Felipe Lemos
Era uma vez um político com chapéu vermelho. Quer dizer... poderia ser de qualquer cor o chapéu desde que valesse a pena financeiramente ou a barganha fosse vantajosa. O político do chapéu vermelho não vivia sozinho, mas naquele dia curiosamente estava. Talvez fosse recesso parlamentar na floresta ou época de eleições no povoado. Enfim, ele estava sozinho. Pegou sua cestinha preta, seu cândido guarda-costas e saiu pela floresta com seu possante carrinho importado porque tinha compromisso. Precisava levar uma encomenda especial para sua vovozinha, que estava em casa. A vovozinha não estava exatamente, doente, mas aposentada. Ah sim! Evidentemente aposentada não pelo simples e majoritário enquadramento da maioria do povo no INSS com um ou dois salários mínimos. Estou falando de aposentadoria especial. Que só gente como a vovozinha conseguia...
Pois bem. O político do chapéu vermelho (ou branco, ou azul, ou verde, sei lá, depende da região de sua base eleitoral ou mesmo do gosto do eleitor) tinha de atravessar a densa floresta. Que já não era mais tão densa porque o desmatamento havia tomado conta. Coisa dos grileiros do povoado. O político do chapéu vermelho sabia muito bem disso, porque os homens maus do meio ambiente viviam autorizando desmatamento na floresta em troca de uns favorzinhos. Mas tudo bem!
Ele seguiu seu caminho até que alguém fazia sinal para que parasse. Ele mandou o motorista do chapéu preto parar e saiu do carro ofegante e já irritado. Colocou as mãos na cintura, ajeitou seu chapeuzinho vermelho e vociferou uma meia dúzia de palavrões para o coitado que acenava uma bandeirinha (vermelha). O pobre coiote logo se desculpou e disse que era coisa do lobo mau. Ele era apenas funcionário do lobo mau e estava cumprindo ordens.
O político do chapéu vermelho não hesitou e mandou chamar o lobo mau. Queria ter uma conversa com ele. Como era possível que o petulante lobo fosse interromper a estrada (pública) e impedir que ele, uma autoridade na floresta e no povoado, passasse. Absurdo inaceitável!
Cerca de cinco horas depois, o lobo mau aparece com sua corrente no pescoço, relógio de ouro comprado (?) em outras florestas e camisa aberta ao peito peludo. Convida o político para entrar, serve uma bebida típica da floresta e começam a conversar. O lobo explica que ele resolveu cobrar um pedágio por cada habitante do povoado que ali quisesse passar. Preço baixo. Para o político, ele propunha pagamento mensal, quantia quase irrisória que nem faria diferença no orçamento geral. Concordou. Fecharam negócio e lembraram que na floresta não havia escutas, nem revistas sensacionalistas ou mais gente para gravar a tal conversa.
Mas e a vovozinha? Já deveria estar esperando! Ele tinha de correr. O lobo, despreocupado, disse a ele que não se estressasse e relaxasse porque a vovozinha seria devorada em seguida. Ele já tinha contratado devoradores profissionais que ainda cobravam preço de tabela do ano passado. Não precisaria entregar a cestinha cheia de dinheiro para ela. Poderia repartir o dinheirinho com ele.
O político não entendeu e ficou indignado. Repartir seu dinheiro fruto do suor dos outros animais da floresta com o lobo... mau? O lobo logo explicou que a vovozinha é que era realmente má, porque descobriram que a velhinha aguardava o político do chapéu vermelho para flagrá-lo entregando a cestinha. A vovozinha era X-9....
O político do chapéu vermelho fez sorriso amarelado, abraçou o lobo mau e repartiu o conteúdo da cestinha. Depois pagou, por fora, o pedágio e pôde voltar para sua casa. Em tempo: os três porquinhos negociaram porque sempre andavam juntos e ganharam desconto no pedágio do lobo mau e só pagavam o valor de uma pessoa e meia. Ou de um porco e meio, como preferirem...
UMA HISTÓRIA NADA INFANTIL....
Felipe Lemos
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
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