Padre mexicano diz não acreditar nem em Deus, nem no diabo

domingo, 21 de abril de 2013 0 comentários

Gospel Prime.


Adolfo Huerta Alemán, da diocese de Saltillo, no México, é um fenômeno de popularidade em seu país. Ele é mais conhecido pelo apelido de “El Gofo” e seu visual pode fazê-lo ser confundido com um músico de uma banda de heavy metal.  O sacerdote disse recentemente que faz sexo com frequência e que a existência de Deus para ele não importa.
Por causa de suas declarações e do sucesso que faz especialmente entre os jovens mexicanos, o bispo local decidiu que Gofo deverá responder diante do tribunal eclesiástico diocesano.
Tudo começou com uma entrevista publicada em 22 de março pela revista mexicana Proceso, onde Adolfo, vigário recentemente nomeado da Paróquia Senhor da Misericórdia, disse “se Deus não existe, pouco me importa”. Para ele, disse, a fé é simplesmente “uma motivação para dar sentido à vida”, que o motiva “a encontrar um significado e conseguir melhorar nossos relacionamentos, algo que vai ajudar a me tornar um ser humano melhor.”
Quando perguntado pelo repórter se faz sexo, Gofo admitiu que “frequentemente”, mas observou que não tem compromisso com ninguém porque seu rebanho exige muito de seu tempo.
De acordo com a mesma publicação, o padre usa bótons com as imagens de Che Guevara e personagens da série South Park, desenho animado que constantemente ofende a Cristo, a Igreja e o Papa. Gofo pinta seu longo cabelo de azul e vermelho e comumente pinta o rosto com tinta branca para enviar alguma mensagem.
Alemán também expressou repetidas vezes seu apoio a ideologia dos  ”transgênero” e republicou mensagens na rede social Twitter da organização católica Free Choice, que nos últimos 10 anos tem gastou mais de US $ 13 milhões para promover o aborto na América Latina, especialmente no México.
Em 18 de Fevereiro, publicou na internet uma “carta aberta ao novo Papa” onde pedia que Francisco aceitasse “padres casados”, “sacerdotisas” e “abortistas incompreendidas”. Ordenado há seis anos, padre Gofo tem um forte trabalho social na área de El Toreo, onde predomina a população pobre e é forte a presença do crime organizado.
Embora já que tenha dito não crer que a Bíblia é a palavra de Deus, usa trechos dela nas missas, juntamente com citação de filmes de Hollywood ou canções de rock. Muitas vezes usa seu senso de humor ácido e se defende: “Temos de atualizar o Evangelho à cultura contemporânea.”
Para ele, “A renúncia de Bento reflete o cansaço de uma igreja que está se enfraquecendo. Não irá acabar, mas não causa nenhum impacto nem mudança de mentalidade. Você precisa entender que a fé nada mais é que um compromisso com a minha realidade histórica, de mudar as circunstâncias da Igreja, ter compromisso com as vítimas de tráfico, com os familiares dos desaparecidos, com os transexuais. A Igreja Católica não deveria ser um fardo para a sociedade, mas um alívio”.
Andando pelas ruas, pergunta às pessoas se querem que ele celebre uma missa em suas casas. A resposta geralmente é sim. Centenas de pessoas, sobretudo jovens, vão ouvi-lo falar nessas cerimonias a céu aberto. Aos 35 anos de idade, ele anda em uma moto de 125 cilindradas, bebe cerveja e ouve a banda de heavy metal Iron Maiden em seu celular.
Publicou um texto que lhe rendeu a acusação de ser pornográfico. Recebeu como punição três meses em um retiro com outros padres.
Gofo se sente discriminado por ser diferente. Por sua aparência, já foi acusado de ser satânico. Mas ele não se importa, afinal não acredita no diabo. “Eu acho que o diabo é um personagem, um conceito não me ajuda a crescer como pessoa nem fazer meu trabalho corretamente… Eu acredito que a linguagem da Igreja tem de ser atualizada, precisa evoluir, (…) esse tipo de linguagem não é mais útil, não atende mais às necessidades do nosso povo”, finaliza.

Entrevista originalmente publicada em http://www.proceso.com.mx/?p=336919

Meu comentário - A entrevista com o polêmico e extravagante líder religioso chama a atenção por suas afirmações notoriamente destinadas a causar espanto e, consequentemente, atrair os holofotes para si mesmo e seus conceitos bem próprios de liderança. Independente disso, há uma afirmação que é mais significativa, na minha avaliação, e que tem a ver com outras entrevistas que já li de outros líderes religiosos.
O padre Adolfo Alemán diz, em determinado momento, que "temos de atualizar o Evangelho à cultura contemporânea". Essa, para mim, é uma das maiores ameaças hoje à literalidade da Bíblia Sagrada, pois implica relativizar o que contém a Palavra de Deus e, em última instância, relativiza o próprio conceito sobre Deus. Essa contextualização é perigosa, pois fica a cargo da livre vontade e interesse pessoal de cada liderança ou segmento religioso. No meio cristão, isso já ocorre há alguns anos, mas a impressão é que vai se aprofundar e que religiosos com o mesmo pensamento de Adolfo serão cada vez mais comuns e populares, principalmente entre o grupo de pessoas que já não se identifica com igrejas ou denominações, mas prefere se autodenominar apenas adepto de algo mais sobrenatural ou místico. 
Caminhamos para um gradual fim do pensamento voltado para a religião tal como descrita na Bíblia e início de uma identificação com manifestações aqui e acolá sobrenaturais sem que necessariamente haja um comprometimento do adorador com o Criador. Ou seja, as pessoas estão deixando as religiões tradicionais e também abandonando os ensinamentos originais da Bíblia e se entusiasmando muito mais com "sinais e maravilhas" a exemplo do que previa Cristo nos evangelhos. 
Essa realidade é muito mais ameaçadora, para mim, do que as declarações aparentemente contraditórias do padre mexicano. Ele é muito mais um símbolo de um modo de pensar típico de alguns líderes evangélicos ou mesmo religiosos que desejam questionar o papel essencial da Bíblia Sagrada e de um Deus pessoal na vida humana. 

Abuso de álcool ocorre mais entre pobres, diz pesquisa

domingo, 14 de abril de 2013 2 comentários

Estadão online, 13.04.2013.


Sete entre cada dez brasileiros que ganham menos de R$ 1 mil por mês bebem de forma abusiva. O consumo, que já era bastante expressivo, aumentou muito nessa parcela da população nos últimos seis anos, segundo o Levantamento Nacional de Álcool, feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“O fenômeno neutraliza benefícios da melhoria de renda e ajuda a perpetuar o ciclo de baixa qualidade de vida”, avalia o coordenador do trabalho, Ronaldo Laranjeira, da Unifesp.
O levantamento mostra que, quanto menor a renda, maior o consumo excessivo de álcool. Na classe E, 71% bebem de forma exagerada; na C o índice é de 60%, na B de 56% e na A de 45%. A lógica se repete quando se analisa o crescimento do consumo excessivo entre os diferentes grupos sociais. Quanto menor a renda, maior o aumento no período avaliado, de 20006 a 2012.
O estudo foi feito com base em dados de 4.607 pessoas com mais de 14 anos, coletados em 149 municípios.
Para homens, é considerado beber de forma abusiva o consumo de ao menos cinco doses de bebida em um período de duas horas. Entre mulheres, a relação é de quatro doses em duas horas. Uma dose equivale a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de pinga.
Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular, especializado em pesquisas de consumo nas classes C e D, a melhora do padrão de vida promove a diversificação de compras de produtos industrializados. E, assim, o álcool vem ganhando espaço. O Data Popular observou dois movimentos que evidenciam a melhoria da renda, que se destacam no Nordeste: “Quem começa a ganhar mais dinheiro na classe C passa a comprar destilados como uísque e vodka, enquanto as classes D e E mudam da pinga para a cerveja”.
Meu comentário: Embora o estudo mostre que o consumo abusivo de álcool seja mais prevalente entre as pessoas de renda menor, o problema das bebidas alcoólicas é uma realidade muito mais ampla que países como o Brasil ainda insistem em não enfrentar.
Concordo que devam haver campanhas de conscientização quanto aos malefícios de drogas como crack (com alto poder de destruição ou destruição mais rápida do ser humano), mas o álcool não é combatido com veemência, o que é um erro estratégico. O álcool é usado habitualmente por adolescentes e jovens brasileiros com efeitos a médio e longo prazo extremamente ruins.
As únicas campanhas estão restritas ao uso do álcool vinculado à prática de dirigir, ou seja, a preocupação maior governamental parece ser a de que as pessoas apenas não dirijam sob efeito de álcool.
Quando leio pesquisas como essas, vejo que a preocupação oficial é muito pequena perto do contexto maior de danos comprovados pelo uso do álcool em maior ou menor quantidade. 
Na própria Bíblia, grande parte dos personagens bíblicos envolvidos com ingestão de álcool são mencionados em circunstâncias desfavoráveis. Foi o caso de Noé, cuja embriaguez desencadeou a maldição de um dos filhos, Ló e sua relação promíscua com as filhas após ficar bêbado, além de um rei de Israel antigo chamado Elá (que bebeu e foi assassinado por um de seus oficiais que tomou seu lugar) e mesmo o déspota babilônico Belsazar que, em meio a uma orgia com embriaguez com milhares, viu o aviso divino de que seu reino seria destruído por outros impérios.
É por essa e outras razões que cristãos fundamentados na Bíblia Sagrada não apoiam o uso de qualquer quantidade de álcool, muito menos por pobres ou jovens e crianças. 
Falta, sim, uma campanha corajosa e contundente que tire as bebidas alcoólicas dos supermercados e das lojas frequentadas por grande parte dos consumidores especialmente os mais novos e que conscientize a população de que há muito mais malefícios do que benefícios em se ingerir álcool. 
Mas a luta é contra grandes corporações que investem milhões de dólares nas próprias ações dos governos e que não têm qualquer receio de que grande parte da população seja consumidora de bebidas alcoólicas. Ganham dinheiro fácil, colocam uma parte em mídia, em eventos sociais e isso lhes garante mais consumidores e o ciclo não acaba.
Enquanto uma conscientização governamental não surgir, cada pessoa precisa ter consciência de que sua família não necessita desse vilão aceito pela sociedade, mas que só prejudica.

Cientista desafia evolucionistas em aposta de 10 mil dólares

sexta-feira, 29 de março de 2013 0 comentários

Do Golspel +, 28.03.2013.


O debate entre cientistas adeptos da Teoria da Evolução e os fiéis adeptos ao relato criacionista do Gênesis pode ter um capítulo singular na história do embate, devido à proposta de um defensor da história apresentada na Bíblia.
O doutor Joseph Mastropaolo, especialista em criacionismo, resolveu desafiar qualquer defensor da tese da evolução perante a um tribunal, e ofertou ainda, US$ 10 mil como recompensa caso saia vencedor.
No desafio proposto por Mastropaolo, que é Ph.D. emcinesiologia – ciência que estuda os movimentos do corpo humano – o defensor de que o ser humano é fruto de uma evolução de espécies terá que refutar sua interpretação do Gênesis perante a um juiz no tribunal de Santa Ana, na Califórnia.
Entretanto, o desafiante deverá depositar outros US$ 10 mil numa conta judicial, para que assim, ao final do julgamento do embate entre o evolucionista e o criacionista, o vencedor possa resgatar os US$ 20 mil no total.
Além do juiz, o “julgamento do Gênesis” como vem sendo chamado pela mídia norte-americana, deverá ter ainda um repórter especializado em cobrir processos judiciais e um oficial de justiça. Os custos judiciais para o julgamento será custeado pela parte vencedora, de acordo com a proposta do Dr. Mastropaolo.
De acordo com informações do Christian Post, o Dr. Mastropaolo acredita que esse “julgamento do Gênesis” poderá abrir uma nova perspectiva a respeito da discussão sobre o tema: “”Os evolucionistas depois, poderiam ler a transcrição [do julgamento] e fazer sua tese ser mais bem embasada, para numa próxima vez, poderem argumentar melhor”, afirmou, confiante.
“Podemos ler a transcrição e não ter que passar pelo mesmo processo mais e mais e mais uma vez sem qualquer deixar-se, sem qualquer resolução”, sugeriu, como forma de obter objetividade na discussão, sem necessitar voltar a pontos já debatidos.
O desafio de Mastropaolo para que a Teoria da Evolução apresente argumentos sólidos contra o relato de Gênesis foi feito a evolucionistas, teístas, ateus, agnósticos e outros: “Esta é a sua chance de brilhar. Você está disposto a participar de uma competição para provar seu ponto de que a Bíblia está errada e que evoluímos? Você poderia ir para casa com US$ 20 mil se você ganhar!”, diz o anúncio.
Como as regras do concurso afirmam, este debate é legalmente classificado como um mini julgamento, o que significa que é um tipo particular, voluntário e informal de resolução alternativa de litígios que não carrega nenhuma base legal e não tem nenhuma ligação com os governos estaduais ou federal.
Mastropaolo afirmou ainda que acredita que qualquer evolucionista que aceite o debate não pode provar definitivamente que uma interpretação não literal do Gênesis é mais científica do que uma interpretação literal: “Eles [os evolucionistas] não são estúpidos, eles são brilhantes, mas são brilhantes o suficiente para saber que não há evidências científicas de que possam vencer um mini julgamento”, afirmou.
Notícia original pode ser lida em http://noticias.gospelmais.com.br/cientista-us-10-mil-provar-genesis-errado-51967.html 
Meu Comentário: Sou totalmente contra a esse tipo de desafio ou aposta. Primeiro, porque apostar sobre crenças é algo simplesmente descabido. Crença tem a ver com os valores que as pessoas nutrem em sua vida decorrentes, inclusive, da história familiar. É inconcebível pensar que isso se torne objeto de aposta. 
Além disso, a questão do criacionismo e do evolucionismo é muito mais filosófica do que se imagina. Não se trata de um embate entre ciência e religião como muitos imaginam e sobre isso escrevem e falam. Lendo alguns livros, especialmente Por que a ciência não consegue enterrar Deus , do matemático John Lennox, consigo compreender que a controvérsia se dá muito mais em relação ao teísmo e ao ateísmo ou materialismo.
E isso tem a ver com crenças e valores. E não necessariamente com aspectos de exatidão matemática, evolução biológica, etc. Lennox, que eu cito, mostra que há muita margem dentro de diferentes áreas do conhecimento humano para não se descartar a atuação de Deus e Sua importância na condução do mundo natural. A argumentação evolucionista com o viés ateísta pode ser impactante, bem estruturada por uma coordenada ação de marketing e até crível para muitos cientistas e leigos, mas há forte argumentação contrária da parte de quem crê em Deus como agente de permanente contato com Sua criação.
Sou contra a aposta e o desafio, mas sugiro que as pessoas, antes de se posicionarem ao lado do ateísmo "científico", leiam mais a respeito de diversas evidências de uma criação planejada. Pode ser que o relato de Gênesis não tenha tanta força de marketing como os discursos dos líderes dos movimentos evolucionistas modernos, mas sua argumentação é bastante razoável à luz de uma sincera comparação com astronomia, geologia, biologia, física e matemática. 

Tatuador escurece o "branco" dos olhos

domingo, 17 de março de 2013 0 comentários

Do Portal G1 de São Carlos.

Com 70% do corpo tatuado, Rodrigo Fernando dos Santos, conhecido em São Carlos (SP) como Musquito, resolveu inovar. Aos 39 anos, ele decidiu escurecer o branco dos olhos. A técnica, denominada “eyeball tattoo”, consiste em injetar tinta na camada de proteção dos olhos. O processo é irreversível. 'Chorei tinta dois dias. Agora só mudando a cor para ficar branco de novo. Mas ainda assim acho que fica meio cinza', diz o sãocarlanse, que há sete anos trabalha como tatuador na cidade. 'Não me inspirei em ninguém, fiz pela arte e para ficar diferente.' Para a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, o procedimento invasivo é desaconselhável e pode causar inflamação interna, levando à perda da visão.
Musquito foi o 13º brasileiro a experimentar o “eyeball tattoo”, há três semanas. O procedimento difundido nos Estados Unidos foi realizado em Jundiaí (SP) pelo tatuador Rafael Leão Dias, de 31 anos, considerado o único apto a realizar esse tipo de trabalho no país. Segundo ele, a tinta usada para esse tipo de arte é importada e não é a mesma utilizada nas tatuagens convencionais. Há também uma agulha especial utilizada como se fosse uma seringa. Para colorir o olho, são necessárias três aplicações em cada um.
“Não há perfuração. A aplicação é feita entre a camada conjuntiva e a esclera, que protege o olho. Estudei a técnica durante dois anos e fiz a primeira aplicação em outubro de 2012. O procedimento não é proibido nem aqui nem fora do país. Não há risco nem dor devido ao uso de um colírio”, afirma Dias, tatuador há sete anos.
Método perigoso - O especialista João Alberto Holanda de Freitas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, afirma que o método é inteiramente nocivo e não adequado.
“Isso pode dar alguma complicação, com uma uveíte (inflamação interna) e a pessoa perder a visão. A recomendação é não fazer. O consenso da oftalmologia brasileira é para que não se faça isso”, ressalta o médico.
Apesar de saber dos riscos, o tatuador diz que estava 100% confiante de que tudo ia dar certo.
“Cheguei lá e minha esposa disse: 'Se você quiser amarelar, por mim tudo bem, não tem problema. Eu prefiro que você desista do que fique cego'. Mas resolvi correr o risco”, relata.
Ele pagou R$ 1 mil pelo procedimento, que durou duas horas. “O pós também foi tranquilo. Teve um pouquinho de irritação, como uma conjuntivite, mas não atrapalhou em nada. Os olhos ficaram lacrimejando e chorei tinta dois dias”, conta.
Na volta para casa, Musquito sentiu o que a sua nova aparência causaria nas pessoas. O farol do carro queimou e a saída foi procurar um hotel para passar a noite, mas não deu certo. “A gente chegava à recepção, olhavam para a cara dele e diziam que hão tinha vaga, então a gente não conseguiu quarto', conta a mulher, Letícia Dias de Carvalho, de 35 anos.
Leia restante da reportagem

Meu Comentário: Cada pessoa tem a possibilidade de decidir o que deseja para sua vida e, também, que tipo de ensinamento pretende deixar para as gerações. Essa é a premissa básica da vida humana. Mas, sob o olhar bíblico, algumas atitudes mostram que o ser humano insiste em se afastar do plano original divino para se tornar "ousado" especialmente quando se trata de chamar a atenção por aparência.
É interessante que o povo antigo de Israel foi orientado, conforme registra Levítico 19:28, a não fazer marcas no corpo por causa dos mortos. O texto obviamente não menciona tatuagem ou a pintura do branco dos olhos, mas faz uma advertência ao povo para que não imite os povos que se marcavam para chamar a atenção dos seus deuses. É algo a ser seriamente objeto de reflexão.
Por outro lado, há um texto bem mais claro, onde é dito que "não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus?". Se entendemos que Deus é o doador de nosso corpo (e isso inclui os olhos), então nossa responsabilidade aumenta em relação à maneira como utilizamos nosso corpo. Não deveria ser para nos promovermos, mas para honrarmos e glorificarmos o próprio Deus. 
E, se tudo isso não bastasse, é um procedimento que coloca em risco a própria vida e dá um péssimo exemplo para os filhos. Será que vale a pena passar por esses efeitos colaterais em nome da pura vaidade? 
O ser humano avança em uma progressiva degradação da sua capacidade de se aproximar do caráter de Deus. 

Mortes em hospital evangélico: até onde vai o ser "humano"?

domingo, 24 de fevereiro de 2013 0 comentários


Site do Jornal Hoje, 22.02.2013.

A polícia investiga a participação de outros funcionários do Hospital Evangélico de Curitiba na morte de alguns pacientes da UTI. A chefe da unidade está presa há três dias. A direção do hospital afastou 47 funcionários.
Uma técnica de enfermagem diz que não aguentou ver o que faziam com os pacientes graves na UTI e pediu demissão depois de quatro meses de trabalho. A moça contou que a médica Virgínia Helena Soares de Souza tinha ajuda de outros funcionários para matar pacientes.
Ela cita o caso de uma senhora de 83 anos, que morreu na UTI do Hospital Evangélico, em 2009. “Eu a vi [Virgínia Helena Soares de Souza] conversando com um enfermeiro. Uns cinco ou dez minutos depois, ele chegou com uma seringa para mim. Que era para fazer uma medicação. Eu falei ‘o que é isso?’, porque não era horário da medicação. Ela não precisava ser sedada, porque estava tranquila”, conta.
Segundo ela, o enfermeiro respondeu que eram ordens superiores e todo mundo entendia que era ordem da doutora Virgínia. “Eu respondi que jamais [não iria medicar a paciente] porque precisava saber o que era. Ele disse: ‘não vai fazer? Eu faço’. Minutos depois ela foi a óbito”, relata.
A direção do hospital não quis conversar com a equipe de reportagem do Jornal Hoje, mas confirmou que 13 médicos e 34 pessoas da equipe de enfermagem que trabalhavam na UTI geral foram afastados. Eles estão agora em outros departamentos do hospital. Para a polícia, a médica não agia sozinha.
“Obviamente sabemos que, se comprovado, a ação dela não foi isolada. Obviamente sabemos que demandaria da conivência de outras pessoas que trabalhavam com ela na UTI”, diz o delegado-geral da Polícia Civil Marcus Michelotto.
Uma sindicância interna tem prazo de 30 dias para apresentar um relatório ao Conselho Regional de Medicina e ao Ministério Público. Outra investigação do hospital foi determinada pela Secretaria da Saúde, com a participação do Ministério da Saúde.
“Esta comissão de sindicância vai trabalhar investigando todos os óbitos que ocorreram na UTI, em 2012 e 2013. Nós vamos entrevistar todas as pessoas que trabalhavam lá dentro e vamos investigar outras coisas que possam estar acontecendo”, explica o médico Mário Lobato, do departamento de auditoria do SUS.
Ontem, uma ex-paciente contou como escapou da morte na UTI. Ela escreveu um bilhete para a filha, durante uma visita, pedindo para sair dali porque estavam tentando matá-la. A mulher conta que ouviu a médica Virgínia mandar que o respirador fosse desligado, e que só se salvou porque outra enfermeira, descumprindo a ordem, religou o aparelho.
“Ela falou assim: que era para desligar para ver se eu aguentava sobreviver. Se eu não conseguisse, eu não tinha chance. Isso eu ouvi da boca dela. Só que daí uma enfermeira viu que eu estava agoniando, ela veio e ligou de novo”, conta.
O advogado de Virgínia Helena, Elias Assad, questionou por que a técnica de enfermagem que apareceu na reportagem não denunciou o colega enfermeiro em 2009.
Notícia completa em http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/02/hospital-evangelico-de-curitiba-afasta-47-funcionarios-da-uti.html

Meu comentário - É evidente que se trata de um caso sob investigação ainda, mas meu comentário é no sentido de destacar o pouco valor que a vida humana passou a ter nos atuais dias. Cada vez, infelizmente, parecem ser mais comuns as notícias (imagine, então, o que não vem à tona na imprensa) sobre o descaso em hospitais e clínicas em relação a pessoas que foram até esses locais justamente para terem uma esperança de vida.
Não vou entrar no mérito do caso em si, pois o mesmo ainda não está completamente fechado e resolvido. 
Mas quanto vale a vida humana? Em II Timóteo 3:2-5, o apóstolo Paulo enumera uma lista que caracteriza o comportamento moral das pessoas no que ele chama de últimos dias. Entre as expressões está cruéis. A crueldade contra alguém que não pode se defender agrava a atitude de quem a praticou.
Evidentemente os críticos de plantão poderão dizer que crueldade sempre existiu, mas o que vemos hoje é uma indiferença maior com relação à vida. Se ficar provado que médicos agiam dessa maneira em uma instituição de saúde, estamos, então, vendo, mais uma vez, o retrato do perfil "humano" dos últimos dias. Ou seja, cada vez menos humano, menos semelhante a Deus e mais próximo do conceito apregoado pelo inimigo.

Para que a renúncia?

sábado, 16 de fevereiro de 2013 1 comentários

Por Felipe Lemos.


A especulação mundial em torno da renúncia do líder religioso alemão Joseph Ratzinger ao papado está direcionada quase que totalmente às razões pelas quais Bento XVI tomou a decisão inusitada. Há, também, uma enorme curiosidade sobre o tipo de vida que levará o futuro cidadão comum (ou nem tão comum devido ao provável assédio que receberá de parte dos formadores de opinião) a partir de sua renúncia oficial.
Mas talvez uma das perguntas mais importantes que possa ser feita é: “para que renunciou Ratzinger?”. A que ou a quem interessa sua saída repentina de uma das funções mais conhecidas do planeta e que tem relação com milhões de pessoas diretamente ou indiretamente influenciadas pelas ações do estado religioso? A resposta não é fácil, mas existem indícios importantes.
É preciso compreender primeiramente que o Vaticano não é uma religião. É um estado soberano politicamente com assento na Organização das Nações Unidas (ONU). É uma nação praticamente como qualquer outra, mas com uma crença religiosa oficial: católica romana. E como um país, com administração eminentemente pautada por diretrizes humanas e terrenas, está sujeito aos mesmos tipos de contratempos. Convive com a corrupção, com as crises de imagem, com a disputa interna de poder, com a oposição política, com problemas econômicos, com dificuldades nas relações diplomáticas, enfim, com toda a sorte de percalços comuns a um país independente.
É nesse contexto, portanto, que Ratzinger renuncia. Como qualquer chefe de Estado, diante da impossibilidade de continuar governando e satisfazendo a todos os interesses que orbitam em torno de Roma, ele sai. O alemão deixa o papado para atender ao Vaticano em suas estratégias político-administrativas. Evidentemente isso não será dito em público agora. Fica, portanto, a informação oficial sobre a saúde do religioso como razão principal. O contexto ao redor, no entanto, permite outras interpretações. Lembre-se: é um estado político-religoso.
É bem provável que o Vaticano intensificará o diálogo com outras religiões no plano ecumênico, ou seja, todos em torno de uma proposta administrativo-financeira não doutrinária e muito menos bíblica. Certamente será pressionado a aceitar o aborto, o casamento homossexual, o evolucionismo ateísta, a legalização de drogas em vários países, enfim, continuará agindo como tem agido há centenas de anos da maneira como se comporta uma nação regida por leis e princípios humanos. É a expectativa normal para uma nação que busca harmonia não com a moral bíblica e, sim, com o que pensam os demais países com os quais têm negócios e troca de favores.
Saída bíblica – Vários estudiosos da Bíblia, desde os séculos passados, identificaram o Vaticano como agente que se encaixa perfeitamente no cumprimento profético de livros como Daniel e Apocalipse. Mesmo o célebre cientista Isaac Newton, na obra As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel datado de 1733, concordava que o Vaticano era o poder político descrito como chifre pequeno ou a primeira besta e que foi responsável por perseguir os verdadeiros fieis a Deus e a Sua palavra. Poderque repetirá a perseguição, no entendimento de outros teólogos, antes da volta de Jesus, evento predito na Bíblia e confirmado pelos escritos dos evangelistas, biógrafos oficiais de Cristo.  
Diante da renúncia de Ratzinger (Papa Bento XVI), os cristãos que acreditam na Bíblia como regra literal de fé e princípios válidos para os nossos dias têm pelo menos duas reações possíveis. A primeira delas é orar para que os ensinamentos genuinamente bíblicos (e não aqueles inventados ao longo dos séculos por gente inescrupulosa que criou tradições para gerar medo, ganhar dinheiro e propagar a ignorância acerca do livro sagrado do cristianismo) sejam ensinados a todos os que desejam conhecer. E a segundaé a de orar por si mesmos.
A renúncia do sucessor de João Paulo II é um convite para religiosos e não religiosos lerem, estudarem e amarem os ensinamentos contidos na Bíblia. Esse hábito não os ajudará apenas a entender o contexto  profético em que o Vaticano está inserido, mas a amar a Jesus Cristo e se preparar para o dia em que Ele voltará e colocará fim a esses reinados terrenos frágeis e contaminados pelo estilo de governo terreno.
Cristãos que creem no advento não estarão tão preocupados com as razões que levaram o papa a renunciar ao trono oferecido pelo mundo e nem com a incrível quantidade de ilações que poderão ser feitas a partir dessa notícia. Estarão preocupados em viver o que Cristo mostrou na prática e a abandonar aquilo que é contrário à vontade divina. Buscarão sinceramente um compromisso espiritual com Deus traduzido em uma prática real. Não estarão inseguros quanto ao futuro, mesmo se não souberem exatamente cada passo que o Vaticano ou qualquer outro país adotará nos próximos anos.

Seriado deve distorcer visão bíblica dos apóstolos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 1 comentários

Do site Gospel Prime, 14.02.2013.


Estreia hoje (14/2) nos Estados Unidos a série “Zero Hour” que, segundo informações divulgadas, pretende mexer com alguns conceitos bíblicos. Será exibido pela rede ABC, a mesma que no ano passado lançou as séries “GCB” e “666 Park Avenue”. Acusadas de ridicularizar os cristãos, ambas foram canceladas por causa da baixa audiência.
O novo “drama de mistério” tem o roteiro de Paul Scheuring, criador de “Prison Break”. A história envolve os 12 novos apóstolos de Jesus Cristo e sua batalha contra o que seria o “anticristo”.
O início da série mostra como um jornalista cético acaba conhecendo um dos maiores segredos da história. Ele fará uma perigosa jornada ao redor do mundo, onde poderá coletar provas sobre a existência desses novos apóstolos em nossos dias.
O personagem principal é Hank Foley (Anthony Edwards), que edita a revista “Modern Skeptic”, dedicada a questionar a tudo e a todos. Curiosamente, ele frequenta uma igreja católica. White Vincent (Michael Nyqvist), será o grande vilão por trás da conspiração que começou durante a segunda Guerra Mundial. Ele é um dos assassinos mais perigosos do mundo, estando envolvido com vários governos e religiões, mas mantém um aspecto demoníaco, indicando que ele pode ser o Anticristo ou algo similar.
Quando Laila (Jacinda Barrett), a esposa de Hank, é sequestrada, ele descobre um mapa escondido em um relógio. Esse mapa o leva a diferentes lugares do mundo onde vai descobrindo com a  agente do FBI Deck (Carmen Ejogo), como a ordem Rosacruz recriou os 12 apóstolos de Jesus Cristo para salvar o mundo.
Segundo as primeiras informações divulgadas, a série promete ser polêmica, seguindo a trilha do que os livros e filmes “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios” causaram entre os cristãos alguns anos atrás. Ainda não há data de estreia prevista para o Brasil, mas certamente não deve demorar.
Hank representa o homem moderno, um cético que questiona tudo que não pode ser explicado racionalmente, alguém cujo lema seria “a lógica é o caminho certo”. Não está claro, ainda, como a ordem (ou seita) Rosacruz se encaixa no processo de salvação da humanidade, mas elementos do mundo sobrenatural devem fazer parte da trama que envolve nazistas, a descoberta da vida eterna e o possível triunfo do mal sobre o bem na Terra.
Meu comentário - Lamentavelmente se trata de mais uma investida da indústria do entretenimento barato e sem comprometimento com conteúdo (especialmente bíblico e histórico) para ganhar audiência e chamar a atenção de uma audiência com pouca base para crítica. Na linha dos filmes inspirados na obra do oportunista Dan Brown, essa série é mais uma demonstração de que o interesse da mídia em geral (incluindo o cinema) não é o de levar as pessoas a conhecerem mais sobre a Bíblia Sagrada ou fortalecerem sua fé.
A intenção é criar mistério e tornar os assuntos das Sagradas Escrituras questionáveis, irrazoáveis ou simplesmente lendários. Com isso, atrai-se a atenção da curiosidade alheia e não se ensinam mais valores e nem princípios. Além disso, a contextualização histórica também é geralmente desprezada e fatos destituídos de coerência histórica mesmo são apresentados como verdades incontestáveis.
Esses supostos "segredos" que uma organização aqui ou ali escondem não passam de desvios para que as pessoas creiam cada vez menos na Bíblia e sequer considerem a gama enorme de evidências de sua historicidade e relevância moral e espiritual para a sociedade hoje. 
Se vão gastar dinheiro com filmes, que pelo menos o façam com base no registro bíblico e busquem bons livros que aprofundem a narrativa dos evangelhos, por exemplo, para não inventar enredos que são absolutamente fictícios, mas acabam vendidos como resgates históricos.

 
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