada em http://noticias.gospelmais.com.br/frente-parlamentar-evangelica-debatera-projeto-proibe-transmissao-lutas-tv-32254.html


O Projeto de Lei 5534/2009, que veda a transmissão de lutas marciais pelas emissoras de televisão, será debatido em Audiência Pública. A discussão sobre o assunto contará com representantes das emissoras de TV, educadores, representantes da universidades e do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, além dos presidentes da Frente Parlamentar Evangélica e Frente Parlamentar Católica. Anderson Silva, lutador profissional de MMA também foi convidado a comparecer à audiência.
A audiência foi requerida pelo deputado Sibá Machado, visando ampliar a discussão sobre o projeto, que está em análise na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. O escopo do projeto seria a resguardar crianças, adolescentes e adultos do contato com cenas de violência explícita, também levando em consideração a ofensa aos direitos humanos.
De acordo com o requerimento, “as sociedades têm obrigação de educar seus cidadãos, as crianças e adolescentes de modo especial, para a solidariedade, para o espírito coletivo, para a paz. A educação não é atribuição exclusiva da escola estrito senso. Um conjunto de instituições é que acabam por configurar a educação – e, sem dúvida, a televisão, por seu enorme poder, é parte do esforço educacional, até por atribuição constitucional.”.
O texto argumenta sobre a influência nociva das lutas sobre telespectadores, à sociedade e aos próprios lutadores, e ainda faz duras cíticas ao estilo de luta MMA (artes marciais mistas), e ao Ultimate Fighting Championship – UFC, que é a organização responsável pelas lutas. Descreve casos onde um lutador morreu e outro ficou tetraplégico por causa das lutas, e afirma: “ Campeonatos de MMA e UFC, não são apropriados para seres humanos”.
Nota: Com toda a sinceridade, apesar de a intenção dessa frente parlamentar parecer ser a das melhores, esse é o tipo de discussão de caráter quase inócuo e que não terá grandes resultados práticos. Eliminar esse tipo de programa da TV aberta, levando em conta que já é transmitido em horário avançado, não resolve um problema que está dentro de muitas famílias evangélicas ou não. O problema a que me refiro é a falta de critérios que pessoas, que se dizem cristãs, possuem em relação ao que consomem. 
E faltam critérios não porque a Bíblia não contenha orientação suficiente a respeito. Deus, o inspirador, em Sua Palavra deixa recados diretos para os leitores a respeito do que é próprio e o que não é para aqueles que Nele confiam e O seguem. A ausência de parâmetros sobre o que ver na TV, sobre que música ouvir ou como se portar nas redes sociais da web se dá porque muitos simplesmente não consideram o que é revelado. E transmitem esse conceito aos filhos que, por sua vez, continuam a reproduzir esse comportamento. 
Falta crivo para cristãos que, daqui a pouco, vão necessitar de leis proibindo a existência de aparelhos de TV ou de equipamentos que permitem se ouvir música em formato digital. Essas leis podem ser moralmente interessantes, mas não resolvem o problema que está dentro de cada pessoa e que se chama pecado (transgressão da lei divina - cf I João 3:4). E pecado, biblicamente falando, é algo com o qual o ser humano convive e lida por meio da íntima relação constante com Deus. 
Algo para ser motivo de uma mais profunda reflexão...

Arqueólogo vê com cautela desenhos cristãos em Jerusalém

terça-feira, 6 de março de 2012 0 comentários


Revista IstoÉ, dessa semana


Para quem estuda as origens do cristianismo, qualquer registro produzido durante ou próximo da passagem de Jesus Cristo pela Terra vale ouro. Além de raros, esses documentos, muitas vezes feitos por quem conviveu com o messias, têm importância histórica sem igual. Nesse sentido, fica fácil entender o rebuliço causado pelo anúncio, na semana passada, da descoberta do que seriam os primeiros desenhos e escritos cristãos, datados do ano 70 d.C. Encontrados por uma equipe de estudiosos da religião em uma catacumba debaixo de um condomínio de prédios de Jerusalém, os achados surpreenderam a todos. “Até a gente teve dificuldade em acreditar que havia feito essa descoberta”, diz Simcha Jacobovici, coordenador da empreitada, documentarista e professor na Universidade Huntington, nos Estados Unidos. “Mas as evidências que estavam diante de nós eram fortes demais.”

Dois objetos são o centro das atenções do achado – um ossuário gravado com um desenho que seria de um peixe, símbolo que imperou como representação gráfica do cristianismo em seu início, e uma pedra com inscrições na língua grega que poderiam ser traduzidas como “Divino Javé, ascenda”. Segundo a equipe de Jacobovici, a imagem do peixe seria a mais reveladora, já que ela seria uma referência à história de Jonas, tida como uma alegoria da ressurreição de Cristo, um dos pilares do cristianismo. Dado como morto ao ser engolido por uma baleia, Jonas surgiu vivo três dias depois, como Jesus emergiu de seu sepulcro.

Mas as sugestões espetaculares da equipe de Jacobovici, que trabalhou com a ajuda de um braço mecânico para chegar às catacumbas, não convencem a todos. A comunidade arqueológica, em especial, tem se mostrado bastante cética. “Ninguém garante que o desenho seja de um peixe, muito menos que esse peixe represente a história de Jonas”, afirma Rodrigo Pereira da Silva, arqueólogo e doutor em teologia bíblica. “Há dúvidas também quanto à tradução do que dizem as inscrições.” O histórico de Jacobovici e sua equipe também não ajuda. Em 2007, o professor anunciou, com alarde, a descoberta do suposto ossuário de Jesus, o que foi prontamente rebatido por arqueólogos e logo identificado como uma ação de marketing para o lançamento de um livro e um documentário no mesmo ano. Curiosamente, um livro e um documentário estão previstos para acompanhar essa nova descoberta. “Para chegar às conclusões a que eles chegaram, esse material ainda precisa ser muito estudado”, resume Silva.


Nota: Conheço o Dr. Rodrigo Silva, especialista em arqueologia, que foi um dos entrevistados pela revista IstoÉ e considero importante essa cautela apresentada por ele. Já houve vários "achados" que chamaram a atenção muito mais pela exposição na mídia do que pela consistência propriamente dita. A especulação de novidades e evidências arqueológicas em torno de Jesus Cristo e dos relatos principalmente dos evangelhos tem, muitas vezes, um fundo comercial ou de promoção pessoal. Já ocorreram no passado anúncios que se mostraram completamente inverídicos quando submetidos ao crivo rigoroso da pesquisa minuciosa. Não tenho condições técnicas de afirmar que é o caso desse anúncio, mas a cautela é necessária. 
Há muita revelação da arqueologia bíblica que já dá bom embasamento a quem deseja ler e pesquisar sobre o tema. Claro que novidades devidamente checadas e confirmadas sempre são bem-vindas. Por outro lado, é muito interessante que os interessados em conhecer acerca de evidências de Jesus e Seus ensinos não deixem de ler a Bíblia Sagrada mesmo, fonte preservada ao longo dos séculos com os ensinamentos de Jesus e Sua influência.

Lei Geral da Copa: quando o dinheiro fala mais alto que o bem-estar

domingo, 4 de março de 2012 0 comentários

Portal da Copa, 29.02.2012.

A votação dos dez destaques do projeto de Lei Geral da Copa (PL 2330 de 2011) foi remarcada para a terça-feira (6.03) da próxima semana. O adiamento ocorreu em função da votação, no Plenário da Câmara dos Deputados, de duas medidas provisórias (MPs 547/11 e 548/11) e da conclusão da análise do projeto que regulamenta a previdência complementar dos servidores públicos (PL 1992/07). Os parlamentares aprovaram na terça-feira o texto-base da Lei Geral, apresentado pelo relator da matéria, deputado Vicente Cândido (PT-SP), mas haviam deixado requerimentos apresentados para serem apreciados hoje.

De acordo com o relator, a estimativa é que os destaques sejam votados na próxima terça e que o projeto seja apreciado pelo plenário na quarta-feira. Assim, na opinião de Vicente Cândido, haveria boas chances de o projeto chegar ao Senado, onde também precisa ser aprovado pelo plenário, na próxima semana.

Dentre os requerimentos, há três propostas de retirada dos artigos do Projeto de Lei que permitem a venda de bebidas alcóolicas nos estádios durante a Copa do Mundo de 2014. Outros pontos pendentes tratam da concessão de vistos, da venda de ingressos, do marketing de emboscada por intrusão, do acesso aos locais de evento, da captação e retransmissão de som e imagem, da utilização indevida dos símbolos oficiais e da multa em caso de desistência da compra de ingressos.

Cândido acredita que o debate com os demais parlamentares no Plenário da Câmara será caloroso e que emendas devem ser apresentadas. “É sempre quente o debate. Imaginando que a gente derrote o destaque sobre bebidas alcóolicas aqui, ele vai aparecer no plenário em forma de emenda e pode também aparecer emenda fazendo o contraponto, instituindo de forma permanente a venda de bebidas alcóolicas no Estatuto do Torcedor. Sendo um debate de alto nível, o Congresso é legítimo para deliberar sobre isso.”

Destaques
Os pontos pendentes tratam da venda e consumo de bebidas alcóolicas, da concessão de vistos, da venda de ingressos, do marketing de emboscada por intrusão, do acesso aos locais de evento, da captação e retransmissão de som e imagem, da utilização indevida dos símbolos oficiais e da multa em caso de desistência da compra de ingressos.

Sobre a venda de ingressos, Cândido se mostrou tranquilo para a aprovação do texto como apresentado na última versão do relatório. “Não vejo grande polêmica. Já debatemos bastante e há um acordo da maioria. Vale o que está escrito no texto até agora, garantindo meia entrada para os idosos nacionalmente e o acordo com a juventude para o beneficiamento do pessoal de baixa renda. Isso está superado”, acredita.

Em relação à manutenção do artigo que trata da responsabilidade civil da União como foi enviado pelo Executivo ao Congresso, Cândido esclareceu que a Advocacia Geral da União dará à FIFA a interpretação do governo sobre o texto que foi enviado. “Quem vai falar sobre esse item é a AGU, até porque quem assumiu essa garantia foi o ministro na época. É ele que vai tratar essa questão dentro do governo. Esse é o entedimento do governo com a FIFA. Resolvendo as expectativas da entidade, estará resolvido também o texto aqui no Congresso Nacional”, diz.

A Comissão Especial que aprecia o projeto de Lei Geral da Copa foi criada para dar celeridade à aprovação do texto enviado pelo Executivo. Com ela, não é preciso que a proposta passe por várias comissões, como a de Constituição e Justiça e de Defesa dos Direitos do Consumidor. A instalação ocorreu em 11 de outubro de 2011, quando foram eleitos o presidente e o relator, Renan Filho e Vicente Cândido, respectivamente.

Desde então, segundo histórico na página de acompanhamento da comissão, houve 10 sessões, incluindo audiências públicas em São Paulo, Manaus, Salvador e Porto Alegre. Órgãos de defesa do consumidor, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o presidente do Comitê Organizador Local da Copa, Ricardo Teixeira, e o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, também foram ouvidos.

Principais pontos do texto

Bebidas
A permissão da venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios está prevista no substitutivo. Ela deverá ocorrer em copos de plástico, sendo vedado o uso de qualquer outro tipo de embalagem. Para outras áreas de hospitalidades e fan fests, não há restrição. “A venda e o consumo de bebidas, em especial as alcóolicas, nos Locais Oficiais de Competição, são admitidos desde que o produto esteja acondicionado ou seja consumido em material plástico, vedado o uso de qualquer outro tipo de embalagem”, afirmou Cândido, na justificativa do relatório.

Meia-entrada e grupo 4
Serão separados 300 mil ingressos para uma categoria especial, popular, chamada Categoria 4. Os tíquetes, que serão vendidos a cerca de R$ 50, atenderão a grupos como idosos, estudantes e participantes de programa federal de transferência de renda.
O autor resguarda o direito estabelecido pela Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso). Assim, pessoas com mais de 60 anos poderão adquirir entradas para todas as outras três categorias pela metade do preço.

O texto ainda especifica que a Copa das Confederações, evento-teste de 2013, terá 50 mil ingressos na Categoria 4. Segundo o relator, no caso das entradas mais baratas para indígenas ou pessoas que aderirem à campanha “Por um mundo sem armas, sem drogas, sem violência, com trabalho decente”, ainda será necessário um acordo entre o poder público e a FIFA.

Excetuando-se o Estatuto do Idoso, o relator enfatiza que disposições constantes da legislação federal, estadual e municipal que garantirem descontos ou gratuidades em ingressos ou outros tipos de entradas para atividades esportivas, artísticas, culturais e de lazer não se aplicarão à Copa das Confederações e do Mundo.

Responsabilidade civil
O relator mantém o texto original, enviado pelo governo federal ao Congresso, conforme consta no artigo 22 da última versão do substitutivo: “A União responderá pelos danos que causar, por ação ou omissão, à FIFA, seus respectivos representantes legais, empregados ou consultores, na forma do art. 37, § 6º, da Constituição”.

Áreas de restrição comercial
Segundo o texto, a União colaborará com estados, DF e municípios para assegurar à FIFA e às pessoas por ela indicadas autorização para divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços nos locais oficiais de competição, nas suas imediações e principais vias de acesso. O limite dessas áreas será definido caso a caso. E, de acordo com o projeto, a delimitação dessas áreas não prejudicará as atividades dos estabelecimentos regularmente em funcionamento.

Vistos de entrada
O projeto prevê a concessão de vistos de entrada no Brasil para os membros da delegação da FIFA, representantes de imprensa e espectadores que tenham ingressos ou confirmação da aquisição de ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Feriados em dias de jogos
Fica mantido no texto, ainda, a possibilidade de a União declarar feriados nacionais nos dias em que houver jogos da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. Estados e municípios também poderão declarar feriados os dias de partidas em suas cidades-sede.

Férias escolares
Em 2014, os Sistemas de Ensino deverão ajustar os calendários escolares de forma que as férias escolares decorrentes do encerramento das atividades letivas do primeiro semestre do ano, nos estabelecimentos de ensino das redes pública e privada, abranjam o período
entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo FIFA 2014 de Futebol.

Prêmio para ex-campeões
Vicente Cândido manteve, ainda, a concessão de um prêmio de R$ 100 mil em dinheiro para jogadores, titulares ou reservas, das seleções brasileiras masculinas campeãs das Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970. Também está previsto um auxílio especial mensal no valor do teto pago pela Previdência Social para jogadores sem recursos ou com recursos limitados.

Nota: Esse projeto de lei comprova o interesse de uma nação única e exclusivamente por dinheiro e nada mais em detrimento da liberdade, do respeito às leis locais e da saúde pública. Quem vai ganhar dinheiro com todos esses pontos certamente os interessados diretos sabem. Mas quem vai  perder é a sociedade de modo geral. 
Sobre os pontos mais falados e que foram citados acima, sem dúvida alguma o maior absurdo é a autorização de venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol. Esse item só interessa ao Governo Federal, estaduais e às companhias fabricantes de bebidas alcoólicas, bem como a toda a cadeia comercial formada em torno disso. Do que adiantam pesquisas científicas e avaliações do Ministério da Saúde sobre os riscos do álcool se na hora de se aprovar leis que possam impedir a proliferação do pernicioso hábito nada ocorre. O interesse financeiro sobrepuja o interesse do bem-estar da população. Na Bíblia, há exemplos claros de governantes que preferiram agradar aos interesses de terceiros e se beneficiar disso em detrimento do que deveriam fazer para proporcionar maior qualidade de vida à população. O antigo rei de Israel, Acabe, por exemplo, preferiu agradar à família de sua esposa pagã e permitiu o culto idólatra acompanhado de sacrifícios humanos (à época) em detrimento da orientação divina que preservava a vida. 
A questão dos feriados e férias escolares não me impressiona, pois isso já ocorre de maneira prática sem necessidade de legislação específica. Mas aí é possível entender o porquê da educação brasileira não merecer qualquer voto de confiança se comparada com a de outros países. Não é apenas por causa da falta de investimentos. Outro motivo é o desinteresse em se estimular a juventude a estudar e a se preparar para ter um trabalho digno. Não seria obviamente diferente em relação ao período da Copa. Para que trabalhar e estudar? Parece melhor ficar horas vendo jogos ao vivo (para aqueles que conseguirem comprar ingressos de alto custo com antecedência) ou pela TV mesmo. 
Essa Lei Geral da Copa só evidencia que uma nação que coloca os interesses financeiros antes do bem-estar da população, que é o ideal de Deus, vai colher os frutos dessa e de outras decisões.




Pesquisa mostra o que já se sabia: filmes influenciam jovens a abusar do álcool

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 0 comentários

O Globo Online, 21.02.2012.


Adolescentes que veem muitos filmes em que os personagens consomem álcool têm duas vezes mais chance de começar a beber do que aqueles que assistem a poucas produções com cenas deste tipo, revela uma pesquisa publicada no jornal on-line “BMJ Open”. Pior: estes adolescentes também têm maior tendência (63%) a abusar do álcool, diz o estudo. As constatações levaram os pesquisadores a sugerir que Hollywood adote as mesmas restrições ao álcool que já vem fazendo ao tabaco em seus roteiros.
O grupo trabalhou com uma mostra significativa de 6.500 jovens americanos, com idades entre 10 e 14 anos, que responderam a perguntas sobre seu consumo de álcool durante dois anos. As perguntas levavam em conta também os fatores que os influenciavam, incluindo filmes, publicidade, ambiente doméstico, comportamento dos colegas e vontade de se rebelar. Os jovens foram convidados a apontar, aleatoriamente, filmes que tinham visto nos últimos cinco anos. Os títulos foram escolhidos entre cem blockbusters de cada ano, e mais 32 sucessos de bilheteria do início de 2003, ano da primeira pesquisa.
O tempo de exibição de cenas em que apareciam bebidas alcoólicas ou pessoas tomando drinques foi medido em cada um dos 532 filmes. Ao final, descobriu-se que muitos adolescentes tinham assistido a cerca de quatro horas e meia de imagens relacionadas ao consumo de álcool, e que este índice, em alguns casos, chegava a oito horas.
Além disso, cerca de um em cada dez jovens (11%) disseram ter um produto, como uma camiseta ou um chapéu, em que aparecia uma marca de bebida alcoólica. Quase um em cada quatro (23%) disseram que seus pais bebiam álcool pelo menos uma vez por semana em casa, e 29% afirmaram que as bebidas ficavam ao seu alcance, em casa.
Ao longo dos dois anos de pesquisa, a proporção de adolescentes que haviam começado a beber mais do que dobrou, de 11% para 25%, enquanto a proporção daqueles que começaram a beber em excesso — isto é, bebiam pelo menos cinco drinques em uma única sessão — triplicou de 4% para 13%.
Pais que bebiam em casa e a disponibilidade de álcool em casa foram fatores associados ao hábito de beber, mas não ao de abusar de álcool. Exposição a cenas com álcool nos filmes, ter um produto com a marca de uma bebida, ter amigos que bebem e rebeldia foram relacionados às duas situações.
Constatou-se ainda que a presença de álcool nos filmes respondia por 28% da proporção de adolescentes que começaram a beber entre uma pesquisa e outra, e por 20% dos que passaram a exagerar no consumo de álcool. A associação não estava relacionada apenas a sequências com personagens tomando drinques, mas também à exibição de cenas em que os produtos apareciam.
“Mostrar cigarros em filmes é proibido nos Estados Unidos, mas é legal que em metade dos filmes de Hollywood haja referência a álcool, independentemente de sua classificação”, disseram os pesquisadores.
Eles ressaltaram que o aparecimento de cigarros em filmes caiu desde que o tabagismo virou um assunto de saúde pública, e sugeriram que a política para o álcool na tela fosse a mesma.
Hollywood tem responsabilidades também fora do país, dado que metade da renda dos seus filmes vem do mercado internacional, acrescentaram. “Como uma gripe, as imagens de Hollywood começam numa região e depois se espalham pelo mundo afora, onde também podem afetar o comportamento dos adolescentes com relação à bebida”, escreveram.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/alcool-em-filmes-influencia-comportamento-dos-adolescentes-4036463#ixzz1n2mOpmSb 



Nota: Os dados dessa pesquisa só confirmam aquilo que, por experiência, certamente pais e filhos comprovam na prática. Esse tipo de análise me leva a pensar que, se está comprovado que o álcool é pernicioso e que sua divulgação é igualmente nociva, por que é uma droga tolerada ainda? As respostas, para quem não é ingênuo a ponto de acreditar em um mundo de desinteressados, são óbvias e passam praticamente todas elas pelo aspecto econômico, ou seja, dos ganhos de alguns com essa indústria. Mais do que enriquecer as empresas e o governo que sobrecarrega as indústrias com altos impostos, a bebida alcoólica se transformou em sinônimo de status e dita o comportamento da sociedade a tal ponto que tentar quebrar isso é extremamente difícil para os humanos; para não dizer impossível. Acreditar no fim disso implica inevitavelmente acreditar em uma atuação divina, sobrenatural.
É interessante constatar, também, o grau de influência dos filmes na vida das pessoas. Apesar de alguns ditos "espertalhões" afirmarem que os filmes, novelas e outros tipos de programa produzidos para unicamente estabelecer e inculcar conceitos na mente humana não têm esse objetivo, as pesquisas mostram exatamente o contrário. É lógico que há outros fatores associados, mas o papel de mídias de alto poder influenciador como os filmes, em casa ou no cinema, é fundamental para estruturar pensamentos, ações e, em última instância, modos de vida. No caso da notícia, um modo de vida baseado no consumo excessivo de álcool. 
Saída: quebrar o televisor, queimar DVDs ou explodir notebooks ou tablets? Não creio nisso. Prefiro ficar com a ideia antiga, mas atual do apóstolo Paulo, quando escreveu, em Filipenses 4:8. Leia atentamente a esse e outros textos como I Tessalonicenses 5:21 e mesmo Filipenses 4:5. 

Manifestantes pró-ateísmo se mobilizam até no Brasil

domingo, 12 de fevereiro de 2012 1 comentários

Revista IstoÉ, Semana de 12.02.2012.

Os ateus brasileiros têm no universo virtual uma espécie de igreja online. É ali onde o conglomerado de pessoas que negam a existência de Deus se sente à vontade para professar o desapego às religiões, manifestar os porquês de não seguir nenhuma delas e trocar ideias com outras pessoas na mesma condição. Minoria em uma sociedade crente como a nossa – os ateus fazem parte do grupo demográfico definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como sem religião, do qual fazem parte também agnósticos e crentes sem religião, e representam 6,7% da população brasileira –, eles preferem esse canal de comunicação uma vez que, em público, ainda estão sujeitos a críticas. Duas ações, uma no Brasil e outra em Londres – onde um templo ateu deverá ser erguido até o ano que vem – pretendem pôr fim à solidão físico-intelectual desse grupo.

No domingo 12, está marcado o 1º Encontro Nacional de Ateus. Cerca de três mil pessoas estarão reunidas simultaneamente em 21 Estados e no Distrito Federal. “Precisamos sair do armário, mostrar que somos bons filhos, pais, que a moralidade independe de uma crença”, diz a estudante gaúcha Stíphanie da Silva, citando uma expressão utilizada na luta pelos direitos civis dos homossexuais. Aos 22 anos, ela é membro da Sociedade Racionalista, que organiza a ação. “O intuito principal do evento é conhecer uns aos outros e organizar a nossa força.” Soa paradoxal, porém, ateus militantes se reunirem para defender um ceticismo contra fé, religião e deuses. Agindo dessa forma, argumenta o professor Edin Abumansur, do departamento de ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo(PUC-SP), o ateísmo se torna uma opção de crença, a da negação, à disposição dos que procuram coisas para acreditar, no caso, que Deus não existe.

Apesar de contraditório, os brasileiros estarão seguindo à risca, com essa movimentação, a cartilha do britânico Richard Dawkins, espécie de guru dos ateus, autor de “Deus, um Delírio”. Zoólogo, ele exorta seus pares, historicamente estigmatizados, a se assumir e encampar publicamente um debate intelectual. No século XIX, porém, a fé na ciência e na razão já pautava as discussões nas igrejas positivistas, principalmente na França, terra natal de Auguste Comte (1798-1857). Um dos pais da sociologia, ele propunha uma nova religião baseada não em uma crença, mas na capacidade humana. “Crer no homem e na sua racionalidade justifica uma militância ateísta”, afirma o professor Pedro Paulo Funari, do departamento de história da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Fora do Brasil, no entanto, ateus famosos parecem não falar a mesma língua. Dawkins criticou publicamente o filósofo suíço Alain de Botton, autor de “Religião para Ateus”, que anunciou a construção de um templo ateu no centro financeiro de Londres. “Ateus não precisam de templos, é um desperdício de dinheiro”, afirmou o zoólogo. O projeto do espaço, que terá 46 metros de altura, foi encomendado por Botton ao arquiteto Tom Greenall. Segundo o arquiteto, o templo representará a história da vida na Terra. “Cada centímetro equivale a um milhão de anos de vida”, diz Greenall. 
O filósofo – que pretende começar a levantar a construção no ano que vem, após a autorização da prefeitura – defende em seu livro que os ateus não devem fechar os olhos para as religiões, mas aprender com aquilo que elas têm de bom. “Isso (a construção) poderia significar um templo ao amor, amizade, tranquilidade e perspectiva”, diz Botton. “O ateísmo de Richard Dawkins ficou conhecido como uma força destrutiva, mas há pessoas que não acreditam (em Deus) e não são agressivas contra outras religiões.” Não é o que ocorre no Brasil. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), por meio de uma pesquisa com seus cerca de 3,5 mil membros, descobriu que 90% deles consideram a religião um mal. Um claro efeito rebote da hostilidade crescente patrocinada por alguns religiosos.

Presidente da Atea, o engenheiro civil Daniel Sottomaior, 40 anos, faz troça da proposta de Botton, a quem se refere como um agente duplo infiltrado no movimento. E apoia com ressalvas as reuniões de ateus no Brasil. Para ele, à medida que eles conseguirem se colocar na sociedade sem medo, a necessidade de se encontrarem cairá drasticamente. “Afinal, não temos nada em comum: há gays, heteros, gente de esquerda, de direita”, diz Sottomaior. O engenheiro explica que, nos países nórdicos, com altas taxas de ateus, eles não se organizam, porque não precisam. “Por que pessoas que não acreditam em saci-pererê, por exemplo, teriam de se organizar?” Lutando pela causa juntos ou cada um por si, os brasileiros descrentes têm muito trabalho pela frente.
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Nota: Não sei como foi o evento realizado nesse domingo, dia 12, quando escrevo esse comentário. A mobilização das pessoas que negam a existência de Deus e/ou se dizem sem religião deve ser respeitada dentro do mesmo conceito de liberdade religiosa e de expressão em relação a outras crenças. É perceptível, no entanto, que não há uma organização dos ateus/não religiosos e que os discursos são até contraditórios. 
Uma das principais preocupações é, na verdade, quando existem ataques gratuitos contra os religiosos como já o fez um dos mais proeminentes advogados da causa, Richard Dawkins. A intolerância, da parte de qualquer um dos lados, é sempre nociva e não ajuda em nada na boa convivência. Respeito a opinião dos que se manifestam assim, mas ressalto que o maior risco é que esse tipo de movimento se caracterize por tentar desqualificar os que não pensam da mesma maneira. 
Quanto a minha opinião sobre o ateísmo, acredito que muitos se posicionam dessa maneira muito mais por enxergarem a religião e Deus de uma maneira distorcida, preconceituosa e afetada por fatos até mesmo de sua infância e juventude. É possível entender isso, mas ainda creio que seja uma visão passível de mudança. Há muitas evidências no mundo natural de uma criação planejada por um ser superior que não apenas desenvolveu, mas mantém. Negar isso de forma contundente, praticamente sem argumentos consistentes e sólidos, pode ter mais a ver com uma visão pessoal e passional a respeito do assunto, do que por crença fundamentada. 
É por isso que Deus, na concepção que acredito segundo a Bíblia, não é apenas um ser que simplesmente pôs o universo e os planetas em ação e posteriormente virou as costas. Entendo que Ele continue envolvido com Sua criação e isso se traduz no amor, na misericórdia, na proteção e no desejo de salvação espiritual para as pessoas. Isso me fortalece na fé que possuo em relação a Sua obra permanente na vida humana. E me faz compreender que Ele tem interesse pela minha vida. É um relacionamento pessoal que pode ser alimentado diariamente, conservado, ampliado, enfim, foge muito da visão medieval de um ser cósmico distante de tudo e de todos. E talvez dessa visão arcaica e absolutamente incompatível com o relato bíblico que estejam fugindo vários dos manifestantes pró-ateísmo e/ou não religiosos de  hoje.

Produtos industrializados: grandes vilões para a saúde

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 0 comentários

Os produtos industrializados, apesar da grande propaganda, são grandes vilões na saúde.
Interessante entrevista que o nutricionista Ricardo Vargas deu para a equipe do ASN TV - agência adventista sul-americana de notícias. Vale a pena conferir!


Editoras alteram palavras em nova versão da Bíblia

domingo, 5 de fevereiro de 2012 0 comentários

Site Gospel Mais, 02.02.2012.


Uma iniciativa de duas conceituadas editoras está causando enorme polêmica no meio cristão. As organizações “Wycliffe Bible Translators” e “Summer Institute of Linguistics” resolveram alterar alguns termos naBíblia para produzir Bíblias que não sejam ofensivas aos muçulmanos, e distribuir esses exemplares em países de maioria islâmica.
As Bíblias alteram os termos “Pai” para “Senhor” e “Filho” ou “Filho de Deus” para “Messias”.  Segundo as editoras, essa iniciativa faz parte da tentativa de produzir uma Bíblia que seja “amigável aos muçulmanos” pois os termos originais soam ofensivos ou informais.
A polêmica envolve também uma outra publicação chamada “Meaning of the Gospel of Christ” (Significado do Evangelho de Cristo) que traduz a palavra “Pai” para “Alá” e elimina ou muda a palavra “Filho”. Segundo o Portal Padom, um exemplo a ser citado é a passagem bíblica que Jesus ordena o “Ide”. Na versão “amigável aos muçulmanos”  o versículo 19 do capítulo 28 do evangelho de Mateus ficou assim: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, limpando-os com água em nome de Alá, o Messias e seu Espírito Santo”.
Missionários, organizações cristãs protestantes dos Estados Unidos, tradutores, cristãos nativos de países muçulmanos e inclusive ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo discordam da iniciativa e iniciaram um abaixo-assinado para que as editoras encerrem a produção desses livros. Uma grande quantidade já foi produzida e distribuída em diversos países de maioria islâmica, como Indonésia, Malásia e Bangladesh.
Nota: Existem vários aspectos que precisam ser levados em conta nessa discussão. Não sou um profundo estudioso de versões e traduções da Bíblia, portanto vou me ater a um comentário mais sobre a polêmica em si e não a respeito do mérito. A boa convivência entre as religiões é saudável, até porque todos, segundo a Bíblia, são criaturas de Deus e a ideia é que tenham tolerância mútua. Isso não significa, no entanto, o mesmo que diálogo ecumênico ou atividades similares. Nesses casos, o que se vê é uma tentativa de unificação de movimentos religiosos em torno de pontos comuns que, muitas vezes, geralmente eliminam aspectos vitais de crenças como o cristianismo bíblico. O fundo do diálogo ecumênico, como já mencionei em outros posts, parece ser muito mais de razão econômica e de afirmação de poder do que propriamente por questões doutrinárias ou ideológicas mesmo. Quanto a essa polêmica, é importante o alerta no sentido quanto a alterações nas traduções a partir dos termos originais da Bíblia. Digo isso pois, em minha opinião, tais modificações podem contradizer o que os próprios escritores bíblicos asseveram como o apóstolo João quando, no próprio livro de Apocalipse, adverte os leitores de que nada seja acrescentado ao conteúdo do livro sagrado. É importante compreender que respeito a outras religiões não pressupõe necessariamente alteração das próprias crenças. Isso já deriva para uma acomodação de interesses e aí a motivação já pode ser outra muito diferente. Chegaríamos ao ponto, também, de muçulmanos, por exemplo, considerarem modificações em seu livro sagrado, o Corão, por conta de uma aproximação mais amigável com os cristãos e outros religiosos? 
Essa "Bíblia amigável" não pode ser uma versão descaracterizada das escrituras, incapaz de ser reconhecida pelos próprios cristãos. Várias tentativas de adulterar a Bíblia já ocorreram e ainda ocorrem até de maneira velada no mundo e essa polêmica dessa nova versão parece estar no mesmo sentido. A tolerância e o respeito entre as religiões são totalmente aceitáveis e dignos de serem realizados, mas algumas concessões são inadmissíveis.

 
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